Relatório e Contas 2025

Qualidade e segurança dos produtos

O investimento permanente na certificação e monitorização dos nossos processos, instalações e equipamentos, bem como o acompanhamento das atividades de produção a montante das nossas operações, são determinantes para o capital de reputação das nossas insígnias e negócios. Para o preservar, assumimos a responsabilidade de prever e mitigar impactos negativos, enquanto promovemos uma experiência segura para os clientes nas nossas lojas e através dos nossos produtos. Assim, definimos um conjunto de ações, que incluem:

  • avaliação dos riscos e certificação das Companhias;

  • auditorias a lojas e centros de distribuição;

  • análises a instalações;

  • análises a produtos;

  • recolha de produtos alimentares;

  • formação em higiene e segurança alimentar.

A cooperação com milhares de fornecedores de perecíveis e de Marca Própria inclui avaliações rigorosas para garantir que os produtos são seguros para serem consumidos1.

Acreditamos que promover a qualidade como conceito integral reforça a competitividade e o desenvolvimento sustentável do nosso negócio e do dos nossos fornecedores, ao mesmo tempo que fortalece a confiança e melhora a qualidade de vida dos milhões de consumidores que visitam diariamente as nossas lojas.

A estratégia de crescimento do Grupo, que opera mais de 6.400 lojas em cinco países diferentes em 2025, fundamenta muitas das variações que a seguir se observam, quer no que respeita às diferentes medidas de garantia de qualidade e segurança alimentar que temos estabelecidas, quer no que se refere ao lançamento de novos produtos.

Avaliações de risco e certificações

As avaliações de risco dos produtos perecíveis e de Marca Própria são realizadas pelas nossas equipas de qualidade e desenvolvimento de produtos, e consideram fatores como:

  • a legislação em vigor e as especificações técnicas das autoridades oficiais;

  • as recomendações da União Europeia e/ou outros órgãos oficiais;

  • os avisos de emergência RASFF – Rapid Alert System for Food and Feed e os incidentes de fraude alimentar conhecidos;

  • as características físicas dos produtos (como a perecibilidade) e as organoléticas (como cor, textura, sabor ou cheiro);

  • o país de origem de produção e/ou de fornecimento dos produtos e o histórico dos parceiros comerciais;

  • a expansão de mercado (lojas e centros de distribuição);

  • as condições envolventes (saneamento ou condições climatéricas relacionadas com humidade e temperaturas médias);

  • a opção por esquemas de certificação de infraestruturas;

  • os resultados de avaliações de anos transatos.

A certificação desempenha um papel importante no estabelecimento de elevados padrões de qualidade e segurança nas instalações das nossas Companhias, na medida em que promove uma abordagem de gestão mais integrada, contribuindo continuamente para a melhoria dos nossos procedimentos.

Certificações de qualidade e segurança

Certificação

 

Âmbito

 

Infraestrutura

NP EN ISO/IEC 17025:2018

 

Jerónimo Martins

 

Laboratório Jerónimo Martins, em Portugal.

ISO 22000:2018 Sistema de Gestão da Segurança Alimentar1

 

Biedronka

 

Armazenagem e distribuição de produtos alimentares em 17 centros de distribuição na Polónia.

 

 

Certificação da sede para desenvolvimento de produtos de Marca Própria.

 

Recheio e Recheio MasterChef

 

28 lojas Recheio.
3 plataformas Recheio MasterChef.

FSSC 22000 v6.0
Sistema de Certificação de Segurança Alimentar
+
ISO 22000:2018
Sistema de Gestão da Segurança Alimentar

 

Biedronka

 

Produção de pronto‑a‑comer após aquecimento e embalamento individual na fábrica de sopas, na Polónia, com certificação específica para ready‑to‑eat.

ISO 9001
Sistema de gestão da qualidade

 

Pingo Doce
Recheio

 

Desenvolvimento de Marcas Próprias e acompanhamento do produto/fornecedor após lançamento.

HACCP2 segundo Codex Alimentarius3

 

Pingo Doce

 

2 cozinhas centrais.

 

Recheio

 

11 lojas.

 

Pingo Doce

 

7 centros de distribuição, com aplicação no processo logístico.

Produtos Biológicos (Reg. CE 848/2018)

 

Biedronka

 

Manipulação de produtos biológicos em 18 centros de distribuição na Polónia.

Armazenamento e preparação de produtos biológicos em loja

 

Biedronka

 

510 lojas na Polónia.

Certificação de bem-estar animal para manipulação de produtos de ovinos, suíno, vitelão, frango do campo e frango convencional

 

Pingo Doce
Recheio

 

Todas as lojas Pingo Doce, Recheio e centros de distribuição estão certificadas. Em 2025, foram auditadas 12 lojas e um centro de distribuição.

Manipulação em loja de frango do campo

 

Pingo Doce
Recheio

 

Todas as lojas Pingo Doce, Recheio e centros de distribuição estão certificados, sendo alvo de monitorização periódica. Em 2025, foram auditadas 19 lojas e 1 centro de distribuição.

1

O Grupo definiu o seguinte objetivo para o triénio 2024-2026: “Na Polónia, manter o número de localizações com certificação ISO 22000 (16 centros de distribuição em 2023) e assegurar a certificação dos novos Centros de Distribuição, a abrir no período 2024-2026, no prazo de dois anos após o início da operação.”. Para mais informação, consultar “Compromissos de sustentabilidade”.

2

O sistema de Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos (HACCP) visa evitar, por via da eliminação ou redução de perigos, potenciais riscos que podem causar danos aos consumidores, garantindo assim que os alimentos são seguros para consumo.

3

Conjunto de normas internacionais que visa promover a segurança sanitária dos alimentos e a proteção dos consumidores. O Codex Alimentarius está disponível aqui.

Auditorias a lojas e centros de distribuição

Para garantir o cumprimento rigoroso dos nossos padrões de qualidade e segurança alimentar, realizamos auditorias regulares às lojas, centros de distribuição e outros edifícios, incluindo cantinas e unidades de produção. Estas avaliações permitem monitorizar o desempenho das diferentes unidades, identificar oportunidades de melhoria e assegurar conformidade com requisitos internos e legais.

Colaborador em pé entre pilhas de caixas com alface num centro de distribuição (foto)

As auditorias conduzidas por equipas internas ou externas especializadas em qualidade e segurança de produtos consideram dimensões como higiene, limpeza, desinfeção, manutenção de infraestruturas e equipamentos, boas-práticas de produção, manuseamento de produto, água potável, metrologia, controlo de pragas, gestão de resíduos, registos, rastreabilidade e atualização de procedimentos.

Cada auditoria resulta numa classificação, que pode variar consoante o país e o tipo de instalação, entre Inaceitável, Básico, Satisfatório, Bom, Muito Bom e Excelente. As potenciais ações corretivas a adotar são definidas conforme a gravidade das não-conformidades encontradas e os prazos concedidos para resolver as questões identificadas vão desde a intervenção imediata até à auditoria seguinte.

Auditorias a lojas e centros de distribuição

 

 

Lojas1

 

Centros de distribuição2

 

 

2025

 

2024

 

Δ 2025/2024

 

2025

 

2024

 

Δ 2025/2024

Grupo

 

21.013

 

19.199

 

+9,4%

 

499

 

365

 

+36,7%

Auditorias internas

 

14.143

 

12.944

 

+9,3%

 

101

 

86

 

+17,4%

Auditorias de acompanhamento

 

5.112

 

4.945

 

+3,4%

 

358

 

244

 

+46,7%

Auditorias externas

 

1.758

 

1.310

 

+34,2%

 

40

 

35

 

+14,3%

Biedronka

 

10.727

 

9.867

 

+8,7%

 

62

 

59

 

+5,1%

Auditorias internas

 

10.536

 

9.657

 

+9,1%

 

36

 

36

 

0,0%

Auditorias de acompanhamento3

 

182

 

172

 

+5,8%

 

2

 

0

 

Auditorias externas

 

9

 

38

 

-76,3%

 

24

 

23

 

+4,3%

Desempenho HACCP4

 

85%

 

87%

 

-2 p.p.

 

91%

 

91%

 

0 p.p.

Pingo Doce

 

3.289

 

3.583

 

-8,2%

 

394

 

282

 

+39,7%

Auditorias internas

 

492

 

486

 

+1,2%

 

36

 

38

 

-5,3%

Auditorias de acompanhamento

 

2.702

 

3.006

 

-10,1%

 

345

 

235

 

+46,8%

Auditorias externas

 

95

 

91

 

+4,4%

 

13

 

9

 

+44,4%

Desempenho HACCP5

 

89%

 

88%

 

+1 p.p.

 

82%

 

77%

 

+5 p.p.

Recheio

 

455

 

469

 

-3,0%

 

 

 

 

 

 

Auditorias internas

 

90

 

86

 

+4,7%

 

 

 

 

 

 

Auditorias de acompanhamento

 

350

 

365

 

-4,1%

 

 

 

 

 

 

Auditorias externas

 

15

 

18

 

-16,7%

 

 

 

 

 

 

Desempenho HACCP

 

88%

 

87%

 

+1 p.p.

 

 

 

 

 

 

Ara

 

6.542

 

5.280

 

+23,9%

 

43

 

24

 

+79,2%

Auditorias Internas

 

3.025

 

2.715

 

+11,4%

 

29

 

12

 

+141,7%

Auditorias de acompanhamento

 

1.878

 

1.402

 

+34,0%

 

11

 

9

 

+22,2%

Auditorias externas

 

1.639

 

1.163

 

+40,9%

 

3

 

3

 

0,0%

Boas práticas de higiene e qualidade6

 

79%

 

81%

 

-2 p.p.

 

94%

 

92%

 

+2 p.p.

1

Na Biedronka, inclui lojas, balcões de carne e lojas Biek

2

No Pingo Doce, inclui cozinhas centrais, fábrica e cantinas. Este Centro de Distribuição também serve o Recheio.

3

Inclui Eslováquia.

4

A implementação HACCP na Biedronka é avaliada com base em referenciais próprios que se baseiam no Codex Alimentarius e no quadro regulatório da União Europeia (Regulamento CE N.º 852/2004, relativo à higiene dos géneros alimentícios). Nos centros de distribuição, a taxa de conformidade resulta das auditorias internas no âmbito da certificação da norma ISO 22000 – Sistema de Gestão da Segurança Alimentar, que se baseia nos princípios do HACCP do Codex Alimentarius.

5

No Pingo Doce e no Recheio, a implementação HACCP é avaliada em referenciais próprios, baseados no Codex Alimentarius e adaptados às realidades em que as Companhias operam.

6

A taxa de conformidade apresentada refere-se à pontuação obtida face às boas práticas vigentes, em linha com critérios que visam garantir a qualidade e segurança dos produtos de acordo com a lei, avaliando a própria operação e o sistema de controlo e procedimentos. Os critérios incluem, entre outros, aspetos de higiene e de controlo de qualidade das condições das instalações para o manuseamento do produto e aspetos relacionados com a temperatura do produto, o tipo de embalagens e os procedimentos de gestão de resíduos orgânicos.

Biedronka

As auditorias internas e as de acompanhamento da Biedronka são realizadas por entidades externas independentes. Em 2025, o número de auditorias internas às lojas aumentou devido à expansão da rede (181 aberturas) e a extensão do número de balcões de talho, atingindo-se no final do ano mais de 1.500 lojas. A Biek, serviço de q-commerce da Biedronka, foi alvo de 53 auditorias, mais do dobro das realizadas em 2024.

As auditorias externas às lojas realizadas pelas autoridades locais, de acordo com o seu próprio planeamento, diminuíram em 2025, tendo como principal foco a certificação nas lojas com sortido de pão biológico2 (519 em 2025). A diminuição do desempenho das lojas em HACCP deve-se a uma alteração nos critérios da checklist para 2025, que pretendeu refletir de forma mais precisa as melhorias necessárias a um melhor desempenho.

Nos centros de distribuição, o número de auditorias internas manteve-se como resultado da avaliação de riscos, enquanto as auditorias de acompanhamento, para verificação in loco dos resultados obtidos previamente no âmbito de uma auditoria externa, seguiram o calendário da ISO 22000.

Pingo Doce e Recheio

No Pingo Doce, a abertura de nove lojas novas fez subir ligeiramente o número de auditorias internas, enquanto as auditorias de acompanhamento diminuíram, devido às melhorias verificadas face ao ano anterior. Este método levou a um melhor desempenho HACCP pelo terceiro ano consecutivo, acrescentando mais 7 p.p. face a 2022.

No Recheio, houve mais auditorias internas, devido à matriz de risco de segurança alimentar (como resultado de auditorias anteriores), embora o número de lojas se tenha mantido. As auditorias de acompanhamento diminuíram, refletindo as medidas de correção identificadas no ano anterior pelas equipas operacionais de segurança alimentar. O desempenho HACCP das lojas melhorou 4 p.p. em dois anos.

Nos centros de distribuição em Portugal houve menos auditorias internas devido ao planeamento baseado na matriz de risco, enquanto as auditorias de acompanhamento aumentaram com a expansão de centros de distribuição abrangidos pelos requisitos da certificação HACCP. O desempenho HACCP destas instalações recuperou para um valor muito próximo do que havia sido conseguido em 2023, antes de cumprido o objetivo da certificação.

Nas lojas do Pingo Doce e do Recheio, bem como nos centros de distribuição, as auditorias externas são realizadas pelas autoridades locais, seguindo o seu próprio planeamento.

Ara

As auditorias internas nas lojas aumentaram, em linha com o aumento da rede em mais 225 lojas durante o ano. Também o número de auditorias de acompanhamento executadas por equipas internas e por entidades externas cresceu, o que se traduz na necessidade de reavaliar mais pontos de controlo, uma tendência contrária ao que tinha sido observado em 2024 face a 2023. A revisão dos critérios da checklist anual para 2025 deu mais visibilidade ao desempenho das lojas em termos de boas práticas de higiene e qualidade, verificando-se uma redução de conformidade com práticas de limpeza e com o controlo de registos.

Nos centros de distribuição, o aumento das auditorias justifica-se pelos resultados obtidos em avaliações anteriores, em especial no que se refere ao desempenho em boas práticas de higiene e qualidade. O esforço feito permitiu recuperar para o mesmo valor de 2023. Os aumentos também se explicam pela inclusão, no processo, das cantinas e armazéns externos de mercadorias.

Análises a instalações

Colaborador da Biedronka a cortar uma melancia num centro de distribuição. Vêem-se mais caixas ao lado e ao fundo. (foto)

Para monitorizar com detalhe a qualidade e a segurança alimentar, realizámos mais de 280.000 análises às nossas instalações, mais 10,9% do que em 2024. Estas análises abrangeram superfícies de trabalho, manipuladores de produto, matérias-primas e produtos acabados, e água.

Análises e amostras recolhidas

 

 

2025

 

2024

 

Δ 2025/2024

Grupo

 

 

 

 

 

 

Superfícies de trabalho

 

187.791

 

167.392

 

+12,2%

Manipuladores

 

32.559

 

30.807

 

+5,7%

Matérias-primas/produto acabado

 

44.321

 

40.121

 

+10,5%

Água

 

15.618

 

14.531

 

+7,5%

Total

 

280.289

 

252.851

 

+10,9%

Polónia

 

 

 

 

 

 

Superfícies de trabalho

 

126.020

 

103.596

 

+21,6%

Manipuladores

 

9.919

 

8.290

 

+19,7%

Matérias-primas/produto acabado

 

175

 

205

 

-14,6%

Água

 

2.934

 

2.445

 

+20,0%

Total

 

139.048

 

114.536

 

+21,4%

Portugal

 

 

 

 

 

 

Superfícies de trabalho1

 

59.026

 

61.003

 

-3,2%

Manipuladores

 

19.895

 

19.928

 

-0,2%

Matérias-primas/produto acabado

 

41.357

 

37.367

 

+10,7%

Água

 

6.672

 

6.608

 

+1,0%

Total

 

126.950

 

124.906

 

+1,6%

Colômbia

 

 

 

 

 

 

Superfícies de trabalho

 

2.745

 

2.793

 

-1,7%

Manipuladores

 

2.745

 

2.589

 

+6,0%

Matérias-primas/produto acabado

 

2.789

 

2.549

 

+9,4%

Água

 

6.012

 

5.478

 

+9,7%

Total

 

14.291

 

13.409

 

+6,6%

1

Nas lojas, esta rubrica inclui salas de frio, equipamentos, superfícies e utensílios; nas fábricas, para além dos anteriores, também inclui veículos; nos centros de distribuição, inclui veículos.

Na Polónia, e devido à expansão da Biedronka, o número de análises aumentou 21%. A exceção recai nas análises a matérias-primas/produto acabado, uma redução que se explica por decisões operacionais essencialmente relacionadas com a sazonalidade associada à venda de frango assado e com a redução da utilização de máquinas de sumo de laranja, tal como já tinha acontecido em 2024 face a 2023.

Em Portugal, foram realizadas quase 127 mil análises nas instalações das Companhias, mais 1,6% do que no ano anterior, com o aumento mais expressivo nas análises a matérias-primas/produto acabado em consequência da análise de risco.

Na Colômbia, o número de análises aumentou quase 7%, como resultado do aumento do número de lojas.

Análises de produto

Colaboradora do laboratório de ADN a retirar uma amostra de um grande frasco de manteiga de amendoim (foto)

Além das auditorias acima referidas, recorremos também a laboratórios externos independentes e acreditados para analisar os produtos que comercializamos. Temos ainda o nosso próprio laboratório de biologia molecular, o que reforça a qualidade e segurança que garantimos aos nossos consumidores. Este laboratório, localizado em Portugal, complementa a verificação feita durante o desenvolvimento de produtos e quanto aos processos de abastecimento, e foca-se na autenticidade dos ingredientes dos produtos alimentares de todas as Companhias. É certificado pela norma portuguesa NP EN ISO/IEC 17025:2018, que estabelece os requisitos gerais de competência de testes e calibração. Em 2025, foram efetuados mais de 6.750 testes de sequenciação de ADN de nova geração (NGS) a moluscos, crustáceos, carne, peixe e rastreio de OGM.

Em 2025 foram realizadas mais de 96 mil análises a produtos de Marca Própria, um aumento de 34% face a 2024, e cerca de 12 mil análises a perecíveis, menos 8% do que no ano anterior. Em termos globais, as análises aumentaram 27,4%.

Análises e amostras recolhidas

 

 

2025

 

2024

 

Δ 2025/2024

Grupo

 

 

 

 

 

 

Marca Própria

 

96.522

 

72.101

 

+33,9%

Perecíveis

 

12.163

 

13.232

 

-8,1%

Total

 

108.685

 

85.333

 

+27,4%

Polónia e Eslováquia (Biedronka)

 

 

 

 

 

 

Marca Própria

 

23.500

 

23.077

 

+1,8%

Marca Própria – Alimentar

 

22.202

 

21.750

 

+2,1%

Marca Própria – Não-alimentar

 

1.298

 

1.327

 

-2,2%

Perecíveis

 

7.937

 

8.611

 

-7,8%

Fruta e vegetais

 

5.016

 

4.182

 

+19,9%

Carne e pescado

 

2.191

 

2.991

 

-26,7%

Padaria

 

276

 

976

 

-71,7%

Ovos

 

454

 

462

 

-1,7%

Total

 

31.437

 

*31.688

 

-0,8%

Portugal (Pingo Doce e Recheio)

 

 

 

 

 

 

Marca Própria

 

22.515

 

22.486

 

+0,1%

Marca Própria – Alimentar1

 

18.146

 

18.494

 

-1,9%

Marca Própria – Não-alimentar

 

4.369

 

3.992

 

+9,4%

Perecíveis

 

3.867

 

4.258

 

-9,2%

Fruta e vegetais

 

2.010

 

1.857

 

+8,2%

Carne

 

606

 

689

 

-12,0%

Pescado

 

754

 

1.233

 

-38,8%

Padaria

 

292

 

**266

 

+9,8%

Meal Solutions

 

205

 

**213

 

-3,8%

Total

 

26.382

 

26.744

 

-1,4%

Colômbia (Ara)

 

 

 

 

 

 

Marca Própria

 

50.507

 

26.538

 

+90,3%

Marca Própria – Alimentar

 

44.525

 

21.202

 

+110,0%

Marca Própria – Não-alimentar

 

5.982

 

5.336

 

+12,1%

Perecíveis

 

359

 

363

 

-1,1%

Fruta e vegetais

 

159

 

152

 

+4,6%

Carne

 

108

 

123

 

-12,2%

Pescado

 

27

 

35

 

-22,9%

Padaria

 

65

 

53

 

+22,6%

Total

 

50.866

 

26.901

 

+89,1%

*

Valor corrigido face a 2024, por um erro na soma total das rubricas.

**

Valor corrigido face a 2024 por alteração na metodologia de cálculo, que consideramos agora ser mais precisa do que em 2024.

1

Incluindo análises de rotina à presença de glúten, organismos geneticamente modificados, lactose, denominação de espécies, análises de controlo e análises extra.

O crescimento das análises a produtos de Marca Própria deve-se principalmente à expansão do número de lojas e ao alargamento do sortido, o que fez aumentar o volume de produtos a analisar, e também ao consequente estabelecimento de mais parcerias com fornecedores (171 novos). Destaque para a variação em 110% das análises a produtos alimentares das marcas próprias da Ara, fruto do maior número de lançamentos e relançamentos, de projetos de reformulação, bem como do reforço do controlo analítico para monitorizar o desempenho dos nossos produtos face à concorrência.

A redução das análises a perecíveis em 8% explica-se essencialmente pela avaliação de risco (que considera produtos específicos, mas também resultados de auditorias transatas), pelo bom histórico de conformidade em anos anteriores e pelo acompanhamento rigoroso da produção. No caso da Ara, justifica-se também pela redução do portefólio.

Na Biedronka, o aumento de 20% das análises a fruta e vegetais teve em consideração alertas relativos a novas origens e à avaliação de risco. Em Portugal, e na mesma categoria, o aumento de 8% deveu-se ao reforço dos testes exigidos pela legislação em vigor e às recomendações em matéria de pesticidas, bem como à monitorização das origens de produtos agrícolas estratégicos. Na Ara, o aumento expressivo das análises a produtos de padaria decorre da expansão da oferta.

Recolha de produtos alimentares

Mesmo em situações muito pontuais, retiramos imediatamente do mercado qualquer produto que possa representar um risco para os consumidores ou para a sociedade, defendendo a saúde pública e preservando a reputação e a credibilidade das nossas Companhias e marcas. A monitorização contínua, a comunicação às entidades oficiais de saúde e a rastreabilidade de produtos e fornecedores permitem uma atuação célere e eficaz na prevenção ou reação a qualquer incidente.

Existem dois tipos de recolha de produtos alimentares, que abordam riscos distintos face à saúde e segurança dos consumidores:

  • recall3 – retirada de venda de produtos com potencial risco para a saúde;

  • withdrawal4 – retirada de venda de produtos sem risco para a saúde.

Em ambos os casos, ativamos mecanismos de investigação interna e, se necessário, junto de fornecedores, para identificar as causas e implementar as devidas ações corretivas, prevenindo futuras ocorrências.

A severidade dos riscos para a saúde e segurança dos consumidores classifica-se em três níveis:

  • Nível I – Críticos (recall): aspetos que podem afetar a segurança alimentar e a saúde pública;

  • Nível II – Qualidade e segurança alimentar (withdrawal): aspetos que podem afetar a experiência do consumidor e a segurança do produto;

  • Nível III – Rotulagem (withdrawal): aspetos de obrigatoriedade legal na rotulagem.

Para prevenir não-conformidades e evitar a retirada de venda, acompanhamos fornecedores e produtos, incluindo o desenvolvimento de planos de ação e ajustes nas embalagens. As ações corretivas são monitorizadas para minimizar o risco para a saúde dos consumidores e para que a comercialização de produtos possa ser retomada.

Em 2025, foram registados 335 incidentes que levaram à retirada de produtos, mais 52% do que em 2024. A larga maioria teve uma classificação de Nível II e de Nível III, ou seja, incidentes não críticos. Já os recalls diminuíram 75% face a 2024. A evolução deste indicador confirma a tendência descendente ao longo dos anos (13 incidentes em 2022, seis em 2023, quatro em 2024 e um em 2025).

Recalls/withdrawals de produtos alimentares

 

 

 

 

Nível I
(Recall)

 

Nível II
(Withdrawal)

 

Nível III
(Withdrawal)

 

Incidentes totais

 

 

2025

 

2024

 

Δ 2025/
2024

 

2025

 

2024

 

Δ 2025/
2024

 

2025

 

2024

 

Δ 2025/
2024

 

2025

 

2024

 

Δ 2025/
2024

Grupo

 

 

 

1

 

4

 

-75,0%

 

259

 

163

 

+58,9%

 

75

 

54

 

+38,9%

 

335

 

221

 

+51,6%

Portugal (Pingo Doce e Recheio)

 

Marcas Próprias

 

0

 

0

 

 

144

 

75

 

+92,0%

 

22

 

22

 

0,0%

 

166

 

97

 

+71,1%

 

Perecíveis

 

0

 

1

 

-100,0%

 

28

 

37

 

-24,3%

 

26

 

13

 

+100,0%

 

54

 

51

 

+5,9%

Polónia e Eslováquia (Biedronka)

 

Marcas Próprias

 

0

 

2

 

-100,0%

 

57

 

32

 

+78,1%

 

20

 

17

 

+17,6%

 

77

 

51

 

+51,0%

 

Perecíveis

 

1

 

1

 

0,0%

 

11

 

1

 

+1.000,0%

 

4

 

0

 

 

16

 

2

 

+700,0%

Colômbia (Ara)

 

Marcas Próprias

 

0

 

0

 

 

13

 

9

 

+44,4%

 

2

 

2

 

0,0%

 

15

 

11

 

+36,4%

 

Perecíveis

 

0

 

0

 

 

6

 

9

 

-33,3%

 

1

 

0

 

 

7

 

9

 

-22,2%

O único recall assinalado teve origem num pedido de uma entidade oficial na sequência de uma visita a um fornecedor, não tendo, por isso, causas imputáveis a Jerónimo Martins5.

O aumento dos incidentes com produtos perecíveis nos níveis II e III deve-se essencialmente a fatores externos ao negócio, como os alertas provenientes do Sistema de Alerta Rápido para Alimentos para Consumo Humano e Animal (RASFF) e os das autoridades locais.

Em Portugal, nas Marcas Próprias, o aumento de incidentes de Nível II deveu‑se a alertas europeus relacionados com grão‑de‑bico e especiarias. Já os casos de Nível III repetem padrões do ano anterior: datas de validade incorretas (normalmente na transição do ano civil), erros de rotulagem nos fornecedores e incorreções sobre o teor alcoólico dos vinhos.

O aumento dos incidentes de nível II na Marca Própria da Biedronka deveu‑se ao maior número de reclamações sobre produtos de talho, um serviço disponível em mais de 2.800 lojas, enquanto os incidentes de nível III estiveram relacionados com erros de rotulagem e defeitos sensoriais associados ao azeite e água engarrafada.

Na Colômbia, os aumentos devem-se à proatividade dos fornecedores, que realizaram mais testes e identificaram produtos não-conformes, solicitando a sua retirada, bem como a um reforço da amostragem e dos controlos de produto, e a reclamações de clientes e lojas.

Formação interna em qualidade e segurança alimentar

Oferecer produtos alimentares seguros e de elevada qualidade significa também investir nas nossas equipas, dotando-as das competências necessárias para prestar um serviço especializado aos nossos consumidores6.

Colaborador da Comida Fresca a colocar uma refeição à base de massa numa embalagem de cartão para takeaway (foto)

Em 2025, o investimento em formação em higiene e segurança alimentar traduziu-se em mais de 293 mil de horas de formação ministradas a mais de 62 mil colaboradores.

Formação em higiene e segurança alimentar

 

 

Volume de formação1

 

Ações formativas

 

Colaboradores formados

 

 

2025

 

2024

 

Δ 2025/
2024

 

2025

 

2024

 

Δ 2025/
2024

 

2025

 

2024

 

Δ 2025/
2024

Grupo

 

293.679

 

249.346

 

17,8%

 

9.726

 

9.727

 

0,0%

 

62.376

 

57.130

 

9,2%

Portugal2

 

57.711

 

60.328

 

-4,3%

 

3.527

 

3.592

 

-1,8%

 

12.383

 

11.120

 

+11,4%

Polónia (Biedronka)

 

24.696

 

27.731

 

-10,9%

 

5.922

 

6.048

 

-2,1%

 

23.137

 

25.135

 

-7,9%

Colômbia (Ara)

 

211.273

 

161.287

 

+31,0%

 

277

 

87

 

+218,4%

 

26.856

 

20.875

 

+28,7%

1

Volume de formação = número de pessoas formadas x número de horas de conteúdos de Higiene e Segurança Alimentar ministradas.

2

Inclui o Pingo Doce, Recheio, Jerónimo Martins Agro-Alimentar, Hussel e Jerónimo Martins Restauração e Serviços.

Reforçámos de forma significativa o investimento em formação dos colaboradores na Colômbia, o que se traduziu num aumento exponencial de ações formativas e de colaboradores envolvidos. Na perspetiva inversa, a Biedronka reduziu todos os indicadores relacionados com formação, consequência do próprio calendário de formação que prevê que esta é renovada a cada três anos. Em Portugal, os indicadores mantiveram-se estáveis, com um aumento mais expressivo do número de colaboradores envolvidos, resultado de um maior número de colaboradores a terem completado a formação inicial em Higiene e Segurança Alimentar.

Para além de ações focadas nos requisitos associados ao sistema de gestão de segurança alimentar e normas internacionais de controlo de riscos HACCP, foi ainda ministrada formação no âmbito das áreas da defesa alimentar, separação de resíduos para reciclagem, atividades de lavagem e limpeza (para garantir boas práticas de produção), práticas de higiene em loja, auditorias de qualidade e visitas de controlo, rede de frio e pontos críticos de controlo. Em Portugal, a oferta formativa disponibilizada é transversal aos diferentes tópicos, enquanto a Colômbia reforçou a formação sobre os temas relacionados com melhoria de processos, qualidade e cadeia de frio, fruto de uma maior carga operacional e regulatória. Já a Polónia centra os conteúdos formativos em segurança alimentar e processos de HACCP.

1 Para mais informação sobre as auditorias à cadeia de abastecimento, consulte o “Seleção e acompanhamento de fornecedores”.

2 Os controlos externos relativos à certificação biológica foram exercidos pela BioCert, uma entidade independente e autorizada pelas entidades oficiais para este efeito.

3 Recall: uma ação obrigatória tomada pelas Companhias do Grupo como resposta a inspeções realizadas por autoridades locais aos resultados de análises laboratoriais ou de auditorias internas, ou a queixas/denúncias (de produtores, retalhistas, agências governamentais ou consumidores). A comunicação para a devolução ou destruição por parte dos consumidores é publicada através dos meios próprios.

4 Withdrawal: uma ação voluntária ou obrigatória que pode ser tomada em dois tipos de ocasiões, conforme a análise de risco efetuada pelas Companhias ou a inspeção por autoridade local: a) quando são detetados defeitos de qualidade (ex., cor ou textura), de peso ou irregularidades na rotulagem (que não representem risco potencial para a saúde ou segurança dos consumidores); ou b) por precaução enquanto se aguardam investigações a um potencial risco para a saúde e segurança das pessoas. Caso se determine um risco credível, o produto é retirado de venda, passando a ser categorizado como recall.

5 O Grupo definiu o seguinte compromisso para o triénio 2024-2026: “Procurar assegurar, anualmente, que o número de recolha de produtos alimentares com potencial risco para a saúde pública (severidade de nível I), cuja causa seja atribuível às Companhias de Jerónimo Martins, é zero.”. Para mais informação, consultar “Compromissos de sustentabilidade”.

6 Para mais informações sobre a formação a colaboradores, por favor consultar o “Formação e desenvolvimento de competências”.

Bens perecíveis
Produtos com um prazo de validade limitado e que requerem um armazenamento adequado para evitar que se estraguem, por exemplo, frutas frescas, vegetais, alimentos prontos a consumir, carne e peixe vendidos ao balcão e produtos lácteos.
Q-commerce
Q-commerce, também conhecido como comércio rápido, é um modelo de comércio eletrónico que oferece tempos rápidos de entrega, geralmente numa hora ou menos. Este modelo utiliza soluções baseadas em tecnologia, incluindo sistemas avançados de gestão de encomendas e redes logísticas eficientes, para satisfazer rapidamente as encomendas dos clientes.

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