Relatório e Contas 2025

A. Composição

21. Organogramas Relativos à Repartição de Competências Entre os Vários Órgãos Sociais, Comissões e/ou Departamentos da Sociedade, Incluindo Informação Sobre Delegações de Competências, em Particular no Que se Refere à Delegação da Administração Quotidiana da Sociedade

Organogramas relativos à repartição de competências entre os vários órgãos sociais, comissões e/ou serviços da sociedade, incluindo informações sobre a delegação de competências, em especial no que se refere à delegação da gestão corrente da sociedade (gráfico)

Presidente do Conselho de Administração

O Presidente do Conselho de Administração, de acordo com o Regulamento do Conselho de Administração, para além da representação institucional da Sociedade, desempenha funções de especial responsabilidade na direção das respetivas reuniões, no acompanhamento da execução das deliberações tomadas por este órgão, na participação nas reuniões das restantes comissões emanadas do Conselho de Administração e na definição da estratégia global da Sociedade.

Delegação de Poderes e Coordenação de Administradores Não-executivos

O Conselho de Administração, mediante deliberação, delegou em um Administrador-Delegado diversas competências no âmbito da gestão corrente da Sociedade, o qual, nesses termos, pode:

  1. gerir os negócios sociais e efetivar as operações relativas ao objeto social, compreendidas no âmbito da sua gestão corrente, enquanto sociedade gestora de participações sociais;

  2. representar a Sociedade, em juízo e fora dele, propor e contestar quaisquer ações, e comprometer-se em arbitragens, podendo, para o efeito, designar mandatários, assim como transigir, confessar e desistir das mesmas;

  3. contrair empréstimos e outras operações financeiras, no mercado financeiro nacional ou estrangeiro, emitir valores mobiliários representativos de dívida no âmbito da competência do Conselho de Administração e aceitar a fiscalização das entidades mutuantes, sempre até ao montante de cem milhões de euros e com integral respeito pelo disposto nos Estatutos da Sociedade;

  4. decidir sobre a prestação, pela Sociedade, de apoio técnico e financeiro, incluindo através da concessão de empréstimos às sociedades de cujas ações, quotas ou partes sociais seja, no todo ou em parte, titular;

  5. decidir sobre a alienação ou locação de bens móveis ou imóveis, incluindo ações, quinhões, quotas e obrigações, e em geral sobre a realização de quaisquer desinvestimentos, até ao montante de cem milhões de euros ou, independentemente de tal limite, quando tal alienação ou locação se encontre prevista nos Planos de Médio e Longo Prazo, conforme definido infra, aprovados pelo Conselho de Administração;

  6. decidir sobre a aquisição ou tomada em locação de quaisquer bens móveis ou imóveis, incluindo ações, quinhões, quotas e obrigações, e em geral sobre a realização de quaisquer investimentos, até ao montante de cem milhões de euros, ou, independentemente de tal limite, quando tal aquisição ou tomada em locação se encontre prevista em Planos de Médio e Longo Prazo, conforme definido infra, aprovados pelo Conselho de Administração;

  7. designar as pessoas a propor às Assembleias Gerais das sociedades referidas na alínea d) supra, para preenchimento de cargos nos respetivos órgãos sociais, indicando aquelas a quem caberá exercer funções executivas;

  8. aprovar políticas e normas transversais às sociedades do Grupo Jerónimo Martins, tais como manuais de procedimentos, regulamentos e ordens de serviço, maxime no que diz respeito a (i) Recursos Humanos, (ii) Controlo Operacional, (iii) Segurança Alimentar e Controlo de Qualidade e (iv) Reporte e Investimentos;

  9. aprovar os planos de expansão respeitantes às atividades de cada uma das áreas de negócio, bem como das sociedades do Grupo não abrangidas em áreas de negócios;

  10. aprovar a estrutura orgânica das sociedades do Grupo;

  11. decidir as instruções ou orientações a dar pela Sociedade às administrações das sociedades suas subsidiárias, quanto às matérias referidas nesta delegação de poderes, nos termos e com observância do disposto na lei aplicável.

Para efeitos do disposto na delegação de poderes, consideram-se como previstos nos Planos de Médio e Longo Prazo, (entendidos estes como planos de atividades, de investimentos e projeções financeiras a três anos), as aquisições, alienações, investimentos ou desinvestimentos cujo montante não exceda em mais de 10% a respetiva rubrica constante desses Planos.

Em 2025, manteve-se em funções a Direção Executiva, órgão consultivo que, conforme referido no ponto 29, tem como objetivo fundamental coadjuvar o Administrador-Delegado nas funções que lhe forem delegadas pelo Conselho, no âmbito da gestão corrente dos negócios que constituem o objeto social da Sociedade.

Contudo, o Conselho de Administração retém, nos termos do respetivo Regulamento Interno, poderes sobre as matérias estratégicas de gestão do Grupo, em particular as que se prendem com a definição de políticas gerais da Sociedade e da estrutura empresarial do Grupo e as que, devido à sua importância e natureza especiais, podem impactar substancialmente a atividade deste último, procurando assegurar a sustentabilidade económica, financeira e ambiental dos objetivos de longo prazo da Sociedade e um contributo efetivo para a comunidade em geral.

Para além dos poderes delegados, cabe ainda ao Administrador-Delegado: submeter ao Conselho de Administração, para deliberação, os planos consolidados de médio e longo prazo do Grupo Jerónimo Martins e das áreas de negócio que o integram, acompanhados do seu parecer, incluindo planos de atividades, de investimentos e projeções financeiras a três anos (“planos de médio e longo prazo”); os orçamentos, incluindo as metas financeiras do exercício seguinte, do Grupo Jerónimo Martins e das áreas de negócio que o integram; os documentos de prestação de contas e os resultados consolidados do Grupo Jerónimo Martins e de cada uma das áreas de negócio que o integram; a realização de investimentos não abrangidos pela delegação de poderes.

Ao Administrador-Delegado estão também vedadas as matérias a que se refere o n.º 4 do Art.º 407.º CSC.

Para além dos poderes sobre matérias estratégicas para a gestão do Grupo, o Conselho de Administração exerce um controlo efetivo na orientação da vida societária ao procurar sempre informar-se devidamente e ao assegurar a supervisão da gestão da Sociedade, encontrando-se implementados mecanismos nesse sentido.

Neste contexto, em cada reunião do Conselho de Administração, o Administrador-Delegado apresenta informação relativa à atividade desenvolvida pela Sociedade desde a última reunião, disponibilizando-se para prestar os esclarecimentos complementares que os Administradores Não-executivos entendam necessários. Em 2025, toda a informação solicitada pelos Administradores Não-executivos foi completa e tempestivamente fornecida pelo Administrador-Delegado.

Adicionalmente, e considerando que o Administrador-Delegado é, simultaneamente, Presidente do Conselho de Administração, foi aprovado por deliberação do dito Conselho um Mecanismo de Coordenação dos Trabalhos dos Administradores Não-executivos da Sociedade.

Tal Mecanismo explicita que os membros do Conselho de Administração que não integrem uma Comissão Executiva ou que não sejam Administradores-Delegados mantêm responsabilidade, nos termos fixados pelo Art.º 407.º, n.º 8 CSC, pela vigilância sobre a atuação da Comissão Executiva ou do(s) Administrador(es)-Delegado(s) e, bem assim, pelos prejuízos causados por atos ou omissões destes, quando, tendo conhecimento de tais atos ou do propósito de os praticar, não provoquem a intervenção do Conselho de Administração para tomar as medidas adequadas.

A atividade de supervisão e fiscalização dos Administradores Não-executivos é também exercida no seio das Comissões Especializadas, e grupos de trabalho da Sociedade em que aqueles participem e nos órgãos societários das sociedades subsidiárias de que façam parte.

Ainda nos termos de tal Mecanismo, o(s) Administrador(es)-Delegado(s) ou o Presidente da Comissão Executiva, consoante aplicável, bem como os Administradores a quem tenha sido atribuído um encargo especial ao abrigo do Art.º 407.º, n.ºs 1 e 2 CSC, deverão:

  1. sempre que tal se mostre necessário, prestar aos Administradores com funções não executivas informação relevante relativamente à execução dos poderes que lhes tenham sido delegados ou do encargo especial que lhes tenha sido atribuído;

  2. satisfazer, em prazo razoável, qualquer pedido de informação que lhes seja submetido por qualquer dos Administradores com funções não executivas, para efeitos do desempenho das respetivas funções, devendo a referida informação ser igualmente disponibilizada aos demais membros do Conselho de Administração.

Prevê-se no dito Mecanismo que os Administradores com funções não executivas possam realizar reuniões ad hoc, por iniciativa de quaisquer dois deles, cabendo a respetiva convocatória ao Secretário da Sociedade (que da mesma dará conhecimento ao Presidente do Conselho de Administração), nos termos previstos no Regulamento do Conselho de Administração.

Com vista a permitir uma participação independente e informada dos Administradores com funções não executivas nas reuniões do Conselho de Administração ou nas reuniões das Comissões Especializadas, de grupos de trabalho ou de órgãos societários de sociedades de que façam parte, atrás referidos, prevê o Mecanismo competir ao Secretário da Sociedade disponibilizar-lhes a agenda definitiva dos trabalhos e a respetiva documentação preparatória nos termos e com observação dos prazos previstos no Regulamento do Conselho de Administração.

Compete ainda ao Secretário da Sociedade, de acordo com o Mecanismo implementado, diligenciar pela remessa aos Administradores que o solicitem de cópia das atas da Direção Executiva, bem como de quaisquer atas dos órgãos sociais ou das comissões especializadas criadas pelo Conselho de Administração, e prestar-lhes, no âmbito das suas competências, quaisquer informações respeitantes a deliberações do Conselho de Administração e da Comissão Executiva ou a quaisquer decisões do(s) Administrador(es)-Delegado(s).

Nos termos do Regulamento do Conselho de Administração, o desempenho por parte de Administradores executivos da Sociedade de funções executivas em entidades que não integrem o Grupo Jerónimo Martins não poderá prejudicar a respetiva disponibilidade, nem os padrões de diligência profissional, cuidado e lealdade a que aqueles se encontram adstritos em relação à Sociedade.

Estrutura Organizativa e Repartição de Competências

Jerónimo Martins, SGPS, S.A. é a Holding do Grupo e, como tal, é responsável pelas grandes linhas orientadoras das várias áreas de negócio, bem como por assegurar a coerência entre os objetivos definidos e os recursos disponíveis. Os serviços da Holding integram um conjunto de direções funcionais que constituem, simultaneamente, áreas de apoio ao centro corporativo e de prestação de serviços às áreas operacionais das sociedades do Grupo, nas diferentes geografias em que estas operam.

Em termos operacionais, Jerónimo Martins encontra-se organizada em dois segmentos de negócio: i) Distribuição Alimentar e ii) Retalho Especializado, sendo o primeiro o segmento de maior dimensão. A Distribuição Alimentar e o Retalho Especializado estão, por sua vez, organizados por áreas geográficas e áreas operacionais (estas com diferentes insígnias e formatos). A Sociedade tem ainda operações na área agroalimentar que servem, essencialmente, de suporte à Distribuição Alimentar, com destaque para Portugal, garantindo o abastecimento e diferenciação em categorias estratégicas.

Direções Funcionais da Holding

À Holding cabe:

  1. a definição e a implementação da estratégia de desenvolvimento do portefólio do Grupo;

  2. o planeamento e controlo estratégico dos vários negócios e a manutenção da sua consistência com os objetivos globais;

  3. a definição de políticas financeiras e o respetivo controlo;

  4. a definição de políticas de recursos humanos, assumindo diretamente a implementação da política de desenvolvimento de quadros.

As direções funcionais da Holding estão organizadas da seguinte forma:

Direções Funcionais do Centro Corporativo 2025

Assuntos Jurídicos e Compliance

 

Carlos Martins Ferreira

 

 

 

Auditoria Interna

 

Gonçalo Borges

 

 

 

Comunicação e Responsabilidade Corporativas

 

Sara Miranda

Ambiente

 

Fernando Ventura

Relações Institucionais

 

Rita Fragoso

Sustentabilidade e Relações ESG

 

Ana Rovisco

 

 

 

Desenvolvimento Portefólio Alimentar

 

Pedro Leandro

 

 

 

Estratégia e Inovação

 

João Nielsen Sebastian

 

 

 

Financeira

 

Ana Luísa Virgínia

Controlo Financeiro e Fusões & Aquisições

 

Teresa Saraiva

Finanças Sustentáveis

 

Conceição Carrapeta

Fiscalidade

 

Rita Marques

Operações Financeiras e Seguros

 

Madalena Mena

Relações com Investidores

 

Cláudia Falcão

Transformação Financeira e Reporting

 

António Pereira

 

 

 

Gabinete do Presidente do Conselho de Administração
e Administrador-Delegado

 

Nuno Aguiar

Segurança de Informação

 

Nuno Galveia

 

 

 

Recursos Humanos

 

Francisco d’Almeida

 

 

 

Sistemas de Informação

 

João Nuno Magalhães

 

 

 

Suporte ao Negócio

 

 

Comercial/Global Sourcing

 

José A. Nogueira de Brito

Qualidade e Desenvolvimento de Marca Própria

 

Carlos Santos

Qualidade das Operações e Segurança Alimentar

 

Marta Moreira

Segurança

 

João Carreira

Ambiente – Define a estratégia ambiental, as políticas e procedimentos transversais a todas as Companhias de Jerónimo Martins, coordenando e orientando os seus esforços para o cumprimento dos compromissos assumidos. Procura identificar oportunidades de eliminação e/ou minimização dos impactos negativos (no ambiente e no negócio), diretos e indiretos, decorrentes quer das operações e produtos de marca própria das Companhias do Grupo, quer da cadeia de valor.

Tendo por base a avaliação de impactos, riscos e oportunidades ambientais, de tendências, da melhor informação científica disponível a cada momento e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pelas Nações Unidas, a estratégia ambiental do Grupo tem como prioridades combater as alterações climáticas, preservar a biodiversidade e acelerar a transição para um modelo económico mais circular. Para cada uma destas vertentes são estabelecidos objetivos, planos e metas específicos, sendo o respetivo grau de execução e progresso reportado periódica e publicamente.

Os principais compromissos e ações desenvolvidas em 2025, bem como os resultados alcançados, podem ser encontrados na página “Declaração de Sustentabilidade”, destacando-se, no ano:

  • a atualização da avaliação de riscos e oportunidades financeiras decorrentes das alterações climáticas;

  • a avaliação preliminar de impactos, riscos e dependências relacionadas com a natureza;

  • a definição, através da iniciativa Global Commitment da Fundação Ellen MacArthur, das metas 2030 para aumentar a circularidade das embalagens de plástico de marca própria das Companhias do Grupo.

Assuntos Jurídicos e Compliance – Assegura assistência jurídica permanente à Sociedade, elaborando contratos, pareceres e estudos, assessorando o Conselho de Administração na tomada de decisão, implementando políticas de planeamento de risco e dando apoio às restantes direções funcionais. Assegura ainda a necessária coordenação entre os departamentos jurídicos das sociedades subsidiárias nas diversas jurisdições em que operam.

Na vertente de Compliance, esta Direção tem como missão conceber e coordenar a implementação de mecanismos que assegurem o cumprimento normativo nas mais diversas áreas, incluindo mercado de capitais, concorrência, práticas comerciais, proteção de dados e prevenção da corrupção, assim como apoiar de forma contínua as várias Companhias nestas matérias, com a finalidade de proteger o valor do Grupo, e das suas operações, e reforçar o compromisso com os princípios do desenvolvimento sustentável.

Em particular em matéria de proteção de dados, e em estreita colaboração com os encarregados de proteção de dados, é responsável por (i) monitorizar o cumprimento da legislação aplicável, (ii) apoiar as Companhias na prevenção, avaliação e mitigação de riscos de privacidade e (iii) definir e implementar as políticas, os procedimentos e as metodologias em todas as Companhias do Grupo. Em 2025, continuou a centrar a sua atividade (i) na monitorização das atividades de tratamento de dados pessoais, com vista ao reforço e implementação de controlos adequados, (ii) no acompanhamento de projetos relevantes, com a finalidade de assegurar a sua conformidade e (iii) na comunicação e formação dos colaboradores em matéria de proteção de dados pessoais e privacidade.

Já no âmbito da prevenção da corrupção, é responsável por (i) identificar as principais obrigações legais a que as companhias estão sujeitas e os riscos a que estão expostas e (ii) apoiar as companhias na implementação dos mecanismos de prevenção e mitigação mais adequados para dar cumprimento a estas obrigações legais e responder aos riscos. Em 2025, reforçou o programa de cumprimento normativo do Grupo nesta vertente, sobretudo através (i) da revisão, definição e implementação de procedimentos com relevância para a prevenção de corrupção e infrações conexas, (ii) da revisão de processos nas áreas de maior exposição ao risco e (iii) de ações de formação e comunicação destinadas a formar e sensibilizar os colaboradores para as situações de risco, bem como para os procedimentos e medidas que devem ser adotadas para os prevenir e mitigar.

Auditoria Interna – Avalia a qualidade e eficácia dos sistemas (operacionais e não operacionais) de controlo interno e de gestão de risco estabelecidos pelo Conselho de Administração, assegurando a sua conformidade com os procedimentos do Grupo, bem como os de cada unidade de negócio, zelando, nomeadamente, pelo cumprimento da lei, regulamentos, normas e políticas aplicáveis às respetivas operações.

Esta direção reporta hierarquicamente ao Presidente do Conselho de Administração e funcionalmente à Comissão de Auditoria. As atividades desenvolvidas encontram-se referidas no ponto 50.

Comercial/Global Sourcing Responsável por propor, coordenar e implementar a estratégia global de procurement e as políticas de sourcing globais, nas diversas geografias onde o Grupo opera.

O procurement, em particular de produtos agroalimentares, assume cada vez maior complexidade, na medida em que se assiste no contexto internacional a uma série de tendências com forte impacto nas cadeias de abastecimento internacionais e nos locais de produção deste tipo de bens. São disso exemplo as tensões geopolíticas, as alterações climáticas com crescimento do número de fenómenos extremos, o aumento da população mundial, a globalização dos hábitos de consumo, ou a escassez de algumas commodities. Esta última tendência tem também sido impactada pelas crescentes limitações à produção agrícola e agropecuária intensiva, imposta pelos reguladores, ONG’s, analistas e grupos de consumidores.

Todas estas tendências, muitas delas já com expressão atual e significativa, e com previsível agravamento nos próximos 3 anos, deverão continuar a orientar a estratégia do Global Sourcing das companhias do Grupo, tendo como visão privilegiar os seguintes 3 eixos:

  • Assegurar o abastecimento das principais commodities agroalimentares – garantir disponibilidade de volumes e proteger as suas fontes de abastecimento;

  • Proteger a rentabilidade das companhias operacionais – garantir as melhores condições de compra, com base na alavancagem dos volumes;

  • Comprar de forma mais responsável e sustentável, desenvolvendo o parque de fornecedores estratégicos para o Grupo nas áreas de Marcas Próprias e Perecíveis Especializados, com vista à sua contínua melhoria em termos de qualidade, segurança alimentar, e cumprimento dos critérios de ESG, nas vertentes ambiental e social.

Tendo por base esta visão, a principal missão do Global Sourcing é conduzir e liderar a coordenação e integração dos departamentos comerciais das várias empresas operacionais, na prossecução das seguintes atividades principais:

  • Coordenar e implementar negociações internacionais com fornecedores globais selecionados;

  • Planear e executar o plano anual de Global Tenders de commodities;

  • Aprofundar o conhecimento técnico dos mercados globais de commodities alimentares e desenvolvimento de modelos de custeio de produtos essenciais;

  • Desenvolver o parque de fornecedores internacionais de produtos alimentares de qualidade;

  • Analisar, propor e coordenar a implementação de novos modelos de procurement de produtos agroalimentares frescos, com enfoque nas frutas e vegetais, aproximando as companhias do Grupo dos produtores e encurtando as cadeias de abastecimento;

  • Promover a partilha de know-how e informação entre as diferentes geografias;

  • Fomentar a transversalidade do desenvolvimento de marcas próprias no Grupo, com vista a beneficiar em todas as companhias, do esforço de inovação e diferenciação feito numa delas, com custos e time-to-market mais reduzidos;

  • Desenvolver marcas globais (a serem potencialmente utilizadas por todas as empresas operacionais do Grupo) em categorias específicas;

  • Harmonizar as normas e procedimentos internos de procurement, seleção de fornecedores e negociação de preços, aplicáveis em todas as empresas operacionais do Grupo, com integração de critérios ESG nos respetivos processos de tomada de decisão;

  • Antecipar e apoiar a preparação das companhias do Grupo para os impactos na sua atividade de sourcing dos novos quadros regulatórios, em particular na U.E.

Reforçando a ênfase nos critérios de sustentabilidade social e ambiental introduzidos no processo de decisão dos concursos globais, o Global Sourcing assume ainda como prioridade na sua atuação:

  • Coordenar o acompanhamento, controlo e tomada de decisão na sequência dos resultados dos programas de auditorias e rating de performance ambiental e social dos fornecedores do Grupo. Desta atividade faz também parte o mapeamento do risco dos fornecedores do Grupo, com destaque para os produtos das marcas próprias e de perecíveis.

Comunicação e Responsabilidade Corporativas – Assegura a gestão estratégica da marca Jerónimo Martins, promovendo e reforçando a sua reputação em todas as vertentes de atuação do Grupo. Define e implementa a estratégia e as políticas de sustentabilidade do Grupo, dialogando permanentemente com diferentes stakeholders internos e externos, com vista à gestão do equilíbrio entre prosperidade económica, desenvolvimento social e proteção ambiental.

Controlo Financeiro e Fusões & Aquisições – A direção de Controlo Financeiro coordena e apoia o processo de elaboração das demonstrações financeiras consolidadas dos Planos Estratégicos que servem de base à tomada de decisão estratégica pelos órgãos de governo da Sociedade.

Desenvolve uma função de controlo, monitorizando o desempenho das diferentes unidades de negócio do Grupo e apurando eventuais desvios face aos planos e orçamentos. Deste modo, disponibiliza à Direção Executiva informações e propostas para assegurar medidas corretivas que permitam alcançar os objetivos estratégicos definidos.

Efetua ainda a validação financeira de todos os projetos de investimento relevantes para o Grupo, apoiando a Direção Executiva na sua aprovação e seguimento.

Em 2025, manteve o acompanhamento e monitorização do desempenho das unidades de negócio e apoio ao desenvolvimento de planos estratégicos de médio e longo prazo do Grupo, essenciais à valorização e proteção dos ativos do Grupo.

Na componente de Fusões e Aquisições, são analisadas e avaliadas todas as oportunidades de crescimento inorgânico do Grupo Jerónimo Martins, nos setores e geografias em que este opera, incluindo parcerias, em estreita colaboração com as áreas fiscal, jurídica e com as equipas das diferentes unidades de negócio, bem como com os assessores externos. Para cada oportunidade analisada, é disponibilizado à Direção Executiva um relatório completo das análises efetuadas que serve de base à tomada de decisão.

Desenvolvimento de Portefólio Alimentar – A área de desenvolvimento de portefólio alimentar surge na sequência da necessidade de acompanhar mais de perto as novas tendência de consumo e de antecipar e mitigar os efeitos das disrupções e desafios que marcam o sector industrial alimentar, nomeadamente em resultado da instabilidade nas cadeias de abastecimento de matérias-primas, com a crescente exigência regulatória e a escassez generalizada de financiamento a colocar particular pressão nos fornecedores de pequena e média dimensão que têm uma elevada importância para o Grupo Jerónimo Martins.

A ambição do Grupo de continuar a crescer implica um olhar muito atento sobre a indústria alimentar para identificar fornecedores estratégicos com necessidades de apoio em que possamos fazer a diferença, bem como oportunidades de investimento para um grupo com o know-how, capacidades e dimensão do Jerónimo Martins.

Trabalhando em estreita articulação com as Direções de Estratégia e de M&A, esta área tem, por isso, como principais responsabilidades:

  • Acompanhar as tendências de consumo e a capacidade de resposta pela indústria alimentar;

  • Avaliar de forma contínua as vulnerabilidades na cadeia de abastecimento da indústria alimentar, com foco nos produtores de marcas próprias;

  • Identificar oportunidades de diferenciação e criação de valor na indústria alimentar;

  • Elaborar propostas de desenvolvimento e expansão de um potencial portefólio industrial;

  • Estruturar planos de ação e acompanhar potenciais processos de M&A, fusões e parcerias.

Estratégia e Inovação – Desenvolve um conjunto de atividades que visam suportar o Grupo na definição e execução de iniciativas estratégicas e identificar oportunidades de inovação que impulsionem o crescimento e contribuam para a criação de valor sustentável para a organização. Tem ainda como responsabilidade assegurar uma contínua monitorização dos riscos a que o Grupo está exposto, a par das atividades, políticas e procedimentos desenvolvidos para gestão de risco do Grupo, os quais são detalhados nos pontos 52 a 55 deste Relatório. O trabalho desenvolvido pode ser classificado nas seguintes áreas de atuação:

  • Estratégia – coordenação de projetos estratégicos de índole multidisciplinar e de abrangência global que visam analisar e suportar a tomada de decisão sobre oportunidades de crescimento que contribuam para alcançar os objetivos do Grupo;

  • Inovação – incorporação de perspetivas externas, tendências e práticas inovadoras dentro da organização, nomeadamente, através do estabelecimento de parcerias estratégicas e de aceleração de pilotos de inovação;

  • Desenvolvimento do portefólio – identificação e análise de oportunidades de investimento que assegurem o alinhamento estratégico com o portefólio e os objetivos da organização;

  • Análise de tendências – estudo e análise da provável evolução do consumidor, das principais tendências geopolíticas e de mercado, a nível global e com particular foco nas principais regiões onde o Grupo opera;

  • Monitorização do risco – acompanhamento regular dos riscos a que o Grupo está exposto, e das principais iniciativas de mitigação, incluindo a produção de relatórios periódicos para informar as diferentes Direções e companhias do Grupo;

  • Suporte ao planeamento estratégico – prestação do suporte necessário às diversas companhias e aos órgãos de governo da Sociedade nas atividades integradas no planeamento estratégico anual.

Durante 2025, a área foi reformulada e reforçada nas suas valências, tendo liderado e apoiado diversos projetos estratégicos e análises de oportunidades de investimento, continuando a monitorizar os mais recentes desenvolvimentos no setor. Voltou também a conduzir a avaliação anual de risco, que abrangeu todo o Grupo, e a promover a partilha das suas conclusões pelas equipas envolvidas na elaboração e aprovação de planos estratégicos.

Finanças Sustentáveis – A direção de Finanças Sustentáveis é responsável por reforçar e garantir a total articulação entre as operações financeiras e as iniciativas e práticas de sustentabilidade do Grupo, incluindo a introdução de métricas na atividade financeira e um total alinhamento no reporte financeiro e não financeiro. Tem ainda como responsabilidade a criação de mecanismos de incentivos que visem apoiar a implementação de práticas mais sustentáveis ao longo da cadeia de abastecimento do Grupo.

Durante o ano de 2025, e sob o enquadramento do “Sustainable Finance Framework” (SFF), elaborado em 2024, foi emitida ou reconvertida dívida ligada a objetivos de sustentabilidade. Assim, em articulação com a área financeira, foi emitido um novo empréstimo obrigacionista, e foram contratados dois programas de papel comercial ligados a objetivos de sustentabilidade incluídos no SFF, num montante total agregado de 150 milhões de euros. Igualmente no âmbito do SFF, foram convertidas mais duas linhas de “Supply Chain Finance”, que passaram a incluir métricas de sustentabilidade para os fornecedores que delas beneficiam, permitindo-lhes auferir de custos de financiamento reduzidos, indexados às suas práticas de sustentabilidade. Foi ainda feito o acompanhamento de um financiamento verde concedido pela IFC (International Finance Corporation) à Jerónimo Martins Colombia (ARA), no sentido de monitorar o atingimento dos objetivos de sustentabilidade nele assumidos. Em conjunto com a área de Global Sourcing, deu-se continuidade ao projeto que pretende incentivar a adoção de melhores práticas de ESG na cadeia de abastecimento do Grupo.

Fiscalidade – Presta assessoria em matéria tributária a todas as sociedades do Grupo, assegurando o cumprimento da legislação em vigor e a otimização, do ponto de vista fiscal, das decisões de gestão das unidades de negócio, em linha com princípios de governação responsável. Procede, igualmente, à gestão do contencioso fiscal e coordena o relacionamento institucional do Grupo com consultores e advogados externos, bem como com as autoridades fiscais, assegurando práticas éticas e transparentes.

Em 2025, prestou suporte técnico especializado em operações de M&A e processos de restruturação societária, reforçando a integração de critérios ESG na análise fiscal. Prosseguiu o acompanhamento contínuo das alterações legislativas, incluindo em particular as diversas alterações em IRS e suas implicações nos colaboradores (como o caso do IRS jovem ou do incentivo fiscal à investigação científica e inovação), nas diversas empresas do Grupo em Portugal.

Foi também responsável pela análise do impacto das Diretivas comunitárias, nomeadamente da iniciativa conhecida por “Pilar Dois”, garantindo conformidade com padrões internacionais de tributação justa.

Por fim, através da participação ativa em associações nacionais e internacionais representativas do setor, contribuiu para a defesa dos interesses do Grupo, promovendo a clarificação e implementação de nova legislação e participando no debate público sobre normas fiscais, sempre com foco na transparência e sustentabilidade.

Operações Financeiras e Seguros – Integra as áreas de Gestão de Risco Financeiro, Gestão de Tesouraria e Seguros, sendo a atividade da primeira objeto de uma descrição detalhada nos pontos 52 a 55.

A Tesouraria tem como responsabilidade gerir a relação com as instituições financeiras que desenvolvem, ou têm potencial para desenvolver, negócio com as empresas do Grupo, garantindo que cumprem os critérios estabelecidos para tal, e assegurando a contratação das melhores condições possíveis para Jerónimo Martins. Efetua também o planeamento de tesouraria com o objetivo de negociar e implementar, para todas as Companhias do Grupo, as fontes de financiamento mais adequadas à respetiva geração de cash flow, ou aplicar os excedentes de modo a maximizar retorno minimizando risco.

Grande parte das atividades de tesouraria de Jerónimo Martins está centralizada na Holding, sendo esta a estrutura que presta serviços às restantes sociedades do Grupo. São igualmente centralizados nesta direção os serviços de negociação e gestão das principais apólices de seguros do Grupo, tendo ainda a responsabilidade pela gestão da relação com os corretores e seguradores que trabalham com o Grupo.

Dando cumprimento às atividades atrás descritas, durante o ano 2025, foram reforçadas as linhas de crédito que, de acordo com a Política de Gestão de Risco Financeiro do Grupo, deverão estar sempre disponíveis nos limites aí estipulados. No que respeita aos seguros, foi efetuada a renegociação anual, reforçando uma vez mais a abordagem integrada de todas as geografias onde o Grupo opera.

Qualidade e Desenvolvimento Marca Própria – Responsável pela definição, planeamento, implementação e controlo das políticas, procedimentos, metodologias e regras nas diversas geografias onde Jerónimo Martins opera, garantindo desta forma a aplicação e transversalidade das melhores práticas nesta área. É também responsável pela gestão do Laboratório de Biologia Molecular JM.

Em 2025, as principais atividades desenvolvidas centraram-se:

  • na concretização das atividades de controlo dos produtos e fornecedores;

  • na revisão da check-list de fornecedores tendo em conta as atualizações dos referenciais internacionais;

  • na melhoria contínua dos produtos das Marcas Próprias através da reformulação de produtos existentes;

  • no maior e mais célere controlo antifraude relativamente ao controlo de espécies e de ingredientes organismos geneticamente modificados (OGM) – efetuado no Laboratório de Biologia Molecular Jerónimo Martins;

  • na manutenção das certificações em qualidade e segurança alimentar;

  • no upgrade da ferramenta informática Quality Management System (QMS) para a versão 2.0 para todas as geografias;

  • na revisão dos guidelines corporativos para produtos de marca própria – perecíveis, alimentares e não-alimentares;

  • na manutenção da acreditação do Laboratório de Biologia Molecular JM (DNA Lab).

Qualidade das Operações e Segurança Alimentar – Responsável, nas diversas geografias onde a Jerónimo Martins opera, por garantir a qualidade e segurança alimentar dos produtos perecíveis e processos, ao longo de toda a cadeia de abastecimento, em todas as suas etapas: produtores e fornecedores, receção e armazenamento, lojas, cozinhas e fábrica de massa fresca.

Para tal, define, planeia, implementa, e controla as políticas, regras e requisitos do Grupo, para produtos e fornecedores, promovendo o alinhamento das estruturas locais e a partilha das melhores práticas, sempre com vista à melhoria contínua da Qualidade e Segurança Alimentar dos seus produtos, e à satisfação dos clientes.

Para tal, em 2025, as principais atividades desenvolvidas foram a implementação de um plano de melhoria contínua de fornecedores centrado na sua performance ao longo do ano e no controlo anti-fraude, num plano de melhoria contínua de produto através de diversos testes junto dos consumidores e testes sensoriais internos e do seu seguimento nas lojas e na manutenção das certificações em Qualidade e Segurança Alimentar, e no contínuo desenvolvimento e melhoria da ferramenta de gestão da qualidade e análise de dados.

Recursos Humanos – Responsável pela definição da estratégia e das políticas globais de recursos humanos, assegurando a consolidação do posicionamento como empregador de referência nas geografias em que o Grupo opera. No âmbito das suas responsabilidades, zela pelo cumprimento destas orientações e boas práticas de sustentabilidade social, respeitando as especificidades dos diferentes países e a identidade própria das Companhias, promovendo boas práticas que reforcem a atração, retenção e desenvolvimento de talento.

As atividades desenvolvidas por esta direção funcional, em 2025, encontram-se detalhadas na páginaMão de obra própria”.

Relações com Investidores – Responsável pela comunicação com os investidores – acionistas ou não, institucionais e privados, nacionais e estrangeiros – bem como com os analistas que elaboram pareceres e formulam recomendações relativas ao título Jerónimo Martins. É igualmente da responsabilidade desta Direção a coordenação de todos os assuntos relativos ao relacionamento com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

As atividades desenvolvidas por esta direção funcional encontram-se detalhadas nos pontos 56 e 58.

Relações Institucionais – Responsável por antecipar tendências e potenciais impactos dos contextos políticos e dos quadros regulatórios, identificar oportunidades que permitam promover e defender os interesses do Grupo Jerónimo Martins a nível nacional, europeu e internacional, contribuindo para o reforço contínuo da reputação do Grupo e para a preparação e prosperidade dos seus negócios.

Da qualidade do diálogo interinstitucional e da representação externa do Grupo, bem como do correto acompanhamento das agendas políticas e legislativas relevantes para o Grupo Jerónimo Martins e para as suas Companhias, depende em grande medida a capacidade de estar preparado para gerir as mudanças necessárias num enquadramento global de elevada incerteza e volatilidade geopolítica, marcado por riscos crescentes de crises e disrupções.

A influência crescente da União Europeia (UE) sobre os Estados‑Membros, com impactos legislativos, económicos e sociais, implica um acompanhamento próximo da agenda europeia, responsabilidade assegurada por esta Direção.

A representação do Grupo em organizações consideradas estratégicas nas geografias onde opera (como por exemplo: APED, EuroCommerce, Fenalco ou POHiD), e cuja agenda se pretende acompanhar e influenciar, é parte integrante da atividade da equipa de Relações Institucionais, assim como a articulação interna necessária para a gestão da informação e para a coordenação da participação das diversas áreas de competência nos momentos e fóruns adequados..

Serviços de Segurança – Responsável pela implementação de uma estratégia integrada de segurança, definindo e coordenando procedimentos de prevenção e proteção de pessoas e património, intervindo sempre que ocorram furtos, roubos ou outras atividades ilícitas e/ou violentas nas instalações do Grupo. Paralelamente, através da sua equipa de auditoria, avalia a qualidade e eficácia dos sistemas de segurança em loja, garantindo a conformidade com os procedimentos internos e com a legislação aplicável.

Em 2025, foi reforçada a cooperação internacional com as equipas da Polónia e Colômbia, que reportam a esta Direção, e foram criadas duas novas áreas estratégicas: Direção de Auditorias de Segurança, dedicada à avaliação contínua dos sistemas e processos, e Direção de Inovação, com foco no desenvolvimento de soluções tecnológicas e protocolos de atuação de elevada eficiência, antecipando o quadro atual e futuro de ameaças.

No setor agro-alimentar, manteve-se a atenção às especificidades das várias áreas abrangidas (lacticínios, agropecuária, aquacultura, e frutas e legumes), uma vez que se enfrentam desafios relevantes que exigem soluções robustas e adaptadas em termos de segurança.

Segurança de Informação – Responsável pelo planeamento, implementação e manutenção de um sistema de gestão de segurança da informação e de cibersegurança em todas as Companhias do Grupo, assente na gestão de riscos e na prevenção, deteção, resposta e recuperação de incidentes.

Reportam a esta direção corporativa os information security officers (ISO) das geografias em que o Grupo opera, bem como o responsável de segurança tecnológica. Em conjunto, asseguram a implementação da estratégia de segurança de informação, a conformidade com a legislação aplicável em matérias de cibersegurança e com as Políticas e Normas de Segurança da Informação internas em vigor. Prestam ainda apoio às respetivas Companhias através da avaliação e mitigação de riscos de cibersegurança de projetos e atividades.

Em 2025, destacam-se atividades de sensibilização e formação dos colaboradores em cibersegurança, incluindo a utilização de soluções de Inteligência Artificial. Foram reforçados e testados os meios técnicos e humanos na prevenção, deteção, resposta e recuperação de incidentes, assim como introduzidas melhorias na resiliência dos sistemas e preparação para a conformidade com a Diretiva Comunitária NIS 2. Esta Direção mantém uma cooperação estreita com as autoridades nacionais de cibersegurança de Portugal, Polónia e Colômbia.

Sistemas de Informação – Responsável pela gestão de Tecnologias de Informação (“TI”), selecionando, desenvolvendo e mantendo soluções tecnológicas para todas as unidades de negócios. Esta Direção está repartida entre equipas globais, que prestam serviços às várias companhias do Grupo, e equipas locais, que se integram nas estruturas das respetivas companhias.

A equipa global é responsável por i) definir e implementar a estratégia global de tecnologia do Grupo, incluindo políticas, normas e procedimentos de TI; ii) promover de forma contínua a agilidade e a produtividade através de inovação de base tecnológica; e iii) contribuir para a solidez e a autonomia das áreas de TI de cada companhia, acompanhando de forma próxima as atividades dos diferentes negócios.

Em 2025, a área global iniciou a preparação do próximo ciclo de investimentos na sua infraestrutura tecnológica, incluindo a redefinição da sua arquitetura de data centers, a seleção de um novo data center em Bogotá, e a negociação de novos servidores em Portugal e Polónia.

Adicionalmente, negociou, acordou e definiu o caminho para a evolução do seu sistema de Enterprise Resource Planning (ERP), cuja implementação será iniciado em 2026.

Outra iniciativa de destaque é o redesenho do modelo de arquitetura de dados, que irá migrar de uma lógica pura de datawarehousing para um modelo de datalakehouse, sendo esta uma iniciativa importante para reforçar a eficiência no uso de dados e permitir a sua maior exploração num contexto de ferramentas de inteligência artificial (AI).

A utilização de AI nas companhias Jerónimo Martins foi ganhando espaço em 2025, com a adoção progressiva de novas soluções globais e o lançamento de múltiplos projetos piloto para testar a aplicabilidade e eficiência de modelos de AI a diferentes problemas e oportunidades.

Ainda que a Sociedade tenha utilizado soluções tecnológicas eficazes como auxiliar para a preparação e gestão das reuniões dos seus órgãos sociais, nomeadamente, reuniões do Conselho de Administração e Assembleia Geral, não foram utilizados mecanismos de inteligência artificial como instrumento de tomada de decisões pelos seus órgãos sociais.

Sustentabilidade e Relações ESG – Responsável pela coordenação e monitorização da estratégia de sustentabilidade do Grupo, assegurando a integração dos fatores ambientais, sociais e de governação (ESG, na sigla inglesa) nos modelos de gestão, processos internos e tomada de decisão, bem como o posicionamento estratégico do Grupo nestas matérias. Garante o alinhamento com o enquadramento regulatório aplicável, assim como com os compromissos públicos assumidos pelo Grupo. Atua como interlocutor com investidores com preocupações ESG, organizações não governamentais e outros stakeholders, assegurando uma comunicação transparente e alinhada com boas práticas.

Compete a esta Direção assegurar a Declaração de Sustentabilidade do Grupo, coordenando a recolha, validação e consolidação da informação ESG proveniente das diferentes empresas e áreas funcionais do Grupo. A Declaração de Sustentabilidade apresenta informação detalhada sobre os temas materiais do Grupo identificados na avaliação de dupla materialidade, as iniciativas de sustentabilidade em curso e as principais políticas e medidas adotadas no âmbito dos objetivos ambientais, sociais e de governação. Descreve igualmente os processos instituídos pela Sociedade para a recolha e processamento de dados ESG, para a monitorização dos riscos relevantes e para a definição de estratégias de mitigação. Adicionalmente, o capítulo “Declaração de Sustentabilidade”, bem como o ponto 53 deste capítulo, inclui informação sobre a forma como as alterações climáticas são consideradas na organização e como os riscos e oportunidades climáticos são ponderados nos processos de decisão.

Transformação Financeira e Reporting – É responsável pela otimização e automação de processos e tarefas financeiros, com vista à sua modernização e alinhamento das melhores práticas, a par da adequação dos sistemas e de soluções tecnológicas de suporte.

Integra, para além da equipa de Transformação Financeira, as áreas de Consolidação e Contabilidade corporativa, responsáveis pela preparação da informação financeira consolidada que serve de base ao cumprimento das obrigações legais e estatutárias, e apoia o Conselho de Administração, através da implementação e monitorização das políticas e dos princípios contabilísticos adotados pelo Grupo.

Procede também à supervisão da conformidade do reporte financeiro das diversas sociedades do Grupo com estes normativos, apoiando as Companhias na avaliação contabilística de transações não usuais, assim como nas operações de restruturação e expansão.

Em 2025, deu-se continuidade à automação de reporting financeiro, à uniformização de processos administrativos e contabilísticos e à implementação de uma nova solução de Consolidação e de gestão de locações (IFRS16).

Assegurou ainda o cumprimento do reporting financeiro anual de 2024 e dos trimestres de 2025, em cumprimento das normas internacionais de contabilidade (IFRS – International Financial Reporting Standards), bem como as orientações emanadas pela ESMA (European Securities and Markets Authority), no que respeita às prioridades definidas para os relatórios anuais de 2024.

Áreas Operacionais

O modelo de organização de Jerónimo Martins tem como principal objetivo assegurar a especialização nos vários negócios do Grupo, através da criação de áreas geográficas e áreas operacionais que garantam a proximidade necessária aos diversos mercados.

O negócio de Distribuição Alimentar está dividido por áreas geográficas – Portugal, Polónia, Eslováquia e Colômbia – e, dentro destas, por áreas operacionais. Em Portugal, existem duas áreas operacionais: Pingo Doce (supermercados) e Recheio (cash & carry) que integra também a divisão de food service através da Recheio Masterchef. Na Polónia conta com a unidade operacional Biedronka (lojas alimentares), tendo-se, em 2025 iniciado operações sob a mesma insígnia na Eslováquia. Na Colômbia conta com a Ara (lojas alimentares).

No portefólio do Grupo encontra-se ainda um segmento de negócio dedicado ao Retalho Especializado, contando em Portugal com as áreas operacionais Jeronymo (cafetarias) e Hussel (lojas de chocolates e confeitaria)- tendo decidido, no início de 2026, descontinuar as operações desta última – e na Polónia com a Hebe (retalho de saúde e beleza), que, por forma a dar suporte à sua operação online e internacional, também opera cinco lojas na Chéquia e duas lojas na Eslováquia.

O Grupo tem ainda empresas na área Agroalimentar, com atividades nas áreas de laticínios, agropecuária, aquacultura e frutas e legumes, em Portugal e, no caso da aquacultura, também em Marrocos, com o principal foco na proteção e diferenciação da cadeia de abastecimento das operações de Distribuição Alimentar. Possui ainda investimentos na Noruega, na Andfjord Salmon, uma empresa que produz salmão de forma inovadora e sustentável e, a partir do final de 2025, também na Norcod, AS, empresa cotada na bolsa de Oslo, que se dedica à produção de bacalhau em aquacultura.

Bens perecíveis
Produtos com um prazo de validade limitado e que requerem um armazenamento adequado para evitar que se estraguem, por exemplo, frutas frescas, vegetais, alimentos prontos a consumir, carne e peixe vendidos ao balcão e produtos lácteos.
Dupla materialidade
Conceito utilizado no reporte de sustentabilidade que considera tanto a materialidade financeira como a materialidade de impacto de tópicos relacionados com as atividades de uma empresa. A realização de uma dupla avaliação da materialidade é obrigatória para todas as grandes empresas e todas as empresas cotadas (exceto microempresas cotadas) que divulguem informações ao abrigo da Diretiva de Reporte de Sustentabilidade Corporativa (CSRD).
Food service
Uma operação de entrega especializada, com plataformas dedicadas, destinada especialmente a clientes HoReCa.
ODS
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foram adotados pelas Nações Unidas em 2015 como um apelo universal à ação para erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir a paz e a prosperidade para todos até 2030. Existem 17 ODS, abordando cada um um desafio global diferente.

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