Captação e reciclagem de água
Captação total (m3/milhar de euros de vendas) |
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2025 |
|
2024 |
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Δ 2025/2024 |
|---|---|---|---|---|---|---|
Valor específico global |
|
0,229 |
|
0,189 |
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+21,2% |
Valor específico (Distribuição) |
|
0,102 |
|
0,102 |
|
+0,0% |
Valor específico (Agroalimentar) |
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27,284 |
|
20,386 |
|
+33,8% |
Captação total (m3) |
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2025 |
|
2024 |
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Δ 2025/2024 |
||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Captação de água por fonte2 |
|
8.265.110 |
|
*6.326.582 |
|
+30,6% |
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Rede municipal e privada |
|
7.595.760 |
|
*6.014.013 |
|
+26,3% |
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Água subterrânea |
|
533.718 |
|
294.000 |
|
+81,5% |
||||||||
Água superficial (inclui água da chuva) |
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135.632 |
|
18.569 |
|
+630,4% |
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Captação de água por unidade de negócio |
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|
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||||||||
Pingo Doce |
|
1.835.513 |
|
1.761.136 |
|
+4,2% |
||||||||
Recheio |
|
86.040 |
|
84.192 |
|
+2,2% |
||||||||
Biedronka (Polónia) |
|
960.785 |
|
974.441 |
|
-1,4% |
||||||||
Biedronka (Eslováquia) |
|
13.642 |
|
– |
|
– |
||||||||
Hebe |
|
23.487 |
|
23.728 |
|
-1,0% |
||||||||
Ara |
|
750.571 |
|
561.144 |
|
+33,8% |
||||||||
JMA |
|
4.584.091 |
|
2.910.400 |
|
+57,5% |
||||||||
Hussel/Jeronymo3 |
|
10.982 |
|
11.541 |
|
-4,8% |
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Em 2025 reduzimos em 24% o volume de água captada nas atividades de distribuição, por 1.000 euros de vendas, em comparação com 2021, mais do que ultrapassando a nossa meta para 2026 (reduzir o volume de água captada nas atividades de distribuição em 10%, em função das vendas, face a 2021).
Não obstante, reconhecemos um aumento significativo da captação de água em termos absolutos (mais 30,6%), que se justifica em parte pelo crescimento das nossas operações, mas sobretudo por uma maior captação nas redes municipais e privadas destinada para fins agrícolas, resultante da inclusão de novos negócios na JMA. A expansão da atividade de frutas e vegetais, nomeadamente de produção de laranja, toranja e mandarina tango, reflete um aumento da captação de água (mais 57,5%).
Também por estes motivos, em 2025 intensificámos o investimento em tecnologias de reaproveitamento de água. Registámos por isso um aumento de água reaproveitada pela JMA, fruto da maior utilização da água das charcas para abeberamento animal na Best Farmer. Destacamos ainda um aumento no reaproveitamento da água da chuva nos estabelecimentos da Ara e do Pingo Doce.
As nossas atividades de distribuição registaram um aumento de 7,8% da captação de água em termos absolutos face a 2024, o que se justifica pela abertura de mais de 400 lojas. Na Ara, o aumento do consumo (+33,8% face a 2024) está associado ao aumento do número de lojas em 2025 (mais 215 novas lojas no ano).
O valor específico de captação nas atividades de distribuição por 1.000 euros de vendas mantém-se nos 0,102 m3 em 2025, em linha com a aposta crescente na área dos frescos e nas soluções de conveniência que temos vindo a implementar, das quais são exemplos a expansão das seções de talho e charcutaria na Biedronka ou as secções de Comida Fresca Pingo Doce (restaurantes, ready meals e takeaway).
Cerca de 90% da água captada para as nossas atividades veio de redes municipais ou de fornecedores privados. Os restantes 10% tiveram origem em captações subterrâneas e superficiais, para as quais detemos as licenças necessárias, sendo utilizadas em operações menos exigentes, como regas e sistemas de refrigeração.
Rejeição de águas
Total de águas residuais (m3) |
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2025 |
|
2024 |
|
Δ 2025/2024 |
||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Águas residuais por tipo de destino2 |
|
3.155.326 |
|
*2.936.369 |
|
+7,5% |
||||||||
Saneamento municipal |
|
3.098.368 |
|
*2.883.408 |
|
+7,5% |
||||||||
Meio natural |
|
56.958 |
|
52.961 |
|
+7,5% |
||||||||
Águas residuais por unidade de negócio |
|
|
|
|
|
|
||||||||
Pingo Doce |
|
1.468.411 |
|
1.408.909 |
|
+4,2% |
||||||||
Recheio |
|
68.832 |
|
67.353 |
|
+2,2% |
||||||||
Biedronka (Polónia) |
|
768.628 |
|
779.553 |
|
-1,4% |
||||||||
Biedronka (Eslováquia) |
|
10.914 |
|
– |
|
– |
||||||||
Hebe |
|
18.789 |
|
18.983 |
|
-1,0% |
||||||||
Ara |
|
600.457 |
|
448.915 |
|
+33,8% |
||||||||
JMA |
|
210.510 |
|
203.423 |
|
+3,5% |
||||||||
Hussel/Jeronymo3 |
|
8.785 |
|
9.233 |
|
+4,9% |
||||||||
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As descargas diretas de águas residuais no meio natural são previamente tratadas nos locais onde são geradas, ao abrigo das licenças que nos são atribuídas e de acordo com a legislação local. Em 2025, representam 1,8% do volume total de águas residuais gerado pelo Grupo, um valor praticamente idêntico ao do ano anterior, apesar da expansão das nossas operações.
No setor da distribuição, a Ara regista a maior variação de volume de água descarregada, em coletor municipal, derivado do aumento do número de lojas durante o ano 2025 e, consequentemente, do maior consumo de água nas lojas.
O incremento da quantidade de água rejeitada para meio natural (+7,5%) justifica-se pelo aumento de atividade nos negócios da JMA, Pingo Doce e Recheio. Esta rejeição é feita após passagem por estações de tratamento de águas residuais.
Consumo de água por unidade de negócio (m3) |
|
2025 |
|
2024 |
|
Δ 2025/2024 |
||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Total |
|
5.109.784 |
|
3.390.213 |
|
+50,7% |
||||
Pingo Doce |
|
367.102 |
|
352.227 |
|
+4,2% |
||||
Recheio |
|
17.208 |
|
16.839 |
|
+2,2% |
||||
Biedronka (Polónia) |
|
192.157 |
|
194.888 |
|
-1,4% |
||||
Biedronka (Eslováquia) |
|
2.728 |
|
– |
|
– |
||||
Hebe |
|
4.697 |
|
4.745 |
|
-1,0% |
||||
Ara |
|
150.114 |
|
112.229 |
|
+33,8% |
||||
JMA |
|
4.373.580 |
|
2.706.977 |
|
+61,6% |
||||
Hussel/Jeronymo |
|
2.196 |
|
2.308 |
|
-4,8% |
||||
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Stress hídrico
Todos os anos avaliamos o stress hídrico associado às captações de água das nossas operações. Esta análise permite avaliar a nossa exposição ao risco de escassez de água potável. Para tal, recorremos ao mapeamento das localizações físicas dos estabelecimentos das Companhias e ao modelo Aqueduct: Baseline Water Stress Class do World Resources Institute (WRI).
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Água captada (m3) |
|
Água rejeitada (m3) |
|
Água consumida (m3)1 |
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|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Classe de stress hídrico |
|
Rede municipal |
|
Água subterrânea e superficial |
|
Saneamento |
|
Meio natural |
|
|||||
Total |
|
7.595.760 |
|
669.350 |
|
3.098.368 |
|
56.958 |
|
5.109.784 |
||||
Baixo |
|
1.049.337 |
|
32.471 |
|
847.077 |
|
18.370 |
|
216.361 |
||||
Baixo a médio |
|
765.626 |
|
301.473 |
|
269.810 |
|
24.697 |
|
772.592 |
||||
Médio a elevado |
|
3.000.780 |
|
203.202 |
|
533.907 |
|
0 |
|
2.670.075 |
||||
Elevado |
|
328.738 |
|
39.196 |
|
294.328 |
|
19 |
|
73.587 |
||||
Extremamente elevado |
|
2.451.280 |
|
93.008 |
|
1.153.247 |
|
13.872 |
|
1.377.169 |
||||
Árido |
|
0 |
|
0 |
|
0 |
|
0 |
|
0 |
||||
Sem informação |
|
0 |
|
0 |
|
0 |
|
0 |
|
0 |
||||
|
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Em 2025, 35% do total da água captada (2.912.221 m3) apresentou um nível de stress hídrico compreendido entre as classes “Extremamente elevado” e “Elevado”, o que representa um aumento de 69% face ao mesmo indicador em 2024. Este crescimento reflete a inclusão de novas explorações agrícolas da JMA, que, em resultado da variedade produzida e da localização específica da exploração em território português, têm uma maior propensão para um aumento do risco de stress hídrico, em linha com a natureza desta atividade. No que concerne à água rejeitada, o volume para as classes de risco “Extremamente elevado” e “Elevado” é de 1.461.466 m3, correspondendo a 46% do total rejeitado. Este valor representa um aumento de 4% face a 2024.
Com o objetivo de melhorar a eficiência na utilização da água e gerir a sua escassez durante os períodos de baixa precipitação, a JMA elaborou em 2024 um Plano de Gestão da Água, que procura igualmente dar resposta ao desafio que as alterações climáticas colocam sobre a disponibilidade deste recurso escasso. Em 2025, e em cumprimento com o roteiro definido, a JMA deu início à monitorização dos furos de água existentes nas unidades de produção agroalimentar. Ao mesmo tempo, investiu:
na instalação/renovação de sistemas de tratamento de águas e de águas residuais (ETAR e separadores de hidrocarbonetos) nos seus estabelecimentos;
na instalação de uma nova central de rega;
na aquisição de sensores de humidade nas unidades agroalimentares, que contam com tecnologias de deteção de necessidades de rega baseadas na meteorologia e na humidade do solo.