Reconhecemos os animais como seres sencientes e, por isso, em colaboração com os nossos fornecedores de Marca Própria, perecíveis e com as nossas unidades de produção, promovemos práticas alinhadas com os mais elevados padrões de bem‑estar animal. O nosso compromisso baseia‑se no respeito pelas cinco liberdades do bem‑estar animal, garantindo que todas as espécies da nossa cadeia de valor estejam: i) livre de fome e sede; ii) livre de desconforto; iii) livre de dor, sofrimento e doença; iv) livres para manifestar o seu comportamento normal; e (v) livres de medo e angústia.
Com base nestes princípios, definimos diretrizes operacionais para as nossas unidades de produção e para todas as espécies de animais que comercializamos e que possam igualmente estar presentes nos nossos produtos de Marca Própria e perecíveis, nos países onde operamos. Estas diretrizes incluem:
a proibição de substâncias promotoras do crescimento (hormonas e substâncias beta-agonistas);
a restrição da utilização de antibióticos apenas a fins terapêuticos, nunca preventivos ou para promover o crescimento;
o atordoamento obrigatório de todos os animais antes do abate, com exceção dos rituais religiosos certificados, como halal ou kosher (representam menos de 5% do total de vendas);
a proibição da realização de testes em animais no processo de desenvolvimento dos nossos produtos, com exceção dos produtos de alimentação animal (são realizados testes sensoriais para avaliar o grau de satisfação da população-alvo) e dos produtos para controlar ou eliminar espécies parasitárias e/ou superpopulações que possam ser fontes de contaminação ou doença (ex.: insetos).
a não utilização de ingredientes ou aditivos transgénicos ou geneticamente modificados, incluindo o recurso a técnicas de clonagem, de origem vegetal ou animal.
A nossa Política de Organismos Geneticamente Modificados1 (OGM) determina que as Companhias devem:
colaborar com os fornecedores para compreender os processos de produção e avaliar os padrões de segurança e de qualidade por eles implementados;
realizar análises laboratoriais regulares, recorrendo a entidades independentes e acreditadas;
garantir junto dos fornecedores a identificação e rastreabilidade de OGM nos casos em que não seja possível a sua substituição;
assegurar o direito dos consumidores à informação sobre a presença de OGM através da rotulagem dos produtos2.
Para garantir a conformidade com estes princípios, realizamos testes laboratoriais regulares e auditorias de qualidade e segurança alimentar, com a inclusão de critérios de bem-estar animal nas auditorias aos fornecedores e matadouros utilizados pelas nossas Companhias de distribuição alimentar em Portugal, na Polónia e na Colômbia. Estas ações são complementadas por iniciativas de formação e sensibilização junto dos nossos fornecedores. Em 2025, o Grupo realizou mais de 6.750 análises a OGM (mais 4.699 do que em 2024) no seu laboratório de Biologia Molecular. Para mais informações sobre estas auditorias consulte a página “Análises de produto”.
Estes temas são analisados nas reuniões dos Comités de Sustentabilidade de cada Companhia, espaços nos quais se discutem estratégias e se definem objetivos de desempenho. Os resultados são divulgados publicamente, garantindo transparência e permitindo o acompanhamento do progresso associado à implementação de oportunidades de melhoria contínua.
Embora o bem‑estar animal não tenha sido identificado como tópico material na nossa matriz de dupla materialidade para o período 2024‑2026, estabelecemos objetivos específicos que refletem o nosso compromisso de continuar a elevar as práticas adotadas ao longo da cadeia de valor. As metas de bem‑estar animal encontram‑se detalhadas em “Compromissos de Sustentabilidade”.
Para reforçar a transparência e o compromisso com práticas responsáveis, são realizadas anualmente auditorias de bem-estar animal. Para mais informações sobre estas auditorias, as ações que desenvolvemos junto dos nossos fornecedores e os resultados alcançados, consulte a página “Seleção e acompanhamento de fornecedores”.
Práticas adotadas no transporte e abate de animais
Nos países onde atuamos, avaliamos a performance dos fornecedores de produtos perecíveis em matéria de bem‑estar animal através da monitorização de um conjunto de indicadores. Este processo, já consolidado, possibilita uma leitura detalhada das práticas aplicadas ao longo da cadeia de fornecimento.
No caso específico do transporte de animais, analisamos critérios como o tempo médio de transporte de animais vivos e a taxa de mortalidade no transporte para o matadouro nas nossas operações na Colômbia, Polónia e Portugal. No caso das práticas de abate, analisamos a eficiência do atordoamento e a percentagem de animais mortos no matadouro. Estes dados, recolhidos de forma sistemática, ajudam‑nos a identificar tendências, antecipar potenciais riscos e apoiar os fornecedores na implementação de melhorias que reduzam o stress animal e assegurem níveis mais elevados de conformidade com as normas de bem‑estar.
Portugal
Tempo médio (horas) de viagem até ao matadouro em Portugal - Perecíveis
Taxa de mortalidade (%) associada à viagem até ao matadouro em Portugal - Perecíveis
Tendo em consideração o limite máximo recomendado de 8 horas para o tempo médio de transporte, desde 2021 que, em Portugal, nos mantemos abaixo deste limiar e sempre abaixo das 4 horas. Em 2025, a média do tempo de transporte situou-se abaixo de 2 horas (uma redução superior a 20 minutos face a 2024). A taxa de mortalidade registada foi de menos de 0,6% em todas as espécies, sugerindo não haver níveis excessivos de desconforto, dor ou sofrimento.
Relativamente às práticas utilizadas pelos fornecedores de perecíveis nos matadouros em Portugal, 100% dos animais foram abatidos com atordoamento e aproximadamente 99% dos atordoamentos foram eficazes na primeira tentativa, tal como em 2024.
Colômbia
Tempo médio (horas) de viagem até ao matadouro na Colômbia - Perecíveis
Taxa de mortalidade associada à viagem até ao matadouro na Colômbia - Perecíveis
Na Colômbia, para as três espécies comercializadas – bovinos, frangos e suínos – os resultados mantiveram‑se dentro de níveis considerados positivos. O tempo médio de transporte permaneceu abaixo das 8 horas recomendadas internacionalmente, sendo a média de todas as espécies de cerca de 4 horas. No que respeita à mortalidade em transporte, verificámos que os valores rondam os 0,2% em todas as espécies (menos 0,1 p.p. em média face a 2024). Todos os indicadores permanecem dentro de referências consideradas aceitáveis para evitar níveis excessivos de desconforto, dor ou sofrimento animal.
Além destes dois indicadores, também foi possível analisar algumas práticas adotadas pelos matadouros na Colômbia, concluindo-se que cerca de 100% dos animais comercializados foram abatidos com atordoamento e cerca de 97% dos atordoamentos foram eficazes na primeira tentativa.
Polónia
Tempo médio de viagem (horas) até ao matadouro na Polónia - Perecíveis
Taxa de mortalidade associada à viagem até ao matadouro na Polónia - Perecíveis
Em 2025, melhorámos a robustez dos nossos sistemas de monitorização, passando a dispor de informação sistematizada sobre dois indicadores críticos na Polónia (a taxa de mortalidade durante o transporte até ao matadouro e o tempo médio de viagem), o que nos permite uma leitura mais completa das condições de bem-estar animal ao longo das últimas etapas da cadeia logística.
Relativamente ao tempo médio de transporte, os resultados demonstram que todas as espécies foram transportadas abaixo das 8 horas recomendadas internacionalmente, sendo o valor médio de cerca de 5,5 horas, o que demonstra a existência de processos logísticos capazes de reduzir o stress associado às deslocações de maior duração. No que respeita à mortalidade em transporte, as espécies com valores mais elevados foram o peru, com 1,21% (+1,1 p.p. vs. 2024), os suínos, com 0,29% (+ 0,2 p.p. vs. 2024) e o frango, com 0,24% (-0,1 p.p. vs. 2024).
Além dos dois principais indicadores, também na Polónia foi possível analisar práticas adicionais relacionadas com o atordoamento. Desta análise resulta que cerca de 99,2% dos animais comercializados foram abatidos com atordoamento e cerca de 99,9% dos atordoamentos foram eficazes na primeira tentativa.
Práticas adotadas na produção de carne, laticínios e ovos frescos
Em 2025, continuámos a integrar critérios de bem‑estar animal nos produtos de Marca Própria e perecíveis, assegurando que os ingredientes de origem animal provêm de práticas consistentes com produção responsável. Mantivemos igualmente o compromisso de informar os consumidores de forma transparente, recorrendo a rótulos, comunicação em loja e canais digitais para reforçar a sensibilização e apoiar escolhas mais conscientes.
Carne bovina
Em 2025, reforçámos as práticas de bem-estar animal na cadeia de fornecimento de bovinos, desde a produção primária até ao abate.
A carne bovina à venda na Ara tem origem em animais criados em regime extensivo, em pastagens, com liberdade de movimentos e sem recurso a sistemas de confinamento. As explorações que fornecem a Ara asseguram condições de maneio adequadas, incluindo acesso permanente a água, equipamentos seguros, passagens antiderrapantes e equipas devidamente formadas em bem-estar animal, promovendo interações calmas e reduzindo o stress dos animais.
O Pingo Doce manteve a comercialização de angus de Marca Própria com dupla certificação de produção livre de antibióticos e de bem-estar animal obtidas de acordo com o referencial internacional Welfare Quality e com o selo Welfair™. O Pingo Doce continuou também a venda de carne de produção biológica, assegurando o cumprimento de critérios da certificação, como o acesso do animal ao exterior, alimentação sem OGM e o regime de pastoreio. Em conjunto, a carne angus e a carne bovina de produção biológica representaram 6% das vendas (+ 1 p.p.), em peso, na categoria de perecíveis de bovino.
Frango
Na Polónia, a Biedronka manteve frangos do campo (da estirpe de crescimento lento Hubbard Redbro) no seu sortido. Estes frangos de produção 100% nacional, são criados sem antibióticos e alimentados com rações sem OGM. A idade mínima de abate é de 70 dias (mais 14 que a média do mercado), existe acesso ao exterior e a densidade é inferior a 27,5 kg/m2 (até dez vezes mais área disponível do que para o frango de produção convencional). A Biedronka também manteve no seu sortido frango convencional livre de antibióticos e de produção 100% nacional.
No Pingo Doce e no Recheio, os frangos do campo são de produção 100% portuguesa, a idade mínima de abate é de 81 dias e são criados ao ar livre com uma densidade máxima de até 25 kg/m2. Ambas as Companhias mantiveram no sortido o Frango da Quinta Best Farmer (Hubbard Redbro), produzido maioritariamente ao ar livre e com uma idade média de abate de 85 dias. A produção é certificada pela AENOR como sendo livre de antibióticos, e respeitadora do bem-estar animal, de acordo com o selo Welfair™ (baseado no referencial internacional Welfare Quality), não sendo praticado o desbaste durante a produção. Tanto o frango do campo como o Frango da Quinta são criados com acesso ao ar livre e a luz natural.
A comercialização de frango do campo, frango certificado em bem-estar animal e frango livre de antibióticos na Biedronka, no Pingo Doce e no Recheio, em linha com 2024, representa 8% das vendas em peso, desta categoria.
Laticínios
Mais de 95% dos produtores que abastecem a fábrica de lacticínios da Terra Alegre mantiveram a certificação segundo o protocolo Welfare Quality com o selo Welfair®, certificado pela AENOR, uma distinção que a empresa já detém desde 2020. O protocolo segue quatro princípios essenciais: boa alimentação, bom alojamento, boa saúde e comportamento apropriado dos animais. Esta certificação assegura também que as vacas leiteiras estão livres de amarras e cortes de cauda.
A Terra Alegre, integrada na Jerónimo Martins Agro-Alimentar, abastece as Marcas Próprias do Pingo Doce e do Recheio. No Pingo Doce, os produtos certificados provenientes da Terra Alegre incluem o leite sem lactose, o leite fresco, o leite proteico e o leite Pura Vida. Já no Recheio, o produto certificado é o leite sem lactose.
Ovos de galinhas não enjauladas
Tínhamos assumido o compromisso de, até ao final de 2025, garantir que todos os ovos frescos de Marca Própria eram provenientes de galinhas não enjauladas. Para assegurar o cumprimento deste objetivo, as Companhias têm trabalhado em estreita colaboração com os seus fornecedores, identificando novos locais de produção e realizando visitas das equipas de qualidade e segurança alimentar, com vista a assegurar a conformidade com os critérios exigidos.
São aceites três sistemas de produção de galinhas poedeiras não enjauladas: no solo, ao ar livre e ao ar livre em modo de produção biológico. Estes sistemas estabelecem critérios de bem-estar animal que oferecem melhor qualidade de vida, permitindo maior liberdade de movimento e a expressão de comportamentos naturais. Entre os três métodos, o sistema de criação no solo é o mais adotado.
Sistemas de produção de ovos frescos de Marca Própria (2025)
No final de 2025, 98% dos ovos frescos de Marca Própria foram provenientes de galinhas não enjauladas.
O Pingo Doce atingiu a meta dos 100% em agosto de 2019 e a Biedronka, na Polónia, alcançou este objetivo no final de 2022, tendo alargado o compromisso às marcas de fornecedor. Já a Biedronka na Eslováquia, cujas primeiras lojas abriram em 2025, tem a totalidade do seu sortido de ovos frescos proveniente de galinhas não enjauladas. No final de 2025, o Recheio deixou de vender ovos frescos de galinhas enjauladas, contribuindo assim para se cumprir o objetivo do Grupo. A Ara não comercializa ovos frescos de Marca Própria. Relativamente às marcas de fornecedor, a Ara, o Pingo Doce e o Recheio disponibilizam ovos de galinhas não enjauladas.
Outro compromisso assumido é garantir que, até ao final de 2026, em Portugal e na Polónia, pelo menos 90% dos ovos utilizados como ingrediente nos produtos de Marca Própria sejam provenientes de galinhas não enjauladas. Em 2025, e pela primeira vez, foi possível calcular a quantidade de ovo utilizado como ingrediente. Esta análise permite uma avaliação mais rigorosa da quantidade real de matéria-prima presente nos produtos comercializados, uma vez que, até agora, apenas era possível calcular através do número de referências e não a quantidade (em toneladas) de ovo.
Toneladas de ovos como ingrediente cage-free por companhia 2025
Sistemas de produção de ovos como ingrediente de Marca Própria
(em ton) 2025
De acordo com este indicador, 100% da quantidade de ovo utilizada como ingrediente nos produtos de Marca Própria da Biedronka na Polónia é proveniente de galinhas não enjauladas, uma fasquia que a Companhia mantém desde 2022. A quantidade foi de 74% no Pingo Doce, 61% no Recheio e 87% na Ara. Apesar de, pelas suas especificidades, o mercado colombiano não estar incluído no nosso objetivo, o resultado alcançado pela Ara ficou muito perto do compromisso estabelecido para Portugal e Polónia. No agregado do Grupo, 95% dos ovos utilizados (em peso) no sortido têm origem em galinhas não enjauladas.
Práticas adotadas pela Jerónimo Martins Agro-Alimentar (JMA)
A JMA, empresa do Grupo especializada em produção alimentar, e que também abastece as nossas operações de distribuição, tem quatro áreas de negócio: laticínios, agropecuária, aquacultura, fruta e vegetais. A Jerónimo Martins Agro-Alimentar (JMA) adota práticas rigorosas de bem-estar animal em todas as suas atividades pecuárias e de aquacultura, assegurando condições de alojamento, maneio e produção alinhadas com referenciais internacionais e sistemas de certificação reconhecidos.
Na produção de carne bovina de raça aberdeen angus, cada animal dispõe de uma área mínima de 6,5 m2. As instalações utilizam pisos de cimento rasgado ou de borracha, reduzindo o risco de escorregamentos e lesões, e garantem a reposição diária de palha fresca nas camas, promovendo conforto e condições adequadas de repouso. O bem-estar animal é reforçado através de medidas complementares, incluindo camas individuais, 60 cm de espaço por animal nos comedouros, escovas automáticas de massagem e música ambiente, concebidas para reduzir o stress e estimular comportamentos naturais. Todos os animais têm acesso a áreas de pastagem e beneficiam de sistemas automáticos de arrefecimento, com ventoinhas e chuveiros, que contribuem para o controlo térmico. A utilização de colares de monitorização individual permite a deteção precoce de alterações comportamentais, possibilitando intervenções atempadas e reduzindo a necessidade de medicamentos. Nas unidades de vacaria e nas áreas de produção angus, são garantidos padrões adicionais de bem-estar, nomeadamente a vacinação e desparasitação de 100% dos animais, a ausência total de práticas de mutilação (como corte de cauda ou remoção de chifres) e a criação sem amarras, assegurando liberdade de movimentos. As instalações dispõem ainda de ventilação assistida, reduzindo a concentração de amoníaco. Todos os colaboradores recebem formação obrigatória em bem-estar animal, sendo proibida a utilização de choques elétricos, paus ou quaisquer instrumentos suscetíveis de causar dor ou ferimentos, assegurando práticas de maneio seguras e responsáveis.
Na produção de ovinos, é assegurada uma área mínima de 0,6 m2 por animal, acima do valor recomendado para boas práticas (0,5 m2). A alimentação baseia‑se em forragens e concentrados, não sendo realizadas práticas de castração. Todos os animais apresentam locomoção normal.
Em 2025, a JMA manteve a certificação de utilização prudente e responsável de antibióticos para engorda de bovinos e nas unidades de vacaria, e renovou a certificação Welfair™ de bem‑estar animal, de acordo com o referencial Welfare Quality®. A produção de ovinos permaneceu igualmente certificada segundo o referencial AWIN®.
Na aquacultura, a densidade de povoamento é mantida abaixo de 20 kg/m3. A vacinação de 100% dos peixes é uma prática transversal às espécies produzidas. A produção decorre em mar aberto, em zonas com correntes naturais que asseguram uma adequada circulação da água e elevados níveis de qualidade ambiental, promovendo condições mais próximas do habitat natural. Não são realizadas práticas de mutilação, como o corte de barbatanas. No momento do abate, é utilizado um processo de arrefecimento rápido em água gelada, promovendo a perda de sensibilidade e minimizando o stress e o sofrimento, em conformidade com os princípios de bem‑estar animal. A produção de dourada e robalo na Madeira, Marrocos e Algarve tem a certificação GlobalG.A.P.
Para mais informação sobre a JMA, consultar “Jerónimo Martins Agro-Alimentar”.
1 Enquadrada na nossa Política da Qualidade e Segurança de Produto, disponível no nosso website.
2 Asseguramos a sua divulgação no estrito cumprimento do limite aplicado pelo Grupo de, no máximo, 0,1% (limite de quantificação do método). O limite permitido na legislação europeia é de 0,9%.