A preservação dos ecossistemas marinhos é fundamental para assegurar a sustentabilidade da atividade piscatória. Por isso, garantimos que o pescado que vendemos nas nossas lojas – seja fresco, congelado ou usado como ingrediente nos nossos produtos de Marca Própria – não contribui para a sobre-exploração, diminuição ou extinção de espécies aquáticas.
Em 2025, identificámos mais de 230 espécies de pescado no nosso sortido, reforçando a estratégia de diversificação da oferta como forma de mitigar a pressão exercida sobre as espécies mais consumidas. À semelhança do ano anterior, a parcela de pescado de origem selvagem manteve-se nos 62% do consumo total em peso, enquanto o pescado proveniente de aquacultura representou 38%. A consolidação dos investimentos realizados pela JMA na produção de pescado de aquacultura, e a sua consequente comercialização pelas nossas Companhias de retalho alimentar, contribuem para reduzir a pressão sobre os stocks de origem selvagem, especialmente em espécies de elevada procura, como salmão, dourada, robalo, camarão e truta.
Origem do Pescado de Marcas Próprias e perecíveis
em Kg (2025)
Avaliação de impactos e ações de mitigação
Em linha com o compromisso de monitorizar anualmente o estado de conservação das espécies de pescado selvagem que comercializamos, voltámos a realizar uma avaliação com base nos dados da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais1), que categoriza os diferentes níveis de ameaça da seguinte forma: Criticamente em Perigo (risco máximo), Em Perigo (risco intermédio) e Vulnerável (menor nível de risco). As classificações Não Avaliada, Dados Insuficientes, Menor Preocupação ou Quase Ameaçada não foram consideradas categorias de ameaça.
Em 2025, 30% (menos 4 p.p. que em 2024) do pescado selvagem das nossas Marcas Próprias e produtos perecíveis foi classificado na categoria Vulnerável, o menor grau de risco dentro das categorias ameaçadas. Metade das compras de pescado selvagem não apresentou risco de conservação, uma vez que se enquadra nas categorias Menor Preocupação e Quase Ameaçada. Observou-se igualmente um aumento das compras de espécies com Dados Insuficientes (mais 2 p.p. do que em 2024) e classificadas como Não Avaliadas pela IUCN (mais 2 p.p. do que em 2024), das quais se destacam a amêijoa-asiática (Meretrix lyrata), o escamudo (Gadus chalcogrammus e Pollachius virens), a pescada (Merluccius hubbsi, Merluccius paradoxus e Merluccius australis) e o bacalhau-do-pacífico (Gadus macrocephalus e Theragra chalcogramma). Não foram registadas compras de pescado selvagem incluídas nas categorias Criticamente em Perigo ou Em Perigo.
Nível do estado de conservação de espécies de pescado de origem selvagem
em kg (2024- 2025)
Para cada um dos três níveis de risco (alto, médio e baixo), definimos ações concretas para mitigar os impactes negativos da nossa atividade sobre os ecossistemas marinhos. A tabela seguinte mostra o grau de cumprimento dos compromissos que assumimos, com base na classificação da IUCN2.
Classificação de risco IUCN |
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Compromisso |
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Status |
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Cumprimento em 2025 |
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|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Criticamente em Perigo |
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Proibimos a compra e venda das espécies sem licenças extraordinárias que o permitam, ou para as quais não é assegurada aquacultura para todo o ciclo de vida. |
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A enguia-europeia (Anguilla anguilla)1 não é comercializada nas nossas lojas desde 2016, uma decisão tomada após a realização da primeira avaliação ao nível do Grupo. Na revisão efetuada em 2022, foram identificadas mais duas espécies comerciais com este nível de risco: esturjão (Acipenser baerii) e perna-de-moça (Galeorhinus galeus). Em 2025, apenas a espécie Acipenser baerii foi comercializada, tendo sido garantida a origem de aquacultura para todo o ciclo de vida, em cumprimento com o nosso compromisso. |
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100% |
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Em Perigo |
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Proibimos a comercialização das espécies sempre que não sejam 100% provenientes de aquacultura e/ou de stocks geridos de forma sustentável e/ou que não apresentem certificado de sustentabilidade |
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Identificámos sete espécies, às quais aplicamos a linha de ação definida: tubarão-anequim (Isurus oxyrinchus); peixe-gato (Pangasianodon hypophthalmus); cação-liso (Mustelus mustelus); pescada-negra (Merluccius senegalensis); raia-curva (Raja undulata), raia-de-são-pedro (Raja circularis) e solha-americana (Hippoglossoides platessoides). Em 2025, apenas a espécie peixe-gato (Pangasianodon hypophthalmus) foi comercializada, 100% proveniente de aquacultura. |
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100% |
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Vulnerável |
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Limitamos as ações promocionais sempre que as espécies não sejam provenientes de aquacultura e/ou de stocks geridos de forma sustentável e/ou que não apresentem certificado de sustentabilidade |
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Na avaliação de 2025, identificámos 20 espécies às quais aplicámos esta linha de ação, ou seja, limitámos as atividades promocionais com espécies classificadas com o nível Vulnerável. |
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100% |
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Sustentabilidade dos stocks selvagens e preservação da biodiversidade
A análise dos métodos e artes de pesca do pescado que comercializamos nas nossas Marcas Próprias e perecíveis permitiu avaliar o respetivo potencial impacto ambiental nos ecossistemas marinhos, com base nas classificações de impacto de pesca e aquacultura fornecidas pelo ENCORE (Exploring Natural Capital Opportunities, Risks and Exposure)3. A partir desta avaliação concluimos que mais de metade (68%) do pescado proveio de aquacultura ou foi capturado através de uma arte de pesca com impacto considerado baixo ou médio. As artes de pesca classificadas com impacto alto nos habitats marinhos totalizam 32% do pescado comercializado pelo Grupo.
Impacto dos Métodos e Artes de Pesca nos Ecossistemas Marinhos
(% de kgs vendidos)
Estes resultados refletem a estrutura atual da cadeia de abastecimento do sector do pescado, pelo que incentivamos a monitorização contínua dos riscos e a procura por alternativas de aquacultura que permitam aliviar a pressão exercida nos stocks selvagens.
A diversidade da oferta de espécies que comercializamos é igualmente evidente quando identificamos a origem do pescado por área FAO4. Em 2025, mais de 70% do pescado selvagem teve origem na FAO 27-Atlântico Nordeste5. Outras zonas de captura importantes incluem a FAO 87-Pacífico Sudeste (9%), a FAO 41-Atlântico Sudoeste (6%), a FAO 34-Atlântico Centro-Oriental (5%), a FAO 61- Pacífico Noroeste (4%) e a FAO 51-Oceano Índico Ocidental (3%) e a FAO 47-Atlântico Sudeste (3%). A preponderância destas zonas de captura resulta da importância no nosso sortido de espécies como o bacalhau-do-atlântico (Gadus morhua), a arinca (Clupea harengus), a cavala (Scomber scombrus), o atum-bonito (Katsuwonus pelamis), a sardinha (Sardina pilchardus), o atum-albacora (Thunnus albacares), a amêijoa-asiática (Meretrix lyrata) e o carapau (Trachurus trachurus).
Origem do pescado selvagem por FAO (Top 80%)
em kg (2025)
A rastreabilidade até ao nível das zonas de captura – para o top 80% do pescado que comercializamos – permitiu ainda confirmar que mais de metade (52%) do pescado selvagem comercializado nas nossas Marcas Próprias e perecíveis com origem nestas regiões não apresenta risco de conservação (Menor Preocupação e Quase Ameaçada) e que 28% desse pescado estava classificado com o nível de risco mais baixo (Vulnerável). Cerca de 20% das espécies de pescado selvagem comercializadas estavam classificadas com as categorias “Dados Insuficientes” ou “Não Avaliadas”.
Em relação ao estado de sustentabilidade dos stocks, verificou-se que nas duas subáreas mais representativas da FAO 27, a proporção de pescado selvagem classificado com risco Vulnerável foi de 39% no mar da Noruega, Spitzbergen e ilha do Urso (FAO 27.2), e de 99% no mar de Barents (FAO 27.1).
Estado de Conservação do Pescado por FAO
(%) em Kgs (2025)
O bacalhau-do-atlântico (Gadus morhua), representa um peso significativo no nosso sortido de pescado. A pressão de pesca sobre as populações de bacalhau desta região está atualmente acima do nível recomendado e com declínio dos níveis de biomassa6. Esta espécie tem sido objeto de monitorização e gestão rigorosas para assegurar a sustentabilidade da pesca. Também por este motivo, e sendo o bacalhau um produto estratégico no nosso portefólio, a JMA fez, em 2025, um investimento financeiro numa empresa especializada na produção de bacalhau em aquacultura, contribuindo assim para a diminuição da pressão nos stocks selvagens.
Relativamente às espécies que comercializamos com origem no Pacífico Sudeste (FAO 87), apenas uma pequena porção (3%) apresentava o nível de risco Vulnerável. Nesta região, o atum-patudo (Thunnus obesus) foi a espécie mais representativa. Os níveis de biomassa desta espécie têm vindo a aumentar na região devido às medidas de conservação, pelo que não se encontra em sobre-exploração7 ou sobrepesca8 9.
Nas capturas efetuadas em águas portuguesas (FAO 27.9), cerca de 30% das espécies comercializadas estavam classificadas com o nível de risco Vulnerável, devido à relevância do carapau (Trachurus trachurus) no nosso sortido. Nesta região, as unidades populacionais de carapau apresentam níveis de biomassa superiores ao ponto de referência limite, mantendo uma capacidade reprodutiva estável10.
Em contraste, na região Atlântico Sudoeste (FAO 41), aproximadamente 4% das espécies encontram‑se classificadas como Vulneráveis, destacando‑se o atum‑patudo (Thunnus obesus) como a unidade populacional com maior representatividade nesta categoria. De acordo com os referenciais biológicos utilizados para a avaliação do stock, o atum‑patudo do Atlântico apresenta‑se em situação de sobre‑exploração, embora não em sobrepesca.
No que concerne às espécies que comercializamos com origem no Atlântico Centro-Oriental (FAO 34), apenas 13% apresentavam o nível de risco Vulnerável, com destaque para o atum-patudo (Thunnus obesus), a espécie mais representativa (99%). O stock desta espécie no Atlântico Centro-Oriental está atualmente em sobre-exploração, mas não em sobrepesca.
Importa igualmente destacar a região do Pacífico Noroeste (FAO 61), cuja composição é maioritariamente constituída por espécies não avaliadas pela IUCN, entre as quais se inclui a amêijoa‑asiática (Meretrix lyrata), representando cerca de 99% do pescado proveniente desta região.
Na FAO 27.4 (Mar do Norte), praticamente todo o pescado comercializado apresentava a classificação de Menor Preocupação (95%). Dentro do nível de risco Vulnerável (1%) o bacalhau foi a espécie mais representativa, encontrando‑se em sobrepesca e com biomassa abaixo dos limiares de segurança11,.
Já na região da Islândia e Ilhas Faroé (FAO 27.5), cerca de 32% das espécies comercializadas estão classificados com o nível de risco Vulnerável, devido à proeminência do bacalhau-do-atlântico (Gadus morhua), que representa a quase totalidade do pescado selvagem com esta origem. A análise do estado de conservação do bacalhau‑do‑atlântico nesta região varia significativamente entre as duas unidades populacionais da área 27.5, ainda que ambas apresentem sinais de pressão pesqueira relevante. Na subdivisão (5.b.1)12, a pressão de pesca do stock está acima do nível considerado sustentável e a quantidade de biomassa do stock continua abaixo do que seria desejável, apesar de não estar em colapso. Na subdivisão (5.b.2)13, não existem dados suficientes para avaliar a sobrepesca, mas o nível de biomassa está acima do mínimo aceitável.
Em contraste, na região Oceano Índico Ocidental (FAO 51), apenas 9% das espécies encontram‑se classificadas como Vulneráveis, destacando‑se o atum‑patudo (Thunnus obesus) como a unidade populacional com maior representatividade nesta categoria. O stock de atum-patudo desta região não está atualmente em sobre-exploração ou em sobrepesca14.
No Atlântico Sudeste (FAO 47) somente 4% do pescado apresentava o nível de risco Vulnerável. O atum‑patudo (Thunnus obesus) representa a totalidade desta categoria. Este stock não está atualmente em sobre-exploração ou em sobrepesca.
Rastreabilidade do atum
No que concerne à avaliação do risco de conservação das espécies de pescado, o atum, em particular o atum‑patudo do Atlântico (Thunnus obesus), surge entre as espécies mais relevantes, principalmente devido à sobrepesca e à pressão exercida sobre os stocks disponíveis. As cadeias de abastecimento enfrentam ainda desafios associados à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (IUU), à utilização de métodos de pesca com potenciais impactos nos ecossistemas – como o bycatch15 – e à dependência de dispositivos de agregação de peixe (FADs16), que aumentam a probabilidade de capturas de juvenis e de outras espécies capturadas involuntariamente.
Em 2025, conseguimos rastrear 90% (um aumento de 36 p.p. face ao ano anterior) do nosso consumo de atum de Marca Própria e perecíveis até ao nível da embarcação – um progresso alinhado com o nosso objetivo de assegurar rastreabilidade total até ao final de 2026. Este compromisso é essencial para garantir a monitorização contínua das práticas de pesca associadas ao atum, permitindo‑nos, sempre que necessário, estabelecer critérios adicionais de abastecimento que contribuam para a redução do risco de sobrepesca e reforcem a sustentabilidade das nossas cadeias de fornecimento.
De acordo com a International Seafood Sustainability Foundation (ISSF), no que concerne à totalidade do atum capturado, cerca de dois terços são com redes de cerco17, o que faz desta a arte mais importante e dominante nas pescarias de atum a nível mundial. Esta tendência reflete-se também nas artes de pesca de atum comercializado nas nossas Marcas Próprias e perecíveis, sobre as quais se verifica a predominância das redes de cerco e sacada, que representam 86% das capturas. Seguem‑se as linhas e anzóis, responsáveis por 10% das capturas.
A ISSF disponibiliza duas ferramentas de transparência complementares que operam ao nível da embarcação – o ProActive Vessel Register (PVR) e o Vessels in Other Sustainability Initiatives (VOSI) – que, em conjunto com as listas de embarcações IUU das Organizações Regionais de Gestão das Pescas (RFMO), constituem indicadores fundamentais de conformidade mínima no sistema global de governação das pescas. Consideradas em conjunto, estas ferramentas permitem aos operadores económicos confirmar se embarcações específicas implementam efetivamente práticas de pesca responsáveis e alinhadas com padrões internacionalmente reconhecidos.
Em 2025, foi possível verificar que 56% das embarcações associadas à nossa cadeia de abastecimento de atum estão registadas na PVR, 97% das quais confirmam a adoção de boas-práticas no uso de dispositivos de agregação de peixe (FAD). No caso das embarcações registadas na VOSI, que correspondem a 46% do total das associadas à nossa cadeia de abastecimento de atum, 77% adotam boas-práticas de gestão do uso de FAD, contribuindo para a redução do bycatch, a diminuição do risco de emaranhamento nas redes e perda de redes de pesca18.
Adicionalmente, nenhuma das embarcações estava listada na Combined IUU Vessel List19, o que significa que não existem indícios de envolvimento prévio em atividades de pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.
1 Para esta avaliação são utilizados os dados de 2024 da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN provenientes da Ferramenta Integrada de Avaliação da Biodiversidade (IBAT). Esta é fornecida pela BirdLife International, Conservation International, IUCN e UNEP-WCMC. Para efeitos desta análise não é considerado o nível Extinto no Estado Selvagem, uma vez que o universo analisado é pescado no estado selvagem.
2 Mais informação em www.iucn.org.
3 O ENCORE é uma ferramenta que ajuda a relacionar atividades económicas com as suas dependências e impactos sobre o capital natural. Utiliza classificações setoriais baseadas em códigos ISIC para identificar pressões ambientais materiais.
4 Em 2025, rastreámos até à área FAO mais de 80% do pescado selvagem que comercializamos nas nossas Marcas Próprias e perecíveis.
5 Inclui o mar de Barents (FAO 27.1), mar da Noruega, Spitzbergen e ilha do Urso (FAO 27.2), mar do Norte (FAO 27.4), Islândia e ilhas Faroé (FAO 27.5) e águas portuguesas (FAO 27.9).
6 ICES. 2025. Cod (Gadus morhua) in subareas 1 and 2 north of 67°N (Norwegian Sea and Barents Sea), northern Norwegian coastal cod. In Report of the ICES Advisory Committee, 2025. ICES Advice 2025, cod.27.1-2coastN. Disponível em: ICES Report
7Um stock é considerado em sobreexploração quando a abundância da população está demasiado baixa, normalmente abaixo de um ponto de referência biológico estabelecido. Mais informações disponíveis em: ICCAT Glossary
8Um stock em sobrepesca refere-se à situação em que a mortalidade por pesca é muito alta – ou seja, os peixes são capturados mais depressa do que a população consegue repor a sua biomassa através da reprodução natural. Mais informações disponíveis em: ICCAT Glossary
9 IATTC. 2024. Stock Assessment Report for Bigeye Tuna (Thunnus obesus) in the Eastern Pacific Ocean. Inter-American Tropical
10 ICES. 2025. Horse mackerel (Trachurus trachurus) in Division 9.a (Atlantic Iberian waters). In Report of the ICES Advisory
11 ICES. 2025. ICES. 2023. Cod (Gadus morhua) in Subdivision 21 (Kattegat). Disponível em: ICES Report; ICES. 2025. Cod in Subarea 4, divisions 6.a and 7.d, and Subdivision 20 (North Sea, West of Scotland, eastern English Channel and Skagerrak). Available at: ICES Report.
12 ICES. 2025. Cod (Gadus morhua) in Subdivision 5.b.1 (Faroe Plateau). Disponível em: ICES Report
13 ICES. 2025. Cod (Gadus morhua) in Subdivision 5.b.2 (Faroe Bank). Disponível em: ICES Report
14 WCPFC. 2023. Stock assessment of bigeye tuna (Thunnus obesus) in the western and central Pacific Ocean: 2023 (Final Rev. 02). Disponível em: WCPFC Report.
15 FAO define o bycatch (captura acessória) como a captura não intencional de espécies marinhas – incluindo peixes, mamíferos marinhos, aves marinhas, tartarugas e outros organismos – que ocorre durante operações de pesca direcionadas a espécies‑alvo.
16 De acordo com a FAO, um Fish Aggregating Device (FAD) é uma estrutura flutuante ou ancorada concebida para atrair peixes, especialmente espécies pelágicas, ao criar um ponto de agregação em mar aberto. Estes dispositivos incluem frequentemente materiais como boias, cordas e, por vezes, redes. Mais informações disponíveis em: FADs,
17 ISSF. 2026. Status of the world fisheries for tuna. Jan. 2026. ISSF Technical Report 2026-01. International Seafood Sustainability Foundation, Pittsburgh, PA, USA. ISSF Report. A maior parte das capturas corresponde a atum‑bonito, atum‑albacora‑amarelo, atum‑patudo, atum‑albacora e atum‑rabilho.
18 A ISSF identifica e reconhece várias Best Practices Initiatives – Biodegradable FAD trial, FAD buoy position data, FAD echosounder biomass data, NE FADs with no netting e FAD recovery initiative – que contribuem para reduzir a poluição marinha, diminuir o risco de enredamento de espécies vulneráveis, aumentar a transparência e a qualidade dos dados científicos, e mitigar o impacto ambiental associado ao abandono ou perda de FADs.
19 A Combined IUU Vessel List é uma lista global consolidada de embarcações envolvidas em pesca Ilegal, Não Declarada e Não Regulamentada (IUU) pelas principais Organizações Regionais de Gestão das Pescas (RFMOs) a nível munidal.