Relatório e Contas 2025

Ações orientadas para os nossos consumidores

Os três tópicos materiais relacionados com os consumidores – (i) qualidade e segurança dos produtos; (ii) inovação de produtos e serviços; (iii) produtos a preços acessíveis –, assim como os respetivos impactos, riscos e oportunidades1 deles decorrentes, são dimensões indissociáveis da forma como gerimos os nossos negócios. Além disso, estas dimensões estão fortemente interligadas, uma vez que influenciam a perceção de confiança dos consumidores, moldam as suas escolhas e sustentam a viabilidade da nossa atividade a curto, médio e longo-prazos.

Colaboradora com luvas de proteção para forno a empurrar um carrinho com vários pães (foto)

As ações definidas para cada tópico material resultam de uma avaliação contínua de riscos, impactos e oportunidades. Esta avaliação é complementada por análises técnicas, contributos de equipas especializadas, monitorização de tendências e mecanismos de escuta dos consumidores. Este processo permite‑nos decidir qual o tipo de intervenção mais adequado e proporcional – preventivo, corretivo ou de melhoria.

As ações descritas nas secções seguintes refletem este enquadramento e são apresentadas com as respetivas métricas anuais de progresso:

  • Qualidade e segurança de produto – trata-se de assegurar padrões rigorosos de segurança e higiene, processos transparentes e de melhoria contínua (monitorizados através de auditorias internas e externas, análises laboratoriais e taxas de conformidade), assim como a escolha de ingredientes mais saudáveis.

  • Inovação de produtos e serviços – visa diversificar opções e responder a necessidades específicas dos consumidores, incluindo restrições alimentares, bem como melhorar perfis nutricionais, avaliando o progresso por número de reformulações e lançamentos.

  • Produtos a preços acessíveis – implica disponibilizar ao maior número de pessoas produtos de qualidade e nutricionalmente equilibrados, a preços competitivos, sendo monitorizadas métricas como campanhas promocionais e mecanismos de envolvimento.

Colocamos a qualidade, a segurança dos produtos e a confiança dos consumidores no centro das nossas prioridades, procurando manter preços tão acessíveis quanto possível sem comprometer padrões de qualidade e assegurando a melhoria contínua do nosso sortido, mesmo em contextos de pressão económica.

Perante impactos negativos, aplicamos processos de remediação descritos na secção “Correção dos impactos e canais para os consumidores manifestarem preocupação”. Estes processos, que se pretendem céleres, eficazes e proporcionais ao impacto, incluem canais acessíveis para reclamações, investigação interna e medidas corretivas e podem culminar em recolhas, substituições, reembolsos ou reformulações de produto, campanhas específicas, revisão de sortido ou ajustes de preço. A eficácia destas ações é monitorizada, por exemplo, através de análises laboratoriais e auditorias, que permitem identificar oportunidades de melhoria interna, na cadeia de valor ou no portefólio2.

A gestão de riscos para os consumidores assenta na avaliação e antecipação de situações que possam comprometer a segurança, acessibilidade ou perfil nutricional dos produtos. Para isso, reforçamos auditorias e controlos, ampliamos projetos de reformulação e intensificamos o trabalho com fornecedores. As tendências de consumo saudável, a maior transparência exigida pelos consumidores e a diversidade de estilos de vida são oportunidades para inovarmos e criarmos valor3.

Dispomos de políticas internas, critérios de comunicação e sistemas de controlo na cadeia de abastecimento que, em alguns casos, ultrapassam os requisitos legais e incorporam boas práticas sectoriais, visando evitar que as nossas atividades gerem ou contribuam para impactos negativos. Mantemos processos de vigilância ativa e comunicamos de forma transparente eventuais ocorrências graves e as respetivas tomadas de decisão4.

A gestão destes temas é assegurada por equipas especializadas e multidisciplinares (qualidade e segurança alimentar, desenvolvimento de produto e inovação, nutrição, marketing, gestão de fornecedores) e por investimentos contínuos em formação, tecnologia, sistemas de monitorização e auditorias independentes, com reporte periódico à gestão de topo. Estes recursos garantem a implementação consistente e eficaz das ações necessárias e reforçam a confiança dos consumidores. Estes processos são coordenados pelas direções funcionais do Grupo5.

Adicionalmente, participamos em iniciativas setoriais e multistakeholder ligadas à segurança alimentar e não-alimentar, à nutrição e às práticas sustentáveis no retalho, contribuindo para a evolução de padrões, acompanhando desenvolvimentos científicos e regulatórios e integrando aprendizagens que fortalecem o setor e as nossas práticas como referido no “Parcerias e apoios”.

1 Consulte os impactos, riscos e oportunidades relacionados com estes três tópicos materiais neste “Consumidores e utilizadores finais”.

2 A concretização de oportunidades segue uma lógica de inovação (ideação, piloto, implementação), com critérios de impacto no consumidor conforme o impacto material (acessibilidade, perfil nutricional, segurança) e respetivas métricas.

3 As nossas operações dependem de fatores externos que influenciam diretamente a experiência e o bem‑estar dos consumidores – incluindo alterações regulamentares, dinâmicas do poder de compra, confiança na segurança e qualidade dos nossos produtos, expectativas nutricionais, tendências de consumo saudável e fiabilidade da cadeia de valor. Ao avaliar estas dependências quanto à potencial perda, deterioração ou alteração que podem criar no desempenho das Companhias e nos seus objetivos, também se consegue antecipar os riscos materiais para o Grupo. Por isso, integramos estes elementos no nosso processo corporativo de gestão de risco, garantindo uma identificação precoce, monitorização e resposta adequadas. Para saber mais consulte o ponto 53 “Identificação e Descrição dos Principais Tipos de Riscos (Económicos, Financeiros e Jurídicos) a que a Sociedade se Expõe no Exercício da Atividade”.

4 Consideram-se incidentes graves aqueles que, de acordo com os United Nations Guiding Principles on Business and Human Rights (UNGP) e as OECD Guidelines for Multinational Enterprises, envolvem violações significativas dos direitos humanos dos consumidores – incluindo danos sérios à saúde ou segurança, impactos irreversíveis, riscos acrescidos para grupos vulneráveis, ou situações em que a remediação não consegue restaurar plenamente os direitos afetados. Esta abordagem está alinhada com o indicador da Sustainable Finance Disclosure Regulation (SFDR) Principal Adverse Impact 14, integrado nos requisitos comunitários das ESRS. O nosso compromisso com os direitos humanos que são relevantes para consumidores incluem a segurança do produto e proteção da saúde, o acesso a informação verdadeira e suficiente (incluindo rotulagem adequada), a privacidade e proteção de dados pessoais, a execução de práticas de comunicação responsáveis e não‑discriminatórias, e o acesso a mecanismos de queixa e resolução de litígios de consumo, conforme os nossos Código de Conduta e Código de Conduta de Fornecedores. Durante o período de reporte, foram registadas e analisadas ocorrências e interações com consumidores potencialmente relacionadas com as políticas acima referidas. A triagem e a avaliação foram realizadas de acordo com os procedimentos internos aplicáveis e, quando pertinente, com referência aos Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos (UNGPs), às Diretrizes da OCDE para Empresas Multinacionais e aos princípios fundamentais da OIT. Com base na informação disponível e na análise efetuada, não foram identificados casos confirmados de violação de direitos humanos com relevância para os consumidores. Não obstante, sempre que considerado necessário ou adequado, foram implementadas medidas corretivas e/ou de melhoria, incluindo reforço de informação ao consumidor e ajustamentos de processo, com acompanhamento subsequente.

5 Para saber mais sobre a composição e responsabilidades das direções funcionais do nosso centro corporativo e sua relação com os riscos corporativos identificados, cujo reporte é feito direta e regularmente à Direção Executiva do Grupo, consulte subponto 21 “Organogramas Relativos à Repartição de Competências Entre os Vários Órgãos Sociais, Comissões e/ou Departamentos da Sociedade, Incluindo Informação Sobre Delegações de Competências, em Particular no Que se Refere à Delegação da Administração Quotidiana da Sociedade”, e ponto 53 “Identificação e Descrição dos Principais Tipos de Riscos (Económicos, Financeiros e Jurídicos) a que a Sociedade se Expõe no Exercício da Atividade”.

ESRS
ESRS significa European Sustainability Reporting Standards (Normas Europeias de Relato de Sustentabilidade). Estas normas fazem parte dos esforços da União Europeia para melhorar e normalizar o reporte de sustentabilidade das empresas. As ESRS fornecem diretrizes pormenorizadas para a elaboração de relatórios sobre temas ambientais, sociais e de governação (ESG), assegurando a transparência e a responsabilidade nas práticas de sustentabilidade das empresas.
OIT
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) é uma agência das Nações Unidas, fundada em 1919, cuja principal missão é promover a justiça social e económica, ajudando a estabelecer políticas e normas laborais equilibradas e inclusivas.

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