As nossas emissões de GEE de âmbitos 1 e 21 corresponderam a cerca de 786 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) em 2025, mais 0,2% do que em 2024 e menos 18,4% do que em 2021, definido como o ano-base dos nossos compromissos alinhados com a SBTi e com o nosso Plano de Transição Climática. O aumento ligeiro das emissões absolutas de âmbitos 1 e 2 é explicado pelo crescimento do parque de lojas (abrimos mais de 400 lojas em 2025) e pelas operações da Supreme Fruits e Tasty Fruits na JMA. Para além disso, e ao contrário de 2024, registaram-se aumentos nos fatores de emissão da Polónia e na Colômbia, associados ao fenómeno El Nino e à menor disponibilidade de água e de produção hidroelétrica.
Apesar do ligeiro aumento das emissões absolutas de âmbitos 1 e 2, registou-se uma redução de 0,9% face a 2024 nas emissões de energia e indústria, contribuindo assim, para as nossas metas de redução destas emissões. Esta redução justifica-se sobretudo pelo investimento na compra e produção de energia renovável, pelo aumento da eficiência de processos e equipamentos, e pela aquisição de sistemas de refrigeração com gases refrigerantes naturais ou de baixo potencial de aquecimento global (PAG).
Pegada de carbono (t CO2e)1 |
|
2025 |
|
20242 |
|
Δ 2025/2024 |
||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Pegada de carbono global (âmbitos 1 e 2) por GEE |
|
786.189 |
|
784.418 |
|
+0,2% |
||||||||||||
Dióxido de carbono (CO2) |
|
653.972 |
|
672.864 |
|
-2,8% |
||||||||||||
Metano (CH4) |
|
31.200 |
|
22.551 |
|
+38,4% |
||||||||||||
Hidrofluorocarbonos (HFC) |
|
97.734 |
|
85.695 |
|
+14,0% |
||||||||||||
Perfluorocarbonos (PFC) |
|
0 |
|
0 |
|
– |
||||||||||||
Óxido nitroso (N2O) |
|
3.286 |
|
3.308 |
|
-0,7% |
||||||||||||
Hexafluoreto de enxofre (SF6) |
|
0 |
|
0 |
|
– |
||||||||||||
Pegada de carbono global (âmbitos 1 e 2) |
|
786.189 |
|
784.418 |
|
+0,2% |
||||||||||||
Biedronka (Polónia) |
|
573.611 |
|
609.632 |
|
-5,9% |
||||||||||||
Biedronka (Eslováquia) |
|
772 |
|
0 |
|
– |
||||||||||||
Hebe |
|
17.221 |
|
21.559 |
|
-20,1% |
||||||||||||
Pingo Doce3 |
|
27.269 |
|
31.348 |
|
-13,0% |
||||||||||||
Recheio |
|
2.812 |
|
3.758 |
|
-25,2% |
||||||||||||
Ara |
|
123.763 |
|
87.989 |
|
+40,7% |
||||||||||||
JMA |
|
39.597 |
|
28.749 |
|
+37,7% |
||||||||||||
Hussel/Jeronymo |
|
1.144 |
|
1.383 |
|
-17,3% |
||||||||||||
Pegada de carbono (âmbito 1 – impactes diretos) |
|
242.572 |
|
204.133 |
|
+18,8% |
||||||||||||
Fugas de gases refrigerantes |
|
97.799 |
|
85.768 |
|
+14,0% |
||||||||||||
Utilização de CO2 |
|
30.458 |
|
28.796 |
|
+5,8% |
||||||||||||
Combustão estacionária de combustíveis |
|
59.526 |
|
45.746 |
|
+30,1% |
||||||||||||
Combustão móvel de combustíveis |
|
23.262 |
|
20.750 |
|
+12,1% |
||||||||||||
Emissões da agricultura e pecuária |
|
31.527 |
|
23.073 |
|
+36,6% |
||||||||||||
Emissões biogénicas de CO2 provenientes da combustão ou biodegradação da biomassa4 |
|
0 |
|
0 |
|
– |
||||||||||||
Pegada de carbono (âmbito 2 – impactes indiretos)5 |
|
543.617 |
|
580.285 |
|
-6,3% |
||||||||||||
Consumo de eletricidade (baseadas no mercado) |
|
518.738 |
|
567.718 |
|
-8,6% |
||||||||||||
Aquecimento (baseadas no mercado) |
|
24.879 |
|
12.568 |
|
+98,0% |
||||||||||||
Consumo de eletricidade (baseadas na localização) |
|
608.344 |
|
748.027 |
|
-18,7% |
||||||||||||
Aquecimento (baseadas na localização) |
|
33.532 |
|
19.311 |
|
+73,6% |
||||||||||||
Emissões biogénicas de CO2 provenientes da combustão ou biodegradação da biomassa4 |
|
0 |
|
0 |
|
– |
||||||||||||
Pegada de carbono (âmbitos 1 e 2 – Floresta, Solos e Agricultura (FLAG), |
|
33.089 |
|
24.657 |
|
+34,2% |
||||||||||||
Pegada de carbono (âmbito 1 – Energia e Indústria) |
|
209.483 |
|
179.476 |
|
+16,7% |
||||||||||||
Pegada de carbono (âmbito 2 – Energia e Indústria) |
|
543.617 |
|
580.285 |
|
-6,3% |
||||||||||||
Pegada de carbono (âmbitos 1 e 2 – Energia e Indústria) |
|
753.100 |
|
759.761 |
|
-0,9% |
||||||||||||
Receita líquida (milhões de euros) |
|
35.991 |
|
33.464 |
|
+7,6% |
||||||||||||
|
||||||||||||||||||
Pegada de carbono (t CO2e)1 de âmbitos 1 e 2 por país |
|
2025 |
|
2024 |
|
Δ 2025/2024 |
||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Polónia |
|
590.633 |
|
*631.107 |
|
-6,4% |
||||||
Colômbia |
|
123.763 |
|
87.989 |
|
+40,7% |
||||||
Portugal |
|
70.515 |
|
*65.050 |
|
+8,4% |
||||||
Eslováquia |
|
950 |
|
0,3 |
|
– |
||||||
Marrocos |
|
306 |
|
188 |
|
+62,8% |
||||||
Chéquia |
|
20 |
|
85 |
|
-76,5% |
||||||
|
||||||||||||
Pegada de carbono (t CO2e)1 |
|
2025 |
|
20242 |
|
Δ 2025/2024 |
||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Pegada de carbono (âmbito 3) por país |
|
30.223.284 |
|
33.179.124 |
|
-8,9% |
||||||||
Polónia |
|
20.386.437 |
|
23.255.905 |
|
-12,4% |
||||||||
Portugal |
|
6.057.347 |
|
6.360.378 |
|
-4,6% |
||||||||
Colômbia |
|
3.725.616 |
|
3.552.267 |
|
+4,8% |
||||||||
Marrocos |
|
8.689 |
|
9.423 |
|
-7,8% |
||||||||
Eslováquia |
|
44.881 |
|
8 |
|
– |
||||||||
Chéquia |
|
314 |
|
1.143 |
|
-72,5% |
||||||||
Pegada de carbono (âmbito 3) por categoria |
|
30.223.284 |
|
33.179.124 |
|
-8,9% |
||||||||
C1. Produtos e serviços comprados |
|
25.972.816 |
|
29.126.300 |
|
-10,8% |
||||||||
C2. Bens de capital |
|
594.472 |
|
452.588 |
|
+31,3% |
||||||||
C3. Atividades relacionadas com combustível e energia |
|
269.362 |
|
296.397 |
|
-9,1% |
||||||||
C4. Transporte e distribuição a montante |
|
272.298 |
|
267.219 |
|
+1,9% |
||||||||
C5. Resíduos gerados nas operações |
|
53.272 |
|
55.254 |
|
-3,6% |
||||||||
C6. Viagens de trabalho |
|
3.280 |
|
3.691 |
|
-11,1% |
||||||||
C7. Viagens pendulares |
|
22.349 |
|
21.108 |
|
+5,9% |
||||||||
C8. Ativos alugados a montante |
|
– |
|
– |
|
– |
||||||||
C9. Transporte e distribuição a jusante |
|
– |
|
– |
|
– |
||||||||
C10. Transformação de produtos vendidos |
|
569 |
|
1.425 |
|
-60,1% |
||||||||
C11. Uso de produtos vendidos |
|
1.658.918 |
|
1.624.066 |
|
+2,1% |
||||||||
C12. Fim de vida de produtos vendidos |
|
1.366.193 |
|
1.320.803 |
|
+3,4% |
||||||||
C13. Ativos alugados a jusante |
|
– |
|
– |
|
– |
||||||||
C14. Franchises |
|
– |
|
– |
|
– |
||||||||
C15. Investimentos |
|
9.755 |
|
10.273 |
|
-5,0% |
||||||||
Emissões biogénicas de CO2 provenientes da combustão |
|
0 |
|
0 |
|
– |
||||||||
Receita líquida (milhões de euros) |
|
35.991 |
|
33.464 |
|
+7,6% |
||||||||
|
||||||||||||||
Relativamente às emissões de âmbito 3, registou-se uma redução de 8,9% em resultado da atualização dos fatores de emissão, em particular, para os produtos alimentares. A variação das emissões de âmbito 3 está também associada à utilização de estimativas no cálculo destas emissões que, na sua maioria, são indexadas ao volume de compras e vendas das Companhias.
Em 2025, as emissões calculadas com base em dados primários de atividade representaram 12,0% do total das emissões de âmbito 3. Para aumentarmos o conhecimento sobre a pegada de carbono da nossa cadeia de abastecimento, lançámos uma plataforma de comunicação com fornecedores e iniciámos em 2024 um programa de envolvimento que tem como objetivo partilhar os objetivos de descarbonização das Companhias e iniciar a partilha de dados que permitam aumentar a precisão da pegada de carbono da nossa cadeia de valor.
A interação com alguns dos principais fornecedores da Biedronka, Pingo Doce, Recheio, Ara, Hebe e JMA revelou um panorama diversificado em termos de compromisso e ações implementadas para a redução das emissões de GEE. A maioria dos 52 fornecedores contactados em 2025 demonstra um alinhamento com os padrões internacionais de contabilidade de GEE, com 48% a atualizarem os seus inventários anualmente e 38% a garantirem a verificação por terceiros das suas emissões. Em relação às metas de redução de emissões, 58% dos fornecedores contactados estabelecem metas para as emissões de âmbitos 1 e 2, e 30% incluem também metas para o âmbito 3. Adicionalmente, 21% destes 52 fornecedores têm metas validadas pela Science Based Targets initiative (SBTi) e 17% estão em processo de definição das suas metas, o que revela interesse por parte da nossa cadeia de abastecimento relativamente ao compromisso de mitigar as alterações climáticas. A implementação de estratégias climáticas é outro aspeto positivo, com 50% dos fornecedores contactados a publicarem planos de transição climática ou de descarbonização.
As ações implementadas pelos fornecedores contactados para reduzir o consumo de energia e as emissões de GEE são diversificadas. A medida mais frequentemente reportada é a melhoria da eficiência energética através de atualizações tecnológicas e modernização de equipamentos, adotada por 81% dos 52 fornecedores que responderam. Adicionalmente, 60% referem formação de colaboradores em práticas de eficiência energética, e 56% indicam a realização de auditorias energéticas e/ou a implementação de planos de eficiência energética. A compra e/ou geração de energia renovável (incluindo PPA, tarifas verdes e produção on-site) é reportada por 54% dos fornecedores. Em medidas mais específicas, 28,8% referem o uso de gases refrigerantes naturais ou de baixo PAG em sistemas de AVAC e refrigeração, e 23% indicam ações de redução de emissões no transporte.
As medidas adicionais especificadas pelos fornecedores evidenciam um reforço das estratégias de descarbonização, assente em investimentos estruturais e em abordagens integradas. Destacam-se a instalação de unidades fotovoltaicas para autoconsumo e a construção de centrais solares de maior dimensão, bem como a modernização de infraestruturas industriais, incluindo sistemas de refrigeração mais eficientes, recuperação de calor, cogeração e eletrificação de processos. Vários fornecedores reportam ainda a implementação de programas corporativos de eficiência energética, com metas e indicadores definidos, bem como a definição de estratégias formais de descarbonização com objetivos de neutralidade carbónica ou net zero até 2040-2050. Adicionalmente, algumas iniciativas incidem sobre a cadeia de abastecimento e a reformulação de produtos, privilegiando matérias-primas com menor intensidade carbónica, bem como a redução do consumo de recursos naturais.
Com o objetivo de obter dados primários de maior granularidade por parte dos fornecedores, a Biedronka tem vindo a desenvolver calculadoras da pegada de carbono para os principais produtos de Marca Própria e perecíveis, tendo desenvolvido oito calculadoras e organizado em 2025 cinco workshops para 320 fornecedores. Também a JMA tem vindo a calcular a pegada de carbono dos seus produtos, tendo já obtido a certificação da pegada de carbono da carne bovina Aberdeen Angus da Best Farmer (2024) e da carne de borrego Ovinos da Tapada (2025).
À medida que se reduzir a nossa dependência de estimativas para o cálculo de emissões de âmbito 3, será mais fácil identificar oportunidades adicionais de redução da pegada de carbono junto dos nossos fornecedores e assim convergir com as nossas metas de redução deste âmbito, definidas no nosso Plano de Transição climática e na página “Compromissos”.
No que diz respeito à intensidade das emissões de GEE (âmbitos 1, 2 e 3) com base nas receitas líquidas (cada 1.000 euros de vendas) esta diminuiu de 1,015 para 0,862 toneladas de CO2e, refletindo o aumento da eficiência nas nossas operações.
Intensidade das emissões de GEE |
|
2025 |
|
2024 |
|
Δ 2025/2024 |
||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Pegada de carbono global (t CO2e)1 |
|
31.009.473 |
|
*33.963.542 |
|
-8,7% |
||||||
Âmbito 1 – impactes diretos |
|
242.572 |
|
204.133 |
|
+18,8% |
||||||
Âmbito 2 – impactes indiretos |
|
543.617 |
|
580.285 |
|
-6,3% |
||||||
Âmbito 3 – outros impactes indiretos |
|
30.223.284 |
|
33.179.124 |
|
-8,9% |
||||||
Receita líquida (Milhões euros) |
|
35.991 |
|
33.464 |
|
+7,6% |
||||||
Intensidade (t CO2e/000’ euro) |
|
0,862 |
|
*1,015 |
|
-15,1% |
||||||
|
||||||||||||
1 Emissões de âmbito 2 baseadas no mercado.