Promovemos regularmente ações de sensibilização e formação para os nossos fornecedores, criando momentos que complementam as visitas e auditorias que realizamos ao longo do ano. Estas iniciativas visam reforçar a preparação da nossa cadeia de abastecimento, tornando-a mais resiliente e alinhada com as práticas e expetativas das nossas Companhias. São sessões de partilha de boas práticas e alinhamento de objetivos, que permitem identificar oportunidades de melhoria de produtos e processos.
À semelhança dos anos anteriores, em 2025 conduzimos várias sessões de formação sobre temas como segurança alimentar e food defense, bem-estar animal, aspetos sociais e ambientais na cadeia de abastecimento, pegada de carbono, ecodesign de embalagens, utilização responsável de pesticidas, técnicas culturais e biopesticidas, combate à desflorestação e regulamentação europeia conexa, gestão da água e agricultura sustentável e regenerativa.
Mais de 5.200 representantes de fornecedores de perecíveis e Marca Própria participaram nas iniciativas que decorreram ao longo do ano na Colômbia, Eslováquia, Polónia e Portugal.
Promoção de agricultura sustentável
A distribuição alimentar, que representa mais de 98% da nossa faturação global, depende fortemente das atividades agrícolas, nomeadamente da sua produtividade e práticas de cultivo. A integração de princípios de sustentabilidade, incluindo os de agricultura regenerativa, contribui para a resiliência das áreas produtivas, reduz impactes ambientais, como a poluição dos solos, e ajuda a preservar serviços dos ecossistemas, como a polinização.
Foi com base nesta visão que, em 2013, criámos em Portugal um programa de agricultura sustentável pensado para os nossos fornecedores de fruta, legumes e flores. Este programa contempla ações de formação e a disponibilização gratuita do nosso Manual de Agricultura Sustentável que, alinhado com os princípios da estratégia europeia “Do Prado ao Prato”, promove boas práticas de uso do solo, a preservação da biodiversidade, a eficiência no consumo de água e energia, e a utilização adequada de fertilizantes e fitofármacos. Além disso, ajuda os produtores agrícolas a calcular o índice de sustentabilidade das suas explorações, permitindo-lhes identificar oportunidades de melhoria ao longo do tempo.
Em 2025, avaliámos 28 explorações agrícolas em Portugal (14 novas e 14 reavaliadas). O índice de sustentabilidade médio foi de 3,69 (numa escala de 1 a 5, em que 5 equivale à pontuação máxima), verificando-se uma ligeira melhoria nas explorações reavaliadas, cujo valor médio passou de 3,87 para 3,89.
A experiência acumulada revela que o melhor desempenho está ligado à gestão de resíduos e às práticas associadas às culturas, enquanto a gestão e o consumo de energia apresentam maior potencial para melhorar. Desde o início do projeto, envolvemos 217 explorações de 110 fornecedores, que representam cerca de 60% do volume de compras de fruta, legumes e flores das nossas Companhias em Portugal. Temos a meta de avaliar pelo menos 60 explorações em Portugal durante o período 2024-2026 – até final de 2025 já tínhamos avaliado 56.
Procuramos ainda que os nossos fornecedores adotem sistemas de certificação que garantem práticas de agricultura sustentável, como é o caso do Global G.A.P. Em 2025, mais de 95% do dos produtos de fruta e legumes comprados foram provenientes de fornecedores com esta certificação. Na Polónia e Eslováquia estamos a trabalhar para alcançar a certificação em todos os produtos de fruta e legumes comercializados até ao final de 2026.