Relatório e Contas 2025

28. Riscos financeiros

O Grupo encontra-se exposto a diversos riscos financeiros, nomeadamente: i. risco de preço, que inclui risco de taxa de juro, cambial e preço da energia elétrica; ii. risco transacional, que inclui risco de crédito e de liquidez; e iii. risco decorrente do portefólio de investimentos do Grupo, que abrange diversos riscos económico-financeiros, como os de taxa de juro, crédito, cambial ou inflação, assim como políticos e fiscais.

A gestão desta categoria de riscos concentra-se na imprevisibilidade dos mercados financeiros e procura minimizar os efeitos adversos dessa imprevisibilidade no desempenho financeiro do Grupo.

A este nível, certas exposições são geridas com recurso a instrumentos financeiros derivados.

A atividade desta área é conduzida pela Direção de Operações Financeiras, sendo responsável, com a cooperação das áreas financeiras das Companhias do Grupo, pela identificação e avaliação dos riscos e pela execução da cobertura de riscos financeiros, seguindo para o efeito as linhas de orientação que constam da Política de Gestão de Riscos Financeiros.

Trimestralmente, são apresentados à Comissão de Auditoria relatórios de compliance com a Política de Gestão de Riscos Financeiros.

28.1. Risco depreço

28.1.1. Risco cambial

A principal fonte de exposição a risco cambial advém das operações que o Grupo desenvolve na Polónia e na Colômbia.

Além dessas exposições, o Grupo adquire, no âmbito das atividades comerciais das suas subsidiárias, mercadorias em moeda estrangeira, primordialmente euros e dólares americanos, no caso das operações Polacas e Colombianas, e em dólares americanos no caso das operações Portuguesas. Regra geral, são transações com exposição temporal muito curta. Os riscos cambiais associados às importações são cobertos por compras a prazo da moeda de pagamento.

A gestão de risco cambial das Companhias operacionais está centralizada na Direção de Operações Financeiras do Grupo. Sempre que possível, as exposições são geridas através de operações de cobertura natural, nomeadamente através da contratação de dívida financeira em moeda local. Quando tal não se revela possível, são contratadas operações, mais ou menos estruturadas tais como: swaps, forwards ou opções.

A exposição do Grupo ao risco de taxa de câmbio em instrumentos financeiros reconhecidos em 31 de dezembro de 2025, era a seguinte:

Exposição do Grupo ao risco de taxa de câmbio em instrumentos financeiros

Em 31 de dezembro de 2025

 

Euro

 

Złoty

 

Peso
colombiano

 

Total

Ativos

 

 

 

 

 

 

 

 

Caixa e equivalentes de caixa

 

382

 

1.784

 

103

 

2.268

Empréstimos a joint ventures e associadas

 

3

 

 

 

 

 

3

Outros investimentos financeiros

 

23

 

 

 

23

Devedores, acréscimos e diferimentos

 

131

 

680

 

41

 

852

Instrumentos financeiros derivados

 

2

 

0

 

 

2

Total de ativos financeiros

 

541

 

2.463

 

144

 

3.148

Passivos

 

 

 

 

 

 

 

 

Empréstimos obtidos

 

110

 

310

 

830

 

1.250

Responsabilidades com locações

 

640

 

2.955

 

727

 

4.322

Instrumentos financeiros derivados

 

0

 

3

 

 

4

Credores, acréscimos e diferimentos

 

1.340

 

5.081

 

585

 

7.006

Total de passivos financeiros

 

2.091

 

8.350

 

2.141

 

12.582

Posição financeira líquida em balanço

 

(1.550)

 

(5.886)

 

(1.997)

 

(9.434)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 31 de dezembro de 2024

 

 

 

 

 

 

 

 

Total de ativos financeiros

 

626

 

1.901

 

162

 

2.688

Total de passivos financeiros

 

1.965

 

7.450

 

1.772

 

11.188

Posição financeira líquida em balanço

 

(1.339)

 

(5.550)

 

(1.611)

 

(8.499)

Considerando a posição dos ativos e passivos financeiros em balanço a 31 de dezembro de 2025, uma depreciação do złoty face ao euro na ordem dos 10% teria um impacto positivo em reservas cambiais nos capitais próprios de €535 milhões (em 31 de dezembro de 2024: um impacto positivo de €504 milhões). Em relação ao peso colombiano, uma depreciação face ao euro de 10% teria um impacto positivo em reservas cambiais nos capitais próprios de €182 milhões (em 31 de dezembro de 2024: um impacto positivo de €146 milhões).

Considerando os ativos financeiros líquidos relacionados com atividades operacionais que algumas subsidiárias do Grupo mantêm em moedas distintas da sua moeda funcional, uma depreciação de 10% da taxa de câmbio teria um impacto negativo em resultados de €50 milhões (2024: €52 milhões).

Atendendo ao conjunto dos ativos líquidos (financeiros e não financeiros) ao qual o Grupo se encontra exposto em złoty e em pesos colombianos, o efeito de uma depreciação de 10% dessas moedas, teria um impacto negativo de €195 milhões no total dos capitais próprios (em 31 de dezembro de 2024: um impacto negativo de €145 milhões).

28.1.2. Risco de taxa de juro (fluxos de caixa e justo valor)

Todos os passivos financeiros estão, de forma direta ou indireta, indexados a uma taxa de juro de referência, o que expõe o Grupo a risco de cash flow. Parte desses riscos são geridos com recurso à fixação de taxa de juro, o que expõe o Grupo a risco de justo valor.

A exposição a risco de taxa de juro é analisada de forma contínua. Para além da avaliação dos encargos futuros, com base nas taxas forward, realizam-se testes de sensibilidade a variações no nível de taxas de juro. O Grupo está exposto, fundamentalmente, à curva de taxa de juro do euro, do złoty e do peso colombiano.

A análise de sensibilidade é baseada nos seguintes pressupostos:

  • Alterações nas taxas de juro do mercado afetam proveitos ou custos relativos a juros de instrumentos financeiros negociados a taxas de juro variáveis;

  • Alterações nas taxas de juro de mercado apenas afetam os proveitos ou custos com juros relativos a instrumentos financeiros com taxas de juro fixas se estes estiverem reconhecidos ao justo valor;

  • Alterações nas taxas de juro de mercado afetam o justo valor de instrumentos financeiros derivados e outros ativos e passivos financeiros;

  • Alterações no justo valor de instrumentos financeiros derivados e outros ativos e passivos financeiros são estimados descontando os fluxos de caixa futuros de valores atuais líquidos, utilizando taxas de mercado no momento da avaliação.

Para cada análise, qualquer que seja a moeda, são utilizadas as mesmas alterações às curvas de taxa de juro. As análises são efetuadas para a dívida líquida, ou seja, são deduzidos os depósitos e aplicações em instituições financeiras e instrumentos financeiros derivados. As simulações são efetuadas tendo por base os valores líquidos de dívida e o justo valor dos instrumentos financeiros derivados às datas de referência e a respetiva alteração nas curvas de taxa de juro.

Baseado nas simulações realizadas em 31 de dezembro de 2025, ignorando o efeito dos derivados de taxa de juro, uma subida de 50 p.b. nas taxas de juro teria um impacto positivo, mantendo tudo o resto constante, de €4 milhões (2024: positivo em €4 milhões). Estas simulações são realizadas uma vez por trimestre, mas são revistas sempre que ocorrem alterações relevantes, tais como: emissão, resgate ou reestruturação de dívida, variações significativas nas taxas diretoras e na inclinação das curvas de taxa de juro.

28.1.3. Risco de preço da energia elétrica

No âmbito da sua atividade, o Grupo está exposto à flutuação dos preços de energia, uma vez que os seus contratos de fornecimento de energia elétrica são indexados a preço de mercado de referência, expondo o Grupo ao risco de variabilidade dos fluxos de caixa. O Grupo analisa regularmente a evolução do preço de energia elétrica, em todas as geografias onde opera, e quando as condições de mercado o permitam, procura fixar, para períodos mais ou menos longos, o preço da energia elétrica com os seus fornecedores, como forma de mitigar o respetivo risco. É o caso das empresas em Portugal, para as quais foi possível fixar o preço por MWh com o operador de eletricidade, até 2027.

Adicionalmente, tal como descrito na nota 12, foi celebrado um contrato de liquidação financeira, sobre o preço da eletricidade cobrindo uma parte das necessidades do Grupo. A 31 de dezembro de 2025, o justo valor deste instrumento financeiro derivado era de €1,6 milhões (€12,8 milhões negativos a 31 de dezembro de 2024).

Baseado nas simulações realizadas em 31 de dezembro de 2025, um aumento/redução de 5% (deslocação paralela da curva de preços) no preço da energia elétrica teria um impacto positivo/negativo, mantendo tudo o resto constante, de cerca de €3,2 milhões.

Para mais informação sobre a forma como gerimos o consumo de energia do Grupo, as nossas ações de redução de emissões de carbono, bem como o nosso plano de transição climática, consulte “Alterações climáticas”.

28.2. Risco transacional

28.2.1. Risco de crédito

O Grupo gere de forma centralizada a sua exposição a riscos de crédito sobre os seus depósitos bancários, aplicações financeiras e derivados contratados junto de instituições financeiras, competindo às Direções Financeiras das unidades de negócio a gestão do risco de crédito sobre os seus clientes e outros devedores.

Relativamente às instituições financeiras, o Grupo seleciona as contrapartes com que faz negócio com base nas notações de ratings atribuídas por uma das entidades independentes de referência. Para além da existência de um nível mínimo de rating aceitável para as instituições com quem se relaciona, existe ainda um valor máximo de exposição a cada uma destas entidades financeiras.

Permite-se que o banco onde cada Companhia deposita as suas receitas de lojas possa ter uma notação de rating inferior ao definido na política geral, na condição, porém, de o valor máximo de exposição não ultrapassar dois dias de vendas dessa empresa operacional.

A seguinte tabela apresenta um resumo, em 31 de dezembro de 2025 e 2024, da qualidade de crédito dos depósitos bancários, aplicações e instrumentos financeiros derivados de curto prazo com justo valor positivo:

Resumo da qualidade de crédito dos depósitos bancários, aplicações e instrumentos financeiros derivados de curto prazo com justo valor positivo

 

 

 

 

Saldo

Instituições financeiras

 

Rating

 

2025

 

2024

Standard & Poor’s

 

[A+ : AA]

 

283

 

42

Standard & Poor’s

 

[BBB+ : A]

 

489

 

312

Standard & Poor’s

 

[BB+ : BBB]

 

 

25

Moody’s

 

[A2 : A1]

 

367

 

248

Moody’s

 

[A3]

 

100

 

92

Moody’s

 

[Baa3:Ba1]

 

1

 

90

Fitch

 

[A- : A+]

 

922

 

536

Fitch

 

[BBB- : BBB+]

 

0

 

458

Fitch

 

[B- : BB+]

 

15

 

1

 

 

Não disponível

 

84

 

73

Total

 

 

 

2.261

 

1.878

Os ratings apresentados correspondem às notações atribuídas por agências de rating internacionais, enquadradas na política de gestão de risco financeiro do Grupo.

Em relação aos créditos comerciais a receber (clientes), o risco está essencialmente circunscrito ao negócio de Cash & Carry, já que os demais negócios operam numa base de venda a dinheiro ou com recurso a meios de pagamento eletrónicos, principalmente cartões bancários (débito e crédito). Este risco é gerido com base na experiência e conhecimento individual do cliente e/ou imposição de limites de crédito, cuja monitorização é feita mensalmente e revista anualmente pela Auditoria Interna. Adicionalmente, a empresa recorre à cobertura de seguros de crédito como forma de mitigação do risco associado.

A seguinte tabela apresenta uma análise da qualidade de crédito dos saldos a receber de clientes e outros devedores sem incumprimento, nem imparidade:

Qualidade de crédito dos ativos financeiros

 

 

2025

 

2024

Saldos de novos clientes (menos de seis meses)

 

1

 

3

Saldos de clientes sem histórico de incumprimento

 

72

 

66

Saldos de clientes com histórico de incumprimento

 

7

 

6

Saldos de outros devedores com garantias prestadas

 

38

 

18

Saldos de outros devedores sem garantias prestadas

 

208

 

200

Total

 

325

 

293

A seguinte tabela apresenta uma análise da concentração de risco de crédito de valores a receber de clientes e outros devedores, tendo em conta a sua exposição para com o Grupo:

Concentração de risco de crédito dos ativos financeiros

 

 

2025

 

2024

 

 

N.º

 

Saldo

 

N.º

 

Saldo

Clientes com saldo superior a €1.000 milhares

 

3

 

11

 

13

 

10

Clientes com saldo entre €250 milhares e €1.000 milhares

 

28

 

17

 

29

 

14

Clientes com saldo inferior a €250 milhares

 

8.915

 

53

 

9.062

 

50

Outros devedores com saldo superior a €250 milhares

 

19

 

200

 

77

 

169

Outros devedores com saldo inferior a €250 milhares

 

355

 

45

 

2.659

 

50

 

 

9.320

 

325

 

11.840

 

293

A exposição máxima ao risco de crédito, às datas de 31 de dezembro de 2025 e 2024, é o respetivo valor de balanço dos ativos financeiros.

28.2.2. Risco de liquidez

A gestão do risco de liquidez passa pela manutenção de um adequado nível de disponibilidades, assim como pela negociação de linhas e limites de crédito que permitam, não apenas garantir o desenvolvimento normal das atividades do Grupo, mas também assegurar alguma flexibilidade para absorção de choques exógenos à atividade.

A gestão das necessidades de tesouraria é feita com base no planeamento de curto prazo (realizado diariamente), tendo subjacente os planos anuais, que são revistos de forma regular ao longo do ano.

A tabela abaixo apresenta as responsabilidades do Grupo por intervalos de maturidade residual contratual. Os montantes apresentados na tabela são os fluxos de caixa contratuais não descontados. Adicionalmente, é de realçar que todos os instrumentos financeiros derivados que o Grupo contrata são regularizados/pagos pelo seu valor líquido.

Exposição ao risco de liquidez

2025

 

Menos de
1 ano

 

Entre
1 e 5 anos

 

Mais de
5 anos

Empréstimos obtidos

 

780

 

516

 

86

Credores

 

6.550

 

 

Responsabilidades com locações

 

703

 

2.430

 

3.551

Total

 

8.033

 

2.946

 

3.637

Exposição ao risco de liquidez 2024

2024

 

Menos de
1 ano

 

Entre
1 e 5 anos

 

Mais de
5 anos

Empréstimos obtidos

 

545

 

496

 

117

Instrumentos financeiros derivados

 

(1)

 

0

 

18

Credores

 

5.830

 

 

Responsabilidades com locações

 

670

 

2.248

 

3.372

Total

 

7.044

 

2.744

 

3.507

O Grupo, no âmbito da emissão de dívida de médio e longo prazo, tem previstos em contratos alguns covenants usuais neste tipo de financiamentos.

Estes covenants incluem:

  • Limitações na alienação e penhor de ativos, acima de determinados limites;

  • Limitações nas fusões e/ou cisões quando as mesmas impliquem a saída de ativos acima de determinado limite do perímetro de consolidação;

  • Cláusula de manutenção do controlo da sociedade emitente pelo atual acionista maioritário;

  • Limite nos rácios de Dívida Líquida/EBITDA, com os cálculos efetuados excluindo o efeito da adoção da IFRS 16;

  • Cumprimento de standards sociais e ambientais.

Em alguns casos, o não cumprimento destes rácios pode implicar o vencimento antecipado da dívida associada. Em dezembro de 2025 o Grupo cumpria com todos os covenants assumidos na dívida que tinha emitida.

O Grupo mantém ao longo do ano reservas de liquidez sob a forma de linhas de crédito contratadas junto das instituições financeiras com que se relaciona, de forma a assegurar a capacidade de cumprir com os seus compromissos, sem ter de se financiar em condições desvantajosas e desfavoráveis. Assim, em 31 de dezembro de 2025, o Grupo tinha contratadas linhas de crédito que não se encontravam a ser utilizadas no montante global de €1.357 milhões.

Adicionalmente, o Grupo possuía em 31 de dezembro de 2025 uma reserva de liquidez constituída por Caixa e equivalentes de caixa no montante de €2.268 milhões.

O Grupo estima assim satisfazer todas as suas necessidades de tesouraria com recurso aos fluxos da atividade operacional, a reservas de liquidez, e, caso venha a ser necessário, recorrendo às linhas de crédito disponíveis.

Credores

A rubrica de Credores compreende essencialmente as responsabilidades com fornecedores de mercadorias, que, à data de 31 de dezembro de 2025, representavam 83% do valor total. As empresas do Grupo acordam com os seus fornecedores diferentes condições de pagamento, que ficam estabelecidas em contrato geral de fornecimento, tendo em consideração as práticas habituais de mercado, a tipologia e dimensão dos fornecedores e a categoria dos produtos abastecidos.

A tabela abaixo apresenta as responsabilidades com fornecedores de mercadorias, segregando os montantes pagos ao abrigo de protocolos de confirming.

Responsabilidades com fornecedores de mercadorias

 

 

€ milhões

 

%

 

Intervalo de prazos de pagamento

Responsabilidades com fornecedores, ao abrigo de protocolos de confirming (os quais recebem as suas faturas em 7 dias)

 

1.006

 

18,5%

 

74% das responsabilidades foram pagas entre 30 e 60 dias

Responsabilidades com fornecedores, não enquadrados em protocolos de confirming

 

4.426

 

81,5%

 

72% das responsabilidades foram pagas entre 30 e 60 dias

Credores, acréscimos e diferimentos – Fornecedores (nota 20)

 

5.433

 

 

 

 

As responsabilidades pagas fora dos intervalos acima apresentados respeitam essencialmente a produtos alimentares perecíveis, para os quais se acordam prazos de pagamento inferiores a 30 dias, ou a produtos não-alimentares de baixa rotação (por exemplo livros ou brinquedos), para os quais é usual acordar prazos mais dilatados.

Acordos de financiamento com fornecedores (“confirming” ou “reverse factoring”)

Conforme referido nas notas 2.7 e 20, algumas subsidiárias do Grupo celebraram protocolos de confirming com instituições financeiras, de adesão voluntária por parte dos fornecedores, que lhes permitem antecipar o recebimento das suas faturas para cerca de 7 dias, mediante um custo. De acordo com as condições destes protocolos, os montantes permanecem registados como valores a pagar a fornecedores, considerando que, em substância, se mantêm as características de dívida comercial. Os fornecedores que não aderem a estes protocolos recebem no prazo acordado contratualmente.

À data de 31 de dezembro de 2025, as responsabilidades existentes ao abrigo de protocolos de confirming ascendiam a €1.006 milhões (2024: €882 milhões), representando 18,5% do total de fornecedores de mercadorias, não existindo montantes para além dos prazos de pagamento acordados com os fornecedores.

Mais informações, especificamente acerca de ações no âmbito da sustentabilidade, encontra-se detalhada em "Iniciativas e práticas de pagamento a fornecedores”.

28.2.3. Gestão de risco de capital

O Grupo procura manter um nível de capitais próprios adequado que lhe permita não só assegurar a continuidade e desenvolvimento da sua atividade, como também proporcionar uma adequada remuneração para os seus acionistas e a otimização do custo de capital.

O equilíbrio da estrutura de capital é monitorizado com base no rácio de alavancagem financeira (Gearing), calculado de acordo com a seguinte fórmula: Dívida líquida/Fundos de acionistas, e pelo rácio Dívida líquida/EBITDA. O Conselho de Administração estabeleceu como alvo um nível de Gearing inferior a 100%, consistente com uma notação de rating de investimento (investment grade) e um rácio Dívida líquida/EBITDA inferior a 3.

Os referidos rácios, a 31 de dezembro de 2025 e 2024, calculados sem o efeito da adoção da norma IFRS 16, conforme são analisados pela Gestão, eram os seguintes:

Rácios de Gearing

 

 

2025

 

2024

Capital investido

 

2.948

 

2.749

Dívida líquida

 

(866)

 

(726)

Fundos de acionistas

 

3.814

 

3.475

Gearing1

 

n.a.

 

n.a.

EBITDA

 

1.811

 

1.622

Dívida líquida/EBITDA

 

(0,5)

 

(0,4)

1

A 31 de dezembro de 2025 e 2024 a dívida líquida era positiva.

Bens perecíveis
Produtos com um prazo de validade limitado e que requerem um armazenamento adequado para evitar que se estraguem, por exemplo, frutas frescas, vegetais, alimentos prontos a consumir, carne e peixe vendidos ao balcão e produtos lácteos.
Gearing
Gearing é o montante de dívida que uma empresa utiliza para financiar as suas operações em relação ao capital próprio. A métrica financeira é obtida dividindo a Dívida Líquida pelos Fundos dos Acionistas (Interesses não controlados, Capital e Lucros retidos) inscritos no Balanço.

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