Relatório e Contas 2025

Foco no crescimento rentável

As vendas do Grupo cresceram 7,6% (+6,7% a taxas de câmbio constantes), atingindo os 36 mil milhões de euros, com um LFL de 2,5%.

Contribuição para o crescimento de vendas

(€ Milhões)

Contribuição para o crescimento de vendas (gráfico de barras)
Vendas Consolidadas

 

 

2025

 

Δ%

 

LFL

(€ Milhões)

 

 

 

% total

 

excl. F/X

 

Euro

 

Biedronka

 

25.343

 

70,4%

 

5,9%

 

7,5%

 

1,9%

Pingo Doce1

 

5.342

 

14,8%

 

 

 

5,3%

 

3,7%

Recheio

 

1.399

 

3,9%

 

 

 

3,0%

 

3,0%

Ara

 

3.228

 

9,0%

 

17,4%

 

13,3%

 

5,8%

Hebe

 

626

 

1,7%

 

5,7%

 

7,4%

 

1,0%

Outros & Ajustes de Consolidação

 

54

 

0,1%

 

 

 

n.a.

 

 

Total JM

 

35.991

 

100%

 

6,7%

 

7,6%

 

2,5%

1

inclui valores de vendas de loja e combustível

Na Polónia, a inflação alimentar atingiu, no ano, uma média de 4,7%, tendo-se registado, a partir de setembro, uma tendência de desaceleração que levou a que, em dezembro, este índice de preços se reduzisse para 2,4%.

Ao longo do ano, no que respeita ao consumo alimentar, as famílias mantiveram-se contidas e orientadas para preços baixos e oportunidades de poupança, e o ambiente competitivo continuou intenso e promocional.

A Biedronka registou uma dinâmica comercial forte, manteve a liderança de preço e continuou a trabalhar na evolução do sortido e na expansão da sua rede de lojas. Assim, e sobre um desempenho que, nos últimos anos, superou sucessivamente o do mercado, a insígnia entregou mais um ano de sólido crescimento de vendas e reforçou a sua quota de mercado.

A Hebe operou, ao longo de todo o ano, num contexto marcado por uma intensa e crescente concorrência de preços, que levou a insígnia a registar deflação no cabaz. Alavancando na exclusividade do seu sortido, a Companhia manteve a diferenciação que a caracteriza, protegeu a posição competitiva e cresceu vendas.

Em Portugal, a inflação alimentar no ano atingiu 2,8% e, no que respeita ao mercado de retalho alimentar, os consumidores continuaram muito focados nas oportunidades de preço e promoções.

O canal HoReCa registou uma dinâmica mista face a 2024, tendo-se revelado favorável nos hotéis e mais difícil nos restaurantes e cafés.

O Pingo Doce manteve, ao longo de todo o ano, a intensidade das suas reconhecidas ações comerciais e avançou no plano de investimento que lhe permite converter as lojas no conceito All About Food, reforçando a sua diferenciação na oferta de frescos e soluções de comida pronta. Com uma proposta de valor fortalecida, a insígnia registou um crescimento de vendas robusto.

O Recheio entregou também um bom desempenho de vendas. No canal HoReCa, o crescimento foi impulsionado pela competitividade e atratividade da oferta, que combina preço, qualidade do sortido –particularmente diferenciado em perecíveis – e nível do serviço prestado. No canal tradicional, merece destaque a expansão da rede de lojas da parceria Amanhecer que, no ano, atingiu 758 localizações, mais 52 do que no ano anterior.

Na Colômbia, a inflação alimentar cifrou-se em 5,2% na média do ano.

Os consumidores permaneceram sob elevada pressão em termos de rendimento disponível e, como tal, os preços baixos e as promoções assertivas mantiveram-se fundamentais no mercado alimentar.

A Ara continuou focada em garantir a preferência dos consumidores nos bairros onde opera, executando com rigor a sua estratégia promocional para criar oportunidades de poupança relevantes para as famílias colombianas. A consistência do seu posicionamento levou a um bom desempenho de vendas, essencialmente suportado no crescimento dos volumes, já que a insígnia operou com baixa inflação no cabaz (e sempre inferior à inflação alimentar do país) ao longo de todo o ano.

O EBITDA do Grupo foi de 2,5 mil milhões de euros, 11,1% acima de 2024 (+9,9% a taxas de câmbio constantes). A respetiva margem foi de 6,9% versus 6,7% em 2024.

Contribuição para o crescimento do EBITDA

(€ Milhões)

Contribuição para o crescimento do EBITDA (gráfico de barras)

Na Biedronka, o EBITDA aumentou 9,8% (+8,1% em moeda local), com a respetiva margem a atingir 7,9% (7,7% em 2024). Este desempenho resultou do sólido crescimento de vendas, combinado com uma gestão disciplinada dos custos e um foco reforçado na produtividade. Assim, mitigou-se a pressão gerada pela competitividade de preço e pela inflação nos custos, principalmente relativa aos salários.

A Hebe, perante um contexto muito promocional, trabalhou para proteger a rentabilidade através do mix de vendas e da gestão de custos, tendo crescido o seu EBITDA em 9,7% (+8,0% em moeda local), com a respetiva margem a atingir 10,4% (10,2% em 2024).

No Pingo Doce, o EBITDA cresceu 8,5%, tendo a respetiva margem subido para 6,0% (5,8% em 2024), impulsionada pelo crescimento das vendas e pelas iniciativas para aumentar a produtividade e contrariar a pressão dos custos.

O Recheio entregou um crescimento de EBITDA de 4,6%, com a respetiva margem a fixar-se nos 5,2% (5,1% em 2024). Para este crescimento contribuiu, para além do desempenho positivo das vendas, o posicionamento muitíssimo competitivo do Recheio no canal HoReCa, que permitiu à insígnia beneficiar da dinâmica mais positiva aí registada.

Na Ara, o EBITDA esteve 37,6% acima de 2024 (+42,7% em moeda local), com a respetiva margem a subir para 4,1% (3,4% em 2024). O bom desempenho da margem reflete, para além do crescimento das vendas, o trabalho iniciado em 2024 para proteger a margem bruta e limitar os efeitos da inflação e da reforma laboral nos custos.

Detalhe do EBITDA

 

 

2025

 

2024

(€ Milhões)

 

 

 

Mg

 

 

 

Mg

Biedronka

 

1.991

 

7,9%

 

1.814

 

7,7%

Pingo Doce

 

322

 

6,0%

 

296

 

5,8%

Recheio

 

72

 

5,2%

 

69

 

5,1%

Ara

 

132

 

4,1%

 

96

 

3,4%

Hebe

 

65

 

10,4%

 

59

 

10,2%

Outros & Ajustes de Consolidação

 

(103)

 

n.a.

 

(103)

 

n.a.

EBITDA Consolidado

 

2.480

 

6,9%

 

2.232

 

6,7%

O programa de investimento manteve-se como a principal prioridade na alocação de capital. Neste contexto, o foco foi tornar as nossas insígnias ainda mais próximas dos consumidores e, em simultâneo, atualizar os parques de lojas existentes com os últimos standards de equipamentos e layout que nos permitem elevar a qualidade do sortido, a experiência de compra e a eficiência das operações. Ao longo de 2025 mantivemos um ritmo exigente de expansão, totalizando 448 novas lojas, e remodelámos 281 localizações.

No contexto do ambicioso plano de investimento que executámos, merece destaque o início da internacionalização da Biedronka, com a entrada na Eslováquia, onde inaugurámos 15 lojas e um centro de distribuição.

TOTAL
ABERTURAS*

448

TOTAL
REMODELAÇÕES**

284

BIEDRONKA

181

ABERTURAS
(152 líquidas)

200

REMODELAÇÕES

Pingo doce

9

ABERTURAS
(8 líquidas)

52

REMODELAÇÕES

recheio

-

ABERTURAS

1

REMODELAÇÃO

Ara

225

ABERTURAS
(215 líquidas)

27

REMODELAÇÕES

Hebe

18

ABERTURAS
(13 líquidas)

1

REMODELAÇÃO

* Inclui a abertura de 15 lojas na Eslováquia

** Inclui a remodelação de uma loja da Jeronymo e duas da Hussell

Em 2025, o programa de investimento totalizou 1,2 mil milhões de euros. O acréscimo em relação ao ano anterior é atribuído, principalmente, ao maior número de aberturas de lojas na Colômbia; ao investimento em projetos de loja da Biedronka, incluindo o sistema de devolução de embalagens e a introdução de etiquetas eletrónicas de preço; ao início dos investimentos em dois novos centros de distribuição na Polónia, sendo um deles automatizado e com abertura prevista para anos subsequentes; ao início das operações da Biedronka na Eslováquia; e ao reforço da capacidade produtiva em diversas áreas do negócio agroalimentar em Portugal. A este valor acrescem 85 milhões de euros de investimentos financeiros, canalizados principalmente para as áreas do salmão e do bacalhau de aquacultura na Noruega.

Programa de investimento

(€ Milhões)

 

2025

Área de Negócio

 

Expansão1

 

Outros2

 

Total

Biedronka

 

229

 

376

 

604

Lojas

 

88

 

336

 

424

Logística e Estrutura Central

 

141

 

40

 

181

Pingo Doce

 

23

 

199

 

222

Lojas

 

23

 

179

 

203

Logística e Estrutura Central

 

 

19

 

19

Recheio

 

24

 

11

 

35

Ara

 

201

 

28

 

228

Lojas

 

156

 

23

 

179

Logística e Estrutura Central

 

45

 

5

 

50

Total Distribuição Alimentar

 

476

 

613

 

1.090

Hebe

 

4

 

18

 

21

Serviços e Outros

 

77

 

8

 

86

Total JM

 

558

 

639

 

1.197

% do EBITDA

 

22,5%

 

25,8%

 

48,3%

1

Novas lojas e centros de distribuição

2

Remodelação, manutenção e outros

Investimento por área de negócio

Investimento por área de negócio (gráfico circular)

A Biedronka executou o plano de expansão tal como planeado e inaugurou 181 novas lojas no ano (152 adições líquidas), tendo remodelado 200 localizações.

A operação de comércio eletrónico com entregas ultrarrápidas (Q-commerce), que opera sob a marca Biek, fechou o ano com 28 micro fulfilment centres, dos quais 5 abertos em 2025.

Na Eslováquia, a insígnia abriu as suas 15 primeiras lojas e um centro de distribuição, marcando assim a entrada num novo mercado.

A Hebe registou 16 aberturas de lojas no mercado polaco (11 adições líquidas), a que acresceu a abertura de mais duas lojas na República Checa.

O Pingo Doce deu prioridade, no plano de investimento, ao projeto de conversão das lojas para o conceito All About Food, reforçando a sua diferenciação na oferta de frescos e soluções de comida pronta. No ano, foram remodeladas 52 lojas e abertas 9 novas localizações (8 adições líquidas).

O Recheio focou-se na remodelação da loja de Évora – com especial atenção dedicada às novas soluções implementadas na área de frescos – e na construção de uma nova loja em Lisboa, inaugurada já no início de 2026.

A Ara executou, com sucesso, o seu programa de expansão, fechando o ano com um parque de 1.653 localizações, para que contribuíram as 225 aberturas (215 adições líquidas), que incluem as lojas anteriormente operadas pela Colsubsidio.

Na área agroalimentar em Portugal, para além da aquisição, pela Supreme Fruits, da operação de trading de frutas e legumes do Grupo Luís Vicente, que vem reforçar a aposta neste setor, é também de destacar o aumento para 40% da participação financeira na Andfjord Salmon, empresa norueguesa de criação de salmão e, ainda, a entrada, com uma participação de 18%, no capital da Norcod, empresa de aquacultura de bacalhau.

Num ano em que a contenção dos consumidores e a sua apetência por preços baixos continuou a instigar contextos competitivos intensos, as insígnias do Grupo conseguiram proteger a rentabilidade enquanto mantiveram a competitividade de preço e melhoraram a qualidade das operações, através do seu plano de investimentos. O sólido crescimento das vendas e a gestão disciplinada dos custos contribuíram para este desempenho.

A rentabilidade do capital investido, calculada sob a forma de Pre-Tax ROIC, foi de 20,1% (20,0% em 2024).

PRE-TAX ROIC

(€ Milhões)

Pre-tax ROIC (gráfico de barras)
Bens perecíveis
Produtos com um prazo de validade limitado e que requerem um armazenamento adequado para evitar que se estraguem, por exemplo, frutas frescas, vegetais, alimentos prontos a consumir, carne e peixe vendidos ao balcão e produtos lácteos.
HoReCa
HoReCa é o acrónimo de Hotéis, Restaurantes e Cafés/Catering. Refere-se aos sectores da indústria hoteleira que servem alimentos e bebidas e oferecem alojamento.
Like-for-like (LFL)
Vendas efetuadas por lojas e plataformas de comércio eletrónico que funcionaram nas mesmas condições e comparadas num período com as do período anterior. Excluem-se as lojas que abriram ou encerraram num dos dois períodos. As vendas das lojas que sofreram remodelações profundas excluem-se durante o período da remodelação (encerramento da loja).

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