Vários mecanismos e funções internas colaboram para assegurar que o nosso modelo de governo de sustentabilidade é acompanhado, apoiado e gerido de forma eficaz. O Conselho de Administração mantém a autoridade sobre as matérias de gestão estratégica do Grupo, em particular as relacionadas com a definição das suas políticas gerais e da sua estrutura corporativa. O Conselho tem como objetivo assegurar a sustentabilidade económica, financeira, social e ambiental dos objetivos de longo prazo da Companhia, contribuindo também de forma eficaz para a comunidade em geral. O Conselho de Administração eleito para o mandato 2025-2027 é composto por onze membros, quatro mulheres (36,4%) e sete homens (63,6%), resultando num rácio médio de mulheres para homens – como definido nas ESRS – de 57,1%. Do total de membros, um é executivo e dez são não‑executivos, dos quais 7 são independentes (64% do Conselho de Administração).
A nomeação e substituição dos membros do Conselho de Administração é decidida na Assembleia Geral Anual de Acionistas. A Sociedade incentiva a que as propostas a apresentar pelos acionistas para cada novo mandato dos órgãos sociais sejam fundamentadas quanto à adequação dos perfis, conhecimentos e currículos para as funções a desempenhar por cada candidato. Como tal, as propostas submetidas devem mencionar estes elementos, nomeadamente para fundamentar as nomeações com base na adequação do perfil, nas competências e no currículo, tendo em consideração os últimos cinco anos de experiência. O Grupo Jerónimo Martins apela ainda aos seus acionistas para que, na construção das propostas que venham a apresentar para os novos mandatos dos órgãos sociais, considerem requisitos de diversidade, dando particular atenção à diversidade de género, nos termos da lei, e que contribuam igualmente para a melhoria de desempenho de tais órgãos e para o equilíbrio da sua composição, para além de observarem, nomeadamente, critérios de competência, independência, integridade, disponibilidade e experiência. O Grupo considera que os seus acionistas mantiveram a salvaguarda da diversidade de género, a diversidade etária, a diversidade de habilitações e a diversidade de experiência profissional.
No que diz respeito à experiência e conhecimentos em matéria de sustentabilidade, o Conselho de Administração assegurou, para o mandato 2025-2027, a inclusão destas competências na sua composição. A diversidade de perfis do Conselho de Administração reflete uma sólida especialização na área da sustentabilidade, nomeadamente, em temas como finanças sustentáveis, igualdade de género e proteção do ambiente. Entre os membros, contam‑se uma administradora com reconhecido contributo no desenvolvimento das finanças sustentáveis na União Europeia e representação num projeto global que visa promover a liderança feminina, dois administradores envolvidos na governação de uma fundação dedicada à conservação marinha e uma administradora com experiência na gestão de uma organização de biotecnologia focada na produção de ingredientes biodegradáveis. Há ainda vários membros do Conselho de Administração com experiência em governação corporativa e conduta empresarial.
Durante o ano de 2025, esta composição contribuiu diretamente para a capacidade de avaliar e acompanhar os temas de sustentabilidade mais relevantes para o Grupo, tais como a integração de perspetivas financeiras na tomada de decisões sobre tópicos ambientais, suportada pela experiência em iniciativas de finanças sustentáveis, a monitorização de práticas laborais, consolidada pelas competências reconhecidas na promoção da igualdade e governação responsável, e a verificação dos aspetos associados à qualidade e segurança de produto, processos responsáveis e sustentáveis de produção e inovação, ao beneficiar da experiência em biotecnologia sustentável.
Do ponto de vista da gestão corrente dos negócios, há diferentes direções funcionais que contribuem para assegurar o alinhamento e a incorporação de questões de sustentabilidade nos nossos negócios. Destaca-se a Direção de Comunicação e Responsabilidade Corporativas, responsável por desenvolver a estratégia de sustentabilidade do Grupo, reforçar a sua reputação e promover práticas de gestão responsável em todas as Companhias e ao longo da cadeia de valor. A Chief Corporate Communications and Responsibility Officer do Grupo assegura esta área ao mais alto nível e responde diretamente ao Administrador-Delegado que é também o presidente do Conselho de Administração.
A Comissão de Governo da Sociedade e de Responsabilidade Corporativa (CGSRC) assume a supervisão do Grupo em questões de sustentabilidade e colabora diretamente com o Conselho de Administração. Esta comissão é responsável por avaliar e propor linhas de orientação estratégica, acompanhando e supervisionando de modo permanente as matérias relativas: i) ao governo societário, responsabilidade social, ambiente e ética; ii) à sustentabilidade dos negócios do Grupo; iii) aos códigos internos de ética e de conduta; e iv) aos sistemas de avaliação e resolução de conflitos de interesses, nomeadamente no que respeita as relações entre a Sociedade e os seus acionistas ou outros stakeholders. Nas reuniões agendadas, a Direção de Comunicação e Responsabilidade Corporativas apresenta uma atualização dos resultados e estatísticas conhecidos até à data pela CGSRC, bem como uma visão geral da forma como a Direção está a implementar medidas e ações para abordar as tendências e questões emergentes em matéria de sustentabilidade.
Adicionalmente, cada uma das Companhias do Grupo1 possui um Comité de Sustentabilidade dedicado, sendo realizadas reuniões regulares com uma frequência de duas a quatro por ano em função do volume de negócios e do impacto que as atividades de cada Companhia possam ter na estratégia e no progresso de sustentabilidade do Grupo. Estas reuniões têm como objetivo promover alinhamento e definir estratégias de atuação em áreas como mecanismos regulatórios europeus e internacionais em matéria de sustentabilidade, auditorias sociais e ambientais a fornecedores, bem-estar animal e ecodesign, bem como estabelecer objetivos de desempenho, cujos progressos são divulgados, numa lógica de melhoria contínua. Os Comités de Sustentabilidade são constituídos por diretores das direções funcionais de cada Companhia e por responsáveis de várias direções do centro corporativo, o que garante um alinhamento transversal no Grupo. No total, foram realizadas 18 reuniões em 2025.
Para saber mais sobre a composição, experiência e papel dos órgãos de administração, gestão e supervisão envolvidos em matéria de sustentabilidade, a forma como são informados sobre questões relacionadas com sustentabilidade e como estas questões são abordadas, consulte “Estrutura Acionista”, “Órgãos Sociais e Comissões” e “Organização Interna”.
A definição de objetivos e a monitorização do desempenho em matéria de sustentabilidade são realizadas de forma sistemática e integrada. O CEO, que preside ao Conselho de Administração e ao CGSRC, é responsável por tomar as decisões estratégicas sobre sustentabilidade e por apresentar ao Conselho políticas, compromissos, planos de ação e orçamentos. A implementação dos objetivos é objeto de discussão em reuniões do Conselho de Administração e encontra-se integrada na estratégia empresarial e no planeamento financeiro (ciclo 2024-2026), com objetivos intermédios e recursos definidos. Quanto à monitorização, nos Comités de Sustentabilidade, as Companhias do Grupo informam sobre o estado regular do progresso na execução das várias metas de sustentabilidade. A Chief Corporate Communications and Responsibility Officer, que reporta diretamente ao Administrador-Delegado, assegura a partilha regular do progresso das iniciativas fixadas. Também o CGSRC analisa regularmente esse progresso, uma vez que a sustentabilidade é ponto permanente da sua agenda.
A Sociedade está empenhada em integrar o desempenho em matéria de sustentabilidade nos regimes de incentivos, garantindo que os tópicos ambientais e sociais se refletem nos objetivos e incentivos dos colaboradores e equipas. O processo de avaliação de desempenho do Administrador-Delegado é anual, com acompanhamento trimestral, sendo disponibilizado à Comissão de Vencimentos um conjunto de documentação de suporte. Estas avaliações são sustentadas por evidências concretas e envolvem uma monitorização regular da execução e cumprimento de objetivos, incluindo metas de sustentabilidade, sendo a presença da Sociedade em índices específicos de ESG e as classificações obtidas em análises levadas a cabo por analistas independentes especializados importantes indicadores de desempenho2. De acordo com a política de remunerações, este indicador de desempenho faz parte de um conjunto de indicadores-chave que têm um peso de 50% na remuneração variável anual do Administrador-Delegado. O cumprimento de objetivos relacionados com o clima e com outros objetivos de responsabilidade corporativa fazem parte do regime de incentivos dos colaboradores em funções que influenciam a definição ou a implementação dos compromissos e metas climáticas do Grupo.
Para mais informações sobre a forma como integramos a performance de sustentabilidade nos sistemas de incentivos, consulte “Remunerações”.
Para cumprir as recomendações europeias em matéria de dever de diligência, as Companhias do Grupo têm vindo a implementar um conjunto de medidas que permite prevenir e mitigar os impactes negativos da atividade quer no ambiente, quer nas áreas de direitos humanos, laborais e outros aspetos sociais. Este processo de diligência devida segue as Diretrizes da OCDE para as Empresas Multinacionais e os Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos.
Elementos fundamentais |
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Localização na Declaração de Sustentabilidade |
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a) Integração da diligência devida em matéria de sustentabilidade na governação, na estratégia e no modelo de negócio |
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b) Colaborar com os stakeholders afetados em todas as etapas fundamentais da diligência devida |
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c) Identificar e avaliar impactos adversos |
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d) Tomar ações para lidar com estes impactos adversos |
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As medidas tomadas em relação aos impactos materiais, as abordagens para gerir os riscos materiais e procurar oportunidades materiais e a eficácia dessas medidas, relacionadas com:
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e) Acompanhar a eficácia destes esforços e comunicar |
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A nossa Política de Gestão de Risco e respetiva metodologia visa alinhar os objetivos e a estratégia do Grupo com uma avaliação estruturada e consistente dos riscos específicos e transversais. Esta abordagem permite-nos também monitorizar os riscos emergentes que podem afetar o Grupo e as suas Companhias.
O processo anual de gestão de risco desenvolvido pela nossa equipa de Risco envolve cerca de 70 managers representativos das Companhias do Grupo e dos países em que este opera. O principal objetivo da gestão de risco é assegurar a identificação, monitorização, avaliação e reporte dos riscos a que o Grupo e as suas Companhias estão expostos, bem como as medidas de mitigação mais relevantes. A avaliação anual é integrada no processo de planeamento estratégico, fornecendo informação às equipas executivas de gestão de todas as unidades de negócio, bem como à Comissão de Auditoria e ao Conselho de Administração, sendo esta avaliação devidamente considerada no processo de desenvolvimento e aprovação de todos os planos estratégicos. A avaliação de risco é igualmente partilhada com os nossos auditores internos e externos, constituindo um contributo relevante para os respetivos planos de auditoria. São realizadas revisões trimestrais para abordar questões críticas do negócio e monitorizar ativamente quaisquer riscos emergentes que sejam relevantes para o Grupo.
Para informações detalhadas sobre a gestão de risco e os controlos internos relativos ao reporte em matéria de sustentabilidade, consulte “Controlo Interno e Gestão de Riscos”.
1 Ara, Biedronka, Hebe, Hussel, Jeronymo, Jerónimo Martins Agro-Alimentar, Pingo Doce e Recheio são as Unidades de Negócio (Companhias) que contam com Comités de Sustentabilidade dedicados.
2 Para informações mais detalhadas relativas aos esquemas de incentivos relacionados com o desempenho de sustentabilidade, consultar “Metodologia de avaliação e atribuição da remuneração variável”.