Relatório e Contas 2025

Um futuro positivo para a floresta
6.º relatório de progresso
Políticas, compromissos e progresso

Papel e madeira

A forma como utilizamos fibras virgens de papel e madeira nos nossos produtos e embalagens de Marca Própria e perecíveis está alinhada com o Elemento 1 do roadmap para papel, pasta de papel e embalagens da FPCoA, e com a respetiva definição de floresta positiva. Como tal, comprometemo-nos a não contribuir para a desflorestação, conversão, degradação florestal e violação dos direitos humanos.

Para diminuir o risco de desflorestação associado aos nossos produtos e embalagens de Marca Própria e perecíveis, implementamos uma estratégia assente em três eixos:

  • incorporação progressiva de fibras recicladas;

  • monitorização da origem das fibras virgens pelo menos até ao nível nacional;

  • utilização de fibras virgens com certificação de sustentabilidade FSC® ou PEFC.

Uma floresta com solo coberto de musgo e raios de sol a brilhar entre as árvores (foto)

Em 2025, a utilização de fibras virgens de papel e madeira nos nossos produtos de Marca Própria e perecíveis, bem como nas respetivas embalagens, aumentou 10% face a 2024. Este aumento é explicado por dois fatores: a tendência global de substituição das embalagens de plástico por alternativas à base de papel e o aumento da procura de fibras recicladas de papel e madeira, que reduz a sua disponibilidade no mercado.

O nosso compromisso consiste em assegurar que o papel e a madeira utilizados nos nossos produtos de Marca Própria e perecíveis, bem como nas respetivas embalagens, não estão associados à desflorestação nem à conversão de ecossistemas com Alto Valor de Conservação (AVC), estabelecendo o dia 31 de dezembro de 2020 como data-limite para a cessação dessa conversão.

Neste contexto, os nossos dois principais objetivos são:

  • assegurar que 95% das fibras virgens utilizadas nos nossos produtos e 80% das fibras virgens utilizadas nas nossas embalagens dispõem de certificação de sustentabilidade, como FSC® ou PEFC, até ao final de 2026;

  • assegurar que 100% das fibras virgens utilizadas nos nossos produtos e embalagens dispõem de certificação de sustentabilidade FSC® ou PEFC até ao final de 2030.

A utilização de fibras virgens de papel e madeira nos produtos de Marca Própria e perecíveis nos três principais países onde operamos (Polónia, Portugal e Colômbia) é avaliada anualmente. Neste sentido, calculámos o consumo DCF destas fibras assumindo que:

  • os países identificados pela FPCoA como livres de desflorestação e conversão são considerados de risco negligenciável;

  • nos países identificados com elevado risco de fontes controversas, os esquemas de certificação de sustentabilidade FSC® ou PEFC são considerados DCF.

Progresso em 2025

A utilização de fibras de papel e de madeira em produtos e embalagens de Marca Própria na Colômbia, na Polónia e em Portugal é avaliada anualmente. O nosso progresso nesta matéria é medido de acordo com as orientações definidas nas Pulp, Paper & Packaging Guidelines do CGF.

Em 2025, o Grupo utilizou um total de 370.289 toneladas de papel e madeira (virgens e reciclados), abrangendo 100% dos produtos de Marca Própria e perecíveis, bem como das respetivas embalagens. Cerca de 43% do nosso consumo de fibras tem origem em materiais reciclados. No que respeita às fibras virgens, que representam cerca de 57% do total, aproximadamente 92% dispunham de certificação de sustentabilidade FSC®, PEFC ou SFI. Este valor está alinhado com o nosso objetivo de assegurar 100% de certificação até 2030.

Também em 2025, conseguimos rastrear a origem – pelo menos ao nível do país – de cerca de 95% (mais 5 p.p. do que em 2024) das fibras virgens utilizadas. Este exercício revelou que cerca de 11% (menos 5 p.p. do que em 2024) do nosso consumo de fibras virgens de papel e madeira teve origem em países com risco de desflorestação não negligenciável ou desconhecido. Mitigámos este risco através da incorporação de matéria-prima com certificação FSC®, PEFC ou SFI, que representou 76% do total de fibras virgens provenientes de países com risco de desflorestação não negligenciável ou desconhecido.

Status DCF do consumo de papel e madeira (2025)

Status DCF do consumo de papel e madeira (2025) (gráfico circular)

Assim, assumindo que:

  • os países identificados pela FPCoA como livres de desflorestação e conversão são considerados de risco negligenciável;

  • nos países identificados como tendo um elevado risco de fontes controversas, os esquemas de certificação de sustentabilidade (FSC® ou PEFC) são considerados DCF;

podemos estimar que 95% (222.578 toneladas) do total de fibras virgens de papel e madeira utilizadas nos produtos de Marca Própria e perecíveis, bem como nas respetivas embalagens, estavam livres de desflorestação e de conversão de ecossistemas com Alto Valor de Conservação.

Produtos de papel e madeira

Em 2025, utilizámos 185.111 toneladas de fibras virgens de papel e madeira nos nossos produtos de Marca Própria, um aumento de 8% face a 2024. Este crescimento deve-se ao lançamento de novos produtos e à evolução das nossas vendas, em particular na Biedronka e na Ara.

Cerca de 94% das fibras virgens utilizadas nos produtos de Marca Própria dispunham de certificação FSC® ou PEFC. Conseguimos rastrear 100% destas fibras ao nível do país, o que permitiu identificar que cerca de 7% tinham origem em países com risco1 de desflorestação não negligenciável. No entanto, desta percentagem, 81% provinha de florestas geridas de forma responsável, uma vez que detinha certificação FSC® ou PEFC.

  • Esta análise demonstra que 96% (177.539 toneladas) do total de fibras virgens de papel e madeira utilizadas nos produtos estavam livres de desflorestação e da conversão de ecossistemas com Alto Valor de Conservação. Deste total, 97% (172.612 toneladas) tiveram origem em países de risco negligenciável e 3% (4.927 toneladas) dispunham de certificação física considerada DCF;

  • cerca de 7% tiveram origem em países com risco1 de desflorestação não negligenciável; desta percentagem, 81% provinha de florestas geridas de forma responsável, uma vez que dispunha de certificação FSC® ou PEFC.

Embalagens de papel e madeira

Cerca de 79% (menos 1 p.p. do que em 2024) das fibras de papel e madeira utilizadas nas nossas embalagens são recicladas, enquanto os restantes 21%, correspondentes a 49.009 toneladas de fibras virgens, foram analisados quanto à sua origem e certificação. Deste volume, cerca de 83% dispunham de certificação FSC® ou PEFC, ao passo que os restantes 27% (menos 31 p.p. do que em 2024) tiveram origem em países com risco de desflorestação não negligenciável ou desconhecido, sendo que, dentro dessa percentagem, 71% apresentavam certificação FSC®, PEFC ou SFI.

Grande plano de uma embalagem de leite na mão de uma mulher (foto)

Com base nos critérios anteriormente definidos, estimamos que 45.040 toneladas (92%) cumprem os requisitos DCF, das quais 35.852 toneladas (80%) têm origem em países de risco negligenciável e 9.187 toneladas (20%) dispõem de certificação física considerada DCF.

Enquanto retalhista alimentar, não adquirimos diretamente as matérias-primas utilizadas na produção de embalagens, o que torna esta cadeia de abastecimento particularmente complexa. Ainda assim, o resultado DCF reflete o esforço conjunto desenvolvido com os nossos fornecedores para reforçar a rastreabilidade desta matéria-prima.

Envolvimento com fornecedores e traders

Estabelecemos uma relação contínua com os nossos fornecedores de Marca Própria e de produtos perecíveis, centrada no cumprimento dos nossos compromissos no combate à desflorestação. Desde 2014, trabalhamos em estreita colaboração com estes parceiros para acompanhar a utilização de fibras virgens nos nossos produtos de Marca Própria e perecíveis, bem como nas respetivas embalagens (incluindo embalagens primárias, secundárias e terciárias), com o objetivo de identificar o país de origem dessas fibras. Sempre que o país apresenta risco de desflorestação, procuramos identificar a região de origem. Paralelamente, avaliamos a certificação de sustentabilidade associada a estas fibras, dando prioridade aos esquemas FSC® e PEFC.

Todos os nossos fornecedores estão comprometidos com as ações publicamente definidas no no roadmap para o papel, pasta de papel e embalagens da FPCoA e são incentivados a integrar esses mesmos compromissos nas suas próprias práticas. Para promover uma cadeia de abastecimento mais responsável e alinhada com os nossos objetivos de sustentabilidade, realizamos anualmente um inquérito para monitorizar o progresso de cada fornecedor.

A nossa prioridade recai sobre os fornecedores que, em conjunto, representam 80% do nosso consumo total de papel e madeira, reforçando a comunicação sobre o nosso desempenho, compromissos e políticas para um futuro positivo para as florestas. Para aumentar a visibilidade ao longo da cadeia de abastecimento, mapeamos a origem do nosso papel e madeira, identificamos os esquemas de certificação utilizados e recolhemos informação sobre outros fornecedores a montante dos nossos fornecedores diretos.

Estamos comprometidos em alargar a rastreabilidade da nossa cadeia de abastecimento às origens subnacionais (como região, estado ou município) desta matéria-prima até ao final de 2025. Para o efeito, iremos envolver os nossos fornecedores mais relevantes na identificação dos respetivos traders, na verificação dos seus compromissos no combate à desflorestação e à conversão e na promoção do seu alinhamento com os objetivos que definimos para a nossa cadeia de abastecimento de papel e madeira.

1 Os países considerados como tendo risco não negligenciável de desflorestação associado à produção agrícola de papel e madeira correspondem aos definidos nas guidelines do CGF (Argentina, Indonésia, Malásia, Estados Unidos e Vietname).

Bens perecíveis
Produtos com um prazo de validade limitado e que requerem um armazenamento adequado para evitar que se estraguem, por exemplo, frutas frescas, vegetais, alimentos prontos a consumir, carne e peixe vendidos ao balcão e produtos lácteos.
Desflorestação
O desbravamento extenso de florestas. Isto pode acontecer por várias razões, como a criação de terras agrícolas para culturas e gado, a extração de madeira e o desenvolvimento de infraestruturas como estradas e zonas urbanas.

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